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Dinheiro de Odebrecht e Itaipava pagou dossiê do 'escândalo dos aloprados', diz delator

botucatublogger | 20:29 | 0 comentários

Segundo ex-executivo da Odebrecht, recursos da empreiteira e da cervejaria foram usados para a compra de dossiê contra José Serra (PSDB), então candidato ao governo de São Paulo.


Por G1, Brasília

Recursos de uma operação entre a construtora Odebrecht e a cervejaria Itaipava financiaram a compra de um dossiê no episódio que ficou conhecido como “escândalo dos aloprados”, afirmou em delação premiada o ex-executivo Luiz Eduardo da Rocha Soares.

Em 2006, a Polícia Federal (PF) prendeu dois homens ligados ao PT que tentavam comprar um dossiê falso contra o então candidato do PSDB ao governo paulista, José Serra. O então presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou como "aloprados" os petistas que participaram do caso.

O documento acusaria Serra de ter relação com a chamada “máfia das sanguessugas”, que vendeu ambulâncias superfaturadas para o governo. Os policiais encontraram o equivalente a R$ 1,7 milhão com os dois homens.

Soares, que atuava no Setor de Operações Estruturadas – classificado pelo Ministério Público como o setor de propinas da empreiteira – disse que foi chamado para uma reunião no comitê de campanha do PT dias após a operação da PF.

“Nós fomos tomados de surpresa com a operação dos Aloprados. Aí o Benedicto (Silva Junior, também delator) me ligou logo depois da operação falando que tinha dado um grande problema”, afirmou, explicando que usou um taxi para que seu carro não fosse identificado no local.

De acordo com o delator, também participaram da reunião o dono da Itapava, Walter Faria, e o tesoureiro de campanha do PT, José de Filippi. Segundo ele, havia o receio de que o timbre identificado pela PF no dinheiro apreendido fosse o da cervejaria, fruto de transação com a Odebrecht.

“Aí mostrava que isso era da cervejaria Itaipava”, disse. Questionado pelo Ministério Público, ele afirmou que José de Filippi sabia que o dinheiro seria usado para comprar o dossiê. Sobre Walter Faria, disse que “acha que” ele não sabia.

Em nota, o Grupo Petrópolis, controlador da cervejaria Itapava, informou que não teve participação nos episódios relatados. "Nunca soube ou participou de qualquer elaboração ou uso de dossiês para fins eleitorais", diz a assessoria da companhia. Até a última atualização desta matéria, o G1 tentava localizar José de Filippi.

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