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Mãe arrecada dinheiro para cirurgia de filho com paralisia cerebral: 'Vai deixar meu filho em pé'

botucatublogger | 10:28 | 0 comentários

Menino de Agudos precisa de R$ 12 mil para pagar equipe médica; mãe também vende salgados para tentar levantar o dinheiro.


Por Renata Marconi

Mãe de Luís arrecada dinheiro para cirurgia do filho (Foto: Maristela Carvalho/Arquivo Pessoal)
Mãe de Luís arrecada dinheiro para cirurgia do filho (Foto: Maristela Carvalho/Arquivo Pessoal)

A mãe de um menino de Agudos (SP) com paralisia cerebral busca de todas as formas arrecadar o valor para uma cirurgia necessária para melhorar a qualidade para seu filho. Em uma campanha na internet ela explica que precisa de R$ 12 mil para pagar a equipe médica. “Além do médico ainda vai ter os gastos com o pós-cirúrgico, tem que arrumar colchão de água, tem tudo isso”, explica Maristela Gonzaga de Carvalho.

Luís Otávio Gonzaga de Carvalho, de 10 anos, é um menino muito sonhador, mas seu maior sonho é ser policial. Há um ano, os policiais militares de Agudos ficaram sabendo do desejo do garoto e Luís foi “policial por um dia”.

Com muito esforço, a mãe paga um convênio médico particular para Luís, mas o convênio negou a realização da cirurgia, que pode ser uma saída para que o menino tenha uma vida melhor. “Depois de um ano de terapia intensiva, ele vai dar passos. É caro, mas compensa. Se ele não fizer a cirurgia a tendência é piorar. Está ficando cada dia pior na locomoção. A cirurgia vai deixar meu filho em pé, se ele vai andar eu não sei, mas vai diminuir um pouco a dor dele. Eu sei que vai dar certo”, diz Maristela.

Em nota, a Unimed informou que a contratação do paciente possui cobertura parcial, temporária, e que ele possui doença preexistente conhecida e declarada no momento da contratação em agosto de 2016, o que explica a ausência de cobertura para a internação agora solicitada. (Veja nota na íntegra)

Enquanto ela não consegue o valor total do procedimento com doações, vende salgados para tentar levantar o dinheiro. “Eu vendo meus salgados para manter a clínica particular e para conseguir o valor da cirurgia que vai ser cara. E depois tem mais 45 dias engessado e muitos meses de fisioterapia intensa.”

Maristela quer ver melhora do filho (Foto: Maristela Carvalho/Arquivo Pessoal)
Maristela quer ver melhora do filho (Foto: Maristela Carvalho/Arquivo Pessoal)

Maristela conta que só quer ver seu filho tendo uma vida normal e ela não mede esforços para realizar todos os sonhos do filho. No ano passado, a autônoma fez todo o Batalhão da Polícia Militar de Agudos se emocionar com um pedido: realizar o sonho do seu filho com paralisia cerebral ser policial por um dia.

“Ela disse que tinha um filho especial que queria ser policial. Geralmente é curiosidade das crianças, mas este caso era diferente. Disse que faríamos o possível”, conta o cabo Éder Marcos Gonçalves. Prontamente, eles seguiram até a casa do Luís, que aprendeu rápido e logo aprendeu a ligar a sirene.

Um dos sonhos do filho a Maristela já realizou. “A dificuldade maior é ele me pedir que quer jogar bola, correr. Tem coisas que ele quer e não é possível. Ele não anda, apesar que eu acredito que ele vai andar sozinho. Eu não podia falar para ele que ele não podia ser policial, então realizar esse sonho foi muito importante”, contou emocionada.

“Meu coração diz que eu quero ser policial para defender o meu País. Isso é de coração. Quando eu crescer quero ser policial”, afirma.

A Unimed informou que neste momento a contratação do paciente possui cobertura parcial, temporária, conforme disciplina o artigo 11 da Lei de Planos de Saúde. Ele possui doença preexistente conhecida e declarada no momento da contratação (agosto 2016), o que explica a ausência de cobertura para a internação agora solicitada. Após os primeiros 24 meses da contratação, a cobertura parcial deste paciente será extinta e a contratação passará a oferecer a amplitude contida na Lei de Planos de Saúde.

Esclarecemos, ainda, que foi oferecida possibilidade do paciente adquirir contratação integral, porém foi sua opção a contratação com suspensão parcial temporária, como estabelece o artigo 11 da Lei de Planos de Saúde e a regulamentação vigente.

Luís ficou muito feliz de andar na viatura da PM (Foto: Renata Marconi / G1)
Luís ficou muito feliz de andar na viatura da PM (Foto: Renata Marconi / G1)

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