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Haverá seleção para polícias Civil, Militar e bombeiros, diz governo estadual.
Edital para vagas de escrivães deve ser publicado no próximo dia 22 de julho.



Murillo VelascoDe GO

O governo estadual anunciou nesta quinta-feira (30) o cronograma para o concurso público para as polícias Civil, Militar e Corpo de Bombeiros. Além da contratação mais de 3 mil novos servidores por meio de seleção, o secretário de Segurança Pública e Administração Penitenciária (SSAP), José Éliton, comunicou que vai convocar 50% dos aprovados no último concurso para papilocopista.
O anúncio foi feito por Éliton e o secretário de Gestão e Planejamento, Joaquim Mesquita, durante uma entrevista coletiva nesta manhã. De acordo com eles, vão ser abertas 3.396 vagas destinadas às forças policiais do estado. Na Polícia Civil serão  36 vagas para delegados, 280 para agente de polícia substituto e 220 para escrivães.
Para a Polícia Militar serão 80 vagas para oficiais e 2,5 mil para soldados de 3ª classe do Corpo de Bombeiros. O salário inicial para os militares será de R$ 1,5 mil e a exigência para todos é de curso superior, conforme lei aprovada na Assembleia Legislativa de Goiás.
De acordo com a SSPAP, o edital para as vagas de escrivães deve ser publicado no dia 22 de julho deste ano e as inscrições poderão ser feitas entre 1º e 30 de agosto. As provas serão realizadas no dia 18 de setembro. Já o editais dos concursos para a Polícia Militar e delegados de Polícia Civil devem ser publicados no dia 19 de agosto e 13 outubro, respectivamente.
A previsão é que os concursos para as polícias sejam regionalizados. De acordo com o secretário da Segurança Pública, os servidores devem trabalhar nas regiões em que foram aprovados.

Também foi anunciado que haverá um concurso público para preencher 30 vagas de fiscais da Superintendência de Defesa do Consumidor (Procon). No entanto, não foram divulgadas as informações sobre o certame.
Convocação
O secretário José Éliton também autorizou a convocação de 50% dos aprovados no último concurso para policiais papiloscopistas. De acordo com a SSPAP, dos 100 aprovados, serão chamados 50 profissionais para atuar junto à Direção Geral da Polícia Civil do Estado de Goiás.

Segundo o secretário, esses selecionados já fizeram curso de formação para trabalhar na identificação de corpos a serem liberados para famílias no Instituto Médico Legal (IML).
Bombeiros se preparar com uma série de equipamentos para combater queimadas, em Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)Entre as vagas estão 2,5 mil para Bombeiros, em Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
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O anúncio da realização dos concursos públicos para a área da Segurança Pública foi feito em março deste ano, quando José Éliton assumiu a pasta da Segurança Pública. Porém, na época, governador de Goiás, Marconi Perillo, afirmou que a seleção ainda não tinha data para acontecer. De acordo com ele, a decisão foi tomada para aumentar o efetivo nas ruas de forma que o governo consiga arcar com os custos.
“Os gastos serão compensados com redução de outras áreas. Esse gasto novo será bastante expressivo, mas é para atender uma demanda da sociedade”, pontuou o governador na ocasião.
Ainda conforme o governador, outras mudanças estavam previstas para melhorar as condições dos policiais. Na época ele afirmou que iria equiparar as gratificações dos policiais às de trânsito. "Vamos melhorar as gratificações de apreensões de armas", afirmou Perillo.
Em março deste ano o governador afirmou que faria um pedido à Secretaria de Estado da Casa Civil para que 230 aprovados em concurso da Polícia Técnico-Cietífica fossem chamados dentro 30 dias. "Temos limitações, mas temos informações de que, possivelmente, haverá condições de fazer essas contratações", afirmou.
No entanto, a convocação foi feita nesta quinta-feira, quase três meses depois do compromisso.
Policiais militares participam de operação do MP-GO (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)Edital para primeiro concurso deve ser divulgado em julho (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)


Ele respondia em liberdade por peculato, corrupção ativa e violação de sigilo.
Empresário é acusado de chefiar exploração ilegal de caça-níqueis, em GO.

Do G1 GO

Carlos Cachoeira é preso em Goiânia, Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)Cachoeira foi preso suspeito de lavagem de dinheiro nesta quinta (30) (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Preso na manhã desta quinta-feira (30) durante a Operação Saqueador, que apura a lavagem de R$ 370 milhões em verbas públicas, o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, já responde na Jusiça por vários outros crimes. Ele ficou conhecido nacionalmente em fevereiro de 2012, quando foi preso na Operação Monte Carlo, suspeito de chefiar um esquema de exploração ilegal de caça-níqueis, em Goiás.

Na época, o contraventor foi condenado a cinco anos de prisão no regime semiaberto e a 50 dias-multa. Depois de quase nove meses de prisão, foi solto.
Duas semanas depois, Cachoeira foi preso novamente após ser condenado a 39 anos de prisãopor peculato, corrupção ativa, violação de sigilo e formação de quadrilha. Entretanto, conseguiu um habeas corpus e deixou a cadeia dias depois.
Ainda em 2012, ele também foi condenado na Operação Saint Michel, um desdobramento da Monte Carlo, que apurou o envolvimento de agentes públicos e empresários em uma quadrilha que explorava o jogo ilegal e tráfico de influência em Goiás.

Inicialmente a pena foi de 5 anos e 1 mês de prisão. Porém, após recurso, o caso foi analisado pela 2ª Turma do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF), em maio de 2014,que fixou a condenação em 4 anos e 1 mês de prisão, além do pagamento de 20 dias-multa no valor de cinco salários mínimos, no montante vigente na época do crime.
A última condenação contra o empresário ocorreu no dia 23 de setembro de 2015, por violação de sigilo funcional, com pena de três anos de prisão.

A defesa de Cachoeira recorreu de todas as sentenças e ele aguardava aos julgamentos em liberdade, mas acabou preso novamente nesta manhã.
Monte Carlo
As investigações relacionadas à Operação Monte Carlo apontaram também a ligação de políticos e empresários com o contraventor. Para apurar essa relação, o Congresso Nacional instalou uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), conhecida como CPI do Cachoeira, em abril de 2012.

Essa CPI custou cerca de R$ 167 mil aos cofres do Congresso Nacional, mas acabou em um relatório de duas páginas, sem sugerir o indiciamento de nenhum dos envolvidos.
Entre os políticos investigados, na ocasião, o principal foi o então senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO), que acabou cassado por quebra de decoro parlamentar, em julho de 2012. Demóstenes e Cachoeira se falaram por telefone quase 300 vezes em um ano, conforme escutas telefônicas feitas durante a operação. De acordo com o relatório do Ministério Público Federal (MPF), ele usava o mandato a serviço dos interesses do contraventor.
Carlinhos Cachoeira e Demóstenes Torres, ex-senador por Goiás (Foto: Montagem/G1)Ligação com Cachoeira resultou na cassação do mandato de Demóstenes  (Foto: Montagem/G1)
Em agosto de 2012, o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) também autorizou a abertura de inquérito para investigar as relações do governador de Goiás, Marconi Perillo, com Cachoeira. Interceptações telefônicas apontam que o comprador de um imóvel que pertencia ao político foi o empresário e, para isso, teria usado laranjas na transação.
Ao depor na CPI, Perillo negou envolvimento pessoal com Cachoeira. A CPI terminou sem que ninguém fosse preso ou indiciado.
CPI da Delta
Paralela à CPI do Cachoeira, em Brasília, deputados goianos criaram uma comissão na Assembleia Legislativa de Goiás. O objetivo seria investigar a ligação de políticos goianos com a contravenção, assim como os contratos da Construtora Delta, supostamente ligada ao contraventor, e da Gerplan - antiga empresa de jogos de Cachoeira - com as prefeituras do interior.
O relator da CPI da Delta, o deputado Talles Barreto (PTB), apresentou o relatório da comissão. No texto, ele sugeriu o indiciamento de delegados, policiais civis e militares, além de servidores públicos, por corrupção ativa e passiva, mas deixou de lado as peças principais da Operação Monte Carlo.
Carlinhos Cachoeira se casou com a companheira, a empresária Andressa Mendonça, na noite desta sexta-feira (28), no condomínio de luxo onde o casal mora, em Goiânia (Foto: Estúdio Maria Célia Siqueira)Carlinhos Cachoeira se casou com Andressa Mendonça em Goiânia (Foto: Estúdio Maria Célia Siqueira)
Família
Casado com Andressa Mendonça, o empresário foi pai dias antes de ser preso na Operação Saqueador. A menina, primeira com a atual esposa, recebeu o nome de Clara. Cachoeira já tem três filhos de outro casamento. Andressa também tem outros dois filhos do relacionamento anterior com o senador Wilder Morais (PP).

Ela e Cachoeira estão juntos desde 2010, mas a união só foi oficializada em dezembro de 2012, dias depois do empresário sair da cadeia. Na época, ele se ajoelhou e beijou os pés da mulher.
O casamento foi restrito a cerca de 50 familiares e amigos mais próximos. A união foi oficializada no civíl em 15 minutos e, logo na sequência, houve a bênção religiosa de um pastor.

Durante a CPI do Cachoeira, em Brasília, em 2012, Andressa prestou depoimento e chamou a atenção por sua beleza. Assim, ficou conhecida como a "musa da CPI". Ao G1, ela disse, na época, que não se sentia confortável com o título: "Não acho que sou musa. Tá todo mundo míope", afirmou.
Em setembro de 2015, ela anunciou em uma rede social o fim do relacionamento com o empresário. Pouco mais de um mês depois, o casal reatou o relacionamento. Na época, também o perfil na internet, escreveu: "O amor vence barreiras, o meu constrói caminhos".
Andressa Mendonça chega à sala da CPI do Cachoeira, no Senado Federal. Vital do Rêgo, presidente da CPI, destacou que ela está na comissão na condição de investigada. Ela afirma que vai exercer seu direito constitucional de permanecer em silêncio. (Foto: Ed Ferreira/AE)Andressa Mendonça durante depoimento na CPI do Cachoeira, em 2012 (Foto: Ed Ferreira/AE)
Operação Saqueador
O Ministério Público Federal e a Polícia Federal deflagraram a Operação Saqueador, que busca prender pessoas envolvidas em um esquema de lavagem de R$ 370 milhões desviados dos cofres públicos, na manhã desta quinta-feira. Além de Goiás, os policiais atuaram em São Paulo e Rio de Janeiro.

Em condomínios de luxo de Goiânia, foram presos Cachoeira e um ex-diretor da empresa Delta no Centro-Oeste, Cláudio Abreu. Os dois foram transferidos nesta tarde para o Rio de Janeiro, sede das investigações.
A avião saiu após cinco horas de espera no Aeroporto Santa Genoveva. Segundo a Polícia Federal, eles deveriam ter seguido às 8h02 em um voo comercial para o Rio de Janeiro. Entretanto, o mau tempo no destino atrasou a decolagem. Eles partiram às 13h18 em um voo comercial, acompanhados de quatro agentes da Polícia Federal.

Os presos chegaram ao aeroporto por volta das 7h20. Um vídeo exclusivo da TV Anhanguera mostra o momento em que Cachoeira entrava no terminal em um carro da Polícia Federal (assista abaixo).
Presos na operação:
- Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, empresário
- Adir Assad, empresário
- Cláudio Abreu, ex-diretor da Delta
Ainda procurados:
- Fernando Cavendish, dono da empresa Delta
- Marcelo José Abbud, empresário
O advogado de Cachoeira, Antônio Nabor Bulhões, disse que ficou sabendo da prisão no início da manhã, após uma ligação da mulher do cliente, Andressa Mendonça. Ele informou que irá se informar sobre o caso antes de falar
Já o advogado de Cláudio Abreu, Fabrício Correia de Aquino, informou ao G1 que embarca nesta noite ao Rio de Janeiro. Ele também disse que só vai se pronunciar após se informar sobre o caso.

Reajuste, autorizado pela Artesp, é de 9,32% em média. 
Pedágio mais caro da região fica em Itatinga, na Castello Branco.

Do G1

Os moradores do Centro-Oeste Paulista que forem aproveitar as férias de julho para viajar vão gastar mais com as tarifas de pedágio. As tarifas deverão subir em média 9,32%, segundo a Artesp. O valor é referente ao índice de inflação acumulada nos últimos 12 meses de acordo com o IPCA - Índice Nacional Amplo de Preços ao Consumidor. O reajuste é válido para carros, ônibus e caminhões.
Reajuste prevê entrega de obras nas rodovias (Foto: Reprodução/TV TEM)Pedágio será reajustado nas rodovias da região
(Foto: Reprodução/TV TEM)
Na região de Bauru (SP), na Rodovia Engenheiro Paulo Romano, na praça de Dois Córregos, o valor passa de R$ 7,40 para R$ 8,10. Na rodovia Comandante João Ribeiro de Barros, o motorista vai pagar na praça de Jaú  R$ 10,40, R$ 0,90 a mais que a tarifa anterior, que era de R$ 9,50.
Na Rodovia Laurentino Mascari, em Itápolis, o valor passa de R$ 6,20 para R$ 6,80. Na Rodovia Castello Branco, em Itatinga, fica a praça onde o pedágio é o mais caro da da região, a tarifa vai passar de R$ 11,30 para R$ 12,30.
Na Rodovia Engenheiro João Batista Cabral Rennó, em Piratininga, os motoristas vão passar a pagar R$ 5,30. Até esta quinta-feira (30) o preço é de R$ 4,90. Já na praça de Assis, na Rodovia Raposo Tavares, a taxa passa de R$ 7 para R$ 7,60.  
Na Rodovia Orlando Quagliato, em Ourinhos, a tarifa sobe de R$ 5,70 para R$ 6,20. E na Rodovia Marechal Rondon (sentido oeste), a tarifa sobre para R$ 5,70 na praça de Promissão. Antes a tarifa era R$ 5,20. E na Rondon sentido leste, o maior valor será cobrado na praça de Anhembi, que de R$ 6,40 vai para R$ 7.
Veja aqui a tabela completa das tarifas de pedágio no estado de São Paulo.

Médico é o primeiro da família a ter curso superior e se formou na UPE.
Filho de pedreiro e ex-cortadora de cana, ele entrou em medicina em 2010.

Joalline NascimentoDo G1 Caruaru

Ex-cortador de cana com a prima na formatura dele em medicina pela UPE (Foto: Arquivo pessoal/Flaviana Maria)Ex-cortador de cana com a prima na formatura dele em medicina pela UPE (Foto: Arquivo pessoal/Maria Eduarda Lopes)
Um dos sete filhos do pedreiro José Lopes, de 63 anos, e da dona de casa Edileusa Maria, de 59, o agora médico Jonas Lopes trabalhou como cortador de cana até os 15 anos. Nascido em Palmares, Mata Sul de Pernambuco, Jonas morou até 2006 em Joaquim Nabuco. Hoje com 30 anos, o futuro cardiologista garante ao G1: "o que me move é o conhecimento e ajudar as pessoas".
Ele é o primeiro da família a ter curso superior, mas acredita que no futuro os irmãos irão seguir o mesmo caminho. "Agora eu só quero ajudar meus pais, dar orgulho a eles e aos meus irmãos e continuar exercendo meu amor pela medicina, distribuir esse amor para os meus pacientes. Também quero estudar, estudar e nunca parar", afirmou.
Eu só quero ajudar meus pais, dar orgulho a eles e aos meus irmãos e continuar exercendo meu amor pela medicina"
Jonas Lopes, 30 anos, médico
Jonas se tornou médico de fato e direito na quarta-feira (29) - dia da colação de grau. Ele disse que não conseguiu segurar a emoção no momento em que foi homenageado pelos colegas.

"Tivemos uma colação antecipada no dia 17 de junho, que foi para pegar o registro do Cremepe [Conselho Regional de Medicina de Pernambuco]. Na solenidade oficial, na hora do discurso da oradora, ela disse: 'Jonas, levante'. Em seguida, falou um breve histórico da minha vida, me parabenizou e todos os meus colegas me aplaudiram. Não aguentei e chorei demais", revelou.

O médico, que desde de criança ajudava a mãe a cortar cana, trabalhou na zona rural de Joaquim Nabuco dos 12 aos 15 anos. Foi também durante a infância que veio o sonho de cursar medicina. Desde pequeno Jonas gostava de ciências. Devido às dificuldades pelas quais a família passava, pensou em ser professor, porque - para ele - seria mais fácil. "Mas eu ficava admirando o trabalho de médico. Sempre tive a medicina no coração", falou.
Jonas Lopes é ex-cortador de cana se formou em medicina pela UPE na quarta-feira (29) (Foto: Arquivo pessoal/Maria Eduarda Lopes)Jonas Lopes se formou em medicina pela UPE
(Foto: Arquivo pessoal/Fábio Floriano)
Entre os anos de 1998 e 1999, o médico parou de estudar. Ao G1, ele disse que esta "parada" nos estudos foi um momento de rebeldia. "Eu recomecei em 2000. Na verdade, eu caí na real. Ver minha mãe trabalhando no engenho, sofrendo… Ela tinha que comprar os meus cadernos e dos meus irmãos ou comida para dentro de casa. Quando eu vi esse sofrimento dela, decidi que jamais iria parar de estudar. O céu não é nem o meu limite. Eu amo estudar", explicou Jonas.

O recém-formado também trabalhou dando aulas de de reforço, em casas de jogos e carregando frete na feira. No ano de 2006 ele fez o vestibular de medicina e passou só na primeira fase.
Em 2007, Jonas começou a se preparar para o vestibular da Universidade de Pernambuco (UPE), que oferecia vagas exclusivas para estudantes de escolas públicas. "Eu conheci o sistema de cotas da instituição e vi que tinha como entrar por ele, já que eu sempre estudei por escola pública. Esse sistema de cotas foi minha esperança", lembrou o médico.
Aprovação na UPE
Jonas tentou entrar na universidade por três anos. Em 2006 ele estudou sozinho e não conseguiu a aprovação. No mesmo ano ele juntou o dinheiro do trabalho para ir morar no Recife com a irmã. De 2007 até 2009 - ano no qual foi aprovado - ele cursou pré-vestibular e estudava de dez a 12 horas por dia.
O médico recém-formado conseguiu assistência moradia e alimentação como bolsa da UPE e morou durante seis anos na Casa do Estudante de Pernambuco. "Fui monitor de inglês na casa, ganhei bolsa de iniciação científica e extensão universitária", disse.
Em 2014 Jonas começou a estagiar em uma unidade de saúde de Joaquim Nabuco. Com o estágio ele ajudava na renda dos pais. "Eu ficava atendendo e passava os casos para o médico plantonista, que é como é regulamentado pelo código de ética médica", lembrou
.

Temer teria pressionado Cunha a renunciar para apressar a saída de Maranhão

Estadão Conteúdo
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Com menos de 24 horas no ar, a plataforma digital que pretende arrecadar recursos para que a presidente afastada, Dilma Rousseff, continue viajando pelo País em defesa de seu mandato alcançou mais de 50% da meta. Em 21 horas, 3.486 pessoas doaram R$ 254,7 mil. O objetivo da iniciativa é angariar R$ 500 mil.

As criadoras da plataforma - Guiomar Lopes e Celeste Martins - lutaram na ditadura militar ao lado de Dilma e afirmam que a ferramenta é a continuidade da luta pela democracia. "Achamos importante abrir uma conta onde as pessoas pudessem fazer doações e haver disponibilidade de recursos que a presidenta pudesse usar para as suas viagens," afirmou Guiomar.

A decisão de criar um crowdfunding, uma espécie de "vaquinha virtual", foi tomada na terça-feira, 28, em reunião de Dilma com a executiva do PT e aliados no Palácio da Alvorada. "Ela precisa de recursos e duas amigas dela estão lançando um crowdfunding que vai ser arrecadação através do site Catarse", explicou o presidente do PT, Rui Falcão.

Foi praticamente consenso no encontro que a presidente afastada deve continuar com as viagens, apesar da restrição imposta pelo presidente em exercício, Michel Temer, que limita o uso de aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) por Dilma para os trajetos entre Brasília-Porto Alegre. 

Após o encontro, Dilma usou as redes sociais para afirmar que está motivada a lutar para recuperar o mandato. "Eu tenho uma ideia fixa: lutar contra esse impeachment. Isso sintetiza o que eu quero do futuro", escreveu.
Estadão Conteúdo

Estadão Conteúdo

Pela segunda vez, levantamento feito pelo MPF revelou que muitos municípios não cumprem a lei que obriga a divulgação das contas públicas

Cinthia Milanez

Heitor Carvalho
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