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Morador da cidade alega que fabricante de suco está depositando restos da produção de forma irregular, em buraco próximo a uma mina


Divulgação
Técnicos da Cetesb irão apurar se resíduos de empresa estão sendo descartados corretamente
A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) irá apurar se uma empresa de Duartina (38 quilômetros de Bauru) está despejando irregularmente restos da produção em um buraco a céu aberto na zona rural da cidade. Próximo ao local, segundo denúncia feita, existe uma mina, o que potencializa os riscos de grave dano ambiental.

O autor da denúncia, que pediu para ter a identidade preservada, conta que a empresa do ramo de processamento de frutas cítricas adquiriu uma propriedade entre os quilômetros 29 e 30 da rodovia Antonio João Garbulho (SP-315), que liga Duartina a Lucianópolis, para depositar os resíduos da produção.

Segundo ele, todo o material é despejado por caminhão-tanque, sem qualquer tipo de preparo, em um buraco com aproximadamente cinco metros de altura por 60 metros de comprimento. “Embaixo, a uns trezentos metros, tem uma mina”, diz. “E eles jogam aquela água suja sem proteção nenhuma”.

O morador alega que está preocupado com os danos ao meio ambiente e riscos à saúde pública. De acordo com ele, recentemente, a empresa teria sido multada em R$ 100 mil por um vazamento na Estação de Tratamento de Esgoto da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo).

Em nota, a Sabesp informou que a empresa é sua cliente e utiliza os serviços de coleta e tratamento de efluentes não domésticos. “O esgoto é levado por rede coletora até a Estação de Tratamento de Esgoto da cidade”, revela. “A companhia ressalta que não aplicou nenhuma multa na empresa citada e que o descarte irregular de esgoto deve ser investigado pelos órgãos competentes”.

Fiscalização

A Cetesb, por sua vez, disse que a Agência Ambiental de Bauru recebeu denúncia na tarde de ontem comunicando suposto descarte irregular de resíduos. “Com base nessa denúncia, técnicos da Agência de Bauru irão fazer uma vistoria no local para constatar se, realmente, está ocorrendo a disposição inadequada de resíduos pela empresa e avaliar a situação da área informada”, explica.

A reportagem entrou em contato com a empresa para saber se ela gostaria de se manifestar a respeito da denúncia, mas, por meio da responsável pelo departamento fiscal, Leila Cidiane Gomes Nascimento, proprietários disseram que não iriam comentar o caso.

Wilson Dias/Agência Brasil
Bancada  feminina  no  Congresso  participa  de  protesto  contra  cultura  do  estupro
Um grupo de mulheres fez um protesto nesta terça-feira (31) no Congresso Nacional contra a cultura do estupro. Com cartazes e faixas com os dizeres “Nenhuma mulher merece ser estuprada”, “Mexeu com uma, mexeu com todas e “Pelo fim da cultura do estupro”, as manifestantes procuraram chamar a atenção dos parlamentares para a importância do combate à violência e da sociedade para os constantes casos de abuso ocorridos no Brasil.

A deputada Luiza Erundina (PSOL-SP) chamou atenção para o caso da adolescente estuprada por vários homens em uma casa no alto do morro São José Operário, na zona oeste do Rio, há cerca de 10 dias. “Aquele estupro coletivo é algo que nos envergonha, a imagem do Brasil no mundo todo está manchada. Estamos aqui indignadas, querendo solução no que diz respeito à integridade física e psicológica das mulheres brasileiras”, afirmou a deputada, em discurso logo após a entrada das manifestantes no plenário da Câmara para abrir uma faixa em protesto contra a cultura do estupro.

A deputada Maria do Rosário (PT-RS) criticou alguns projetos em tramitação na Câmara, por considerar que atentam contra os direitos das mulheres. Maria do Rosário citou o que trata do Estatuto do Nascituro, que visa proibir o aborto em todos os casos, inclusive nos de estupro e de risco de vida para a mulher. “A Câmara tem que estar aberta para as mulheres, porque tramitam projetos de lei que são extremamente nocivos para as mulheres”, afirmou a deputada.

Maria do Rosário lembrou a importância de se garantir atendimento adequado às vítimas de violência sexual. “No Brasil, a cada 11 minutos uma mulher é vítima de violência sexual. Estamos diante de uma epidemia de estupros, de violência sexual. É preciso assegurar atendimento hospitalar, medicação adequada com antirretroviral, medicamentos para doenças sexualmente transmissíveis”, acrescentou.

O protesto começou no Salão Azul do Senado e de lá o grupo se dirigiu ao Salão Verde da Câmara. Inicialmente, o grupo, formado por parlamentares, funcionárias e integrantes de movimentos feministas tentou entrar no plenário, mas foi impedido pelos seguranças da Casa. Após negociação, as mulheres conseguiram entrar. “Este é um protesto pacífico, de muitas mulheres e muitos homens contra a violência, e o Parlamento brasileiro não pode dar esse exemplo de truculência ao Brasil”, disse a senadora Vanessa Gazziontin (PCdoB-AM).

Os manifestantes protestaram também no plenário do Senado, onde pediram ao presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), que coloque em votação o Projeto de Lei do Senado (PLS) 618/2015, que agrava a pena para estupro coletivo. Renan disse ao grupo que colocaria em votação a urgência do projeto.

"Basta de tanta violência, machismo e desrespeito às mulheres do país. Queremos que o Poder Legislativo, o Executivo e o Judiciário nos tratem com o devido respeito, com o devido direito, pois somos cidadãs brasileiras", afirmou Erundina.

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relativizou o fato de a Operação Lava Jato ter derrubado dois ministros em menos de 20 dias de governo do presidente em exercício, Michel Temer.

Segundo Gilmar, Temer teve de formar o seu ministério "numa situação de emergência" e, por isso, não há "surpresa" que situações como essa aconteçam. "É um governo provisório, que faz experimento e que teve que compor numa situação de emergência. Então não é surpresa que haja esse tipo de situação. Depois também essa questão da Lava Jato tem tido uma repercussão enorme e ampla irradiação no sistema político. Então, a mim parece que isso é um pouco inevitável", disse.

Ele afirmou, no entanto, que essas baixas não devem reverter o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff no Senado. "Não necessariamente. Não vejo essa repercussão. Agora, isso mostra quão difícil é governar, é ter estabilidade, especialmente num quadro dessa dificuldade", disse.

O ministro do STF defendeu que, diante da perspectiva de que o afastamento de Dilma ainda pode ser revisto pelos parlamentares, o governo do presidente Temer tem de fazer reformas e conquistar o apoio da Câmara e do Senado. "Em suma, tem que, em geral, operar na lógica da segunda melhor opção. Nunca a melhor opção: 'Ah, quero fazer um governo de notáveis ou coisa do tipo', tem que conversar com os russos, né?".

Sempre crítico aos governos petistas, Gilmar tem adotado um tom mais moderado ao falar de Temer na Presidência. No fim de semana, ele esteve com o presidente em exercício no Palácio do Jaburu. 

Oficialmente, a conversa tratou da liberação de verbas para a realização das eleições municipais deste ano, uma vez que Gilmar assumiu a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recentemente. O ministro afirmou que os dois não chegaram a conversar sobre a Lava Jato.

Em menos de 20 dias de governo, Temer perdeu dois ministros após a divulgação de conversas gravadas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, delator da Lava Jato. O primeiro, na semana passada, foi o senador Romero Jucá, que deixou o Ministério do Planejamento. Nessa segunda, foi a vez o ministro da Transparência, Fiscalização e Controle, Fabiano Silveira, pedir demissão.

Um homem de 66 anos teve a casa invadida e assaltada por criminosos no Jardim Marise, em Bauru, na madrugada desta terça-feira (31).

Conforme descrito no boletim de ocorrência (BO), a vítima dormia em seu quarto quando ouviu barulhos estranhos vindos da sala de sua residência. Ao levanta-se para verificar o que estava acontecendo, o homem encontrou dois estranhos no interior do seu imóvel.

Quando os assaltantes perceberam a presença do proprietário, eles o agrediram, o amarraram com fios de telefone e o amordaçaram.

Em seguida, voltaram a roubar produtos da casa, como rádio relógio, televisor de plasma, óculos de grau, telefone e um botijão de gás.

Os dois homens fugiram após a conclusão do crime e nenhum suspeito foi identificado até o momento.

Atrasado em quase um ano, o Plano Estadual de Educação de São Paulo teve nesta terça-feira (31), a última audiência pública antes de ser levado para votação dos deputados estaduais. A audiência foi marcada por protestos de estudantes, sindicatos e entidades contrárias ao documento apresentado pelo governo Geraldo Alckmin (PSDB), por não fazer projeções orçamentárias de financiamento que garantam o cumprimento das 23 metas educacionais.

A data-limite, para todos os Estados e municípios aprovarem o documento era em 24 de junho do ano passado, prevista pelo Plano Nacional de Educação (PNE). No entanto, o texto só foi encaminhado pelo governo Alckmin para a Assembleia Legislativa (Alesp) no início de agosto do ano passado. Além de São Paulo, apenas Minas Gerais, Rio de Janeiro e Ceará ainda não aprovaram seus planos estaduais.

São Paulo não tem plano estadual. Uma proposta foi levada à Assembleia em 2003, mas não avançou.

O secretário estadual da Educação, José Renato Nalini, disse esperar que o plano seja aprovado na assembleia até o próximo dia 14. A legislação não prevê punições aos Estados e municípios que descumpriram o prazo. Segundo o Ministério da Educação, verbas de merenda, transporte e livro didático são de transferência automática e não serão afetadas. Mas em outros programas, podem ter prioridade os entes que já estão com o documento definido.

Críticas

Nalini minimizou as críticas de entidades e deputados da oposição sobre o texto não definir projeções orçamentárias de financiamento. O texto menciona apenas que o Estado vai apresentar propostas de alterações tributárias que permitam maior oferta de “recursos para a Educação”. "Não nos afeta essa retirada [do texto], não é algo que comprometa a promessa de fazer uma educação de qualidade", disse o secretário.

O texto original do plano foi construído com a participação de 73 entidades representativas, além da secretaria e do Conselho Estadual de Educação. Antes de ser submetido à consulta pública, o texto elaborado pelas entidades foi alterado por uma "instância especial", criada pela Secretaria Estadual de Educação, que reduziu as metas e estratégias de financiamento e retirou questões de igualdade de gênero.

Nalini negou que o texto tenha objetivos diferentes dos que estavam no documento original elaborado pelas entidades. "A secretaria não faz nenhuma questão de manter um texto que não represente o consenso da classe, da categoria, dos estudantes e professores", disse o secretário.

Ele disse ainda contar com o "bom senso" dos deputados para a aprovação do documento nos próximos 15 dias. "Esse plano foi discutido durante anos, com a participação de muitas entidades, e está todo maturado", afirmou Nalini.

Oposição

O deputado Carlos Giannazi disse que a oposição irá tentar incluir novamente as metas e estratégias de financiamento e que contará com movimentos estudantis e sindicais para pressionar a bancada aliada ao governo. "O PNE prevê projeção orçamentária, destinou 10% do PIB [Produto Interno Bruto] para a educação. Porque o governo do Estado não teria de fazer essa projeção? Sem isso, nenhuma dessas metas estão garantidas", disse.

O deputado João Paulo Rillo (PT) também afirmou ser contrário ao plano apresentado pelo governo. "Essa é a lei mais importante que essa Casa vai aprovar em anos e querem aprovar de qualquer jeito, sem garantias de que o plano será efetivamente posto em prática. É preciso que haja projeção orçamentária", afirmou.

Ao iniciar sua fala na audiência, Nalini foi interrompido pelos estudantes contrários às alterações do documento nas questões de financiamento e discussão sobre igualdade de gênero. "Estamos em estado permanente de mobilização. Se preciso for, ocupamos essa casa novamente", disseram, em jogral.

Gênero

As deputadas Leci Brandão (PCdoB) e Beth Sahão (PT) também criticaram a ausência de metas e estratégias no plano que promovam a igualdade de gênero. Elas lembraram o caso da jovem de 16 anos vítima de um estupro coletivo no Rio na semana passada e disseram que situações como essa só serão evitadas se a educação combater o machismo.

"Debate de gênero tem que acontecer, machismo e homofobia matam gente pra vales", gritaram os estudantes após a fala das deputadas.

Reprodução
Teste rápido nacional para detectar zika é apresentado na Bahia e terá resultado em 20 minutos
A Secretaria de Saúde da Bahia obteve o registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e apresentou hoje (31) em Salvador, o primeiro teste sorológico rápido nacional para detecção do vírus Zika. Assim, o exame que costumava levar semanas terá resultado em até 20 minutos.
O Secretário de Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, destaca que o teste rápido facilitará a vida da população, ao permitir às mulheres, por exemplo, saberem se já foram ou estão infectadas pelo vírus.

“Hoje existe uma quantidade de pessoas com sintomas que não têm o diagnóstico definitivo, ou seja, você acha que a pessoa tem a zika, mas pode ser uma outra virose. A partir de agora, principalmente para as mulheres em idade gestacional, ter a informação se ela teve ou ainda não zika é extremamente relevante para a decisão dela, em iniciar uma gestação”, ressalta Fábio Villas-Boas.

Procedimento

O dispositivo tem duas fitas portáteis (cassetes), que usam uma pequena amostra de soro do paciente. Uma das fitas reage com o anticorpo IgM, identificando infecções de até duas semanas. Já o segundo cassete reage ao IgC e identifica se o paciente já teve a infecção há mais tempo. Isso permite que o teste rápido detecte os anticorpos contra o vírus da Zika, no organismo do paciente, em qualquer fase da doença.

“A zika, antes era diagnosticada, em laboratório através do PRC [método que detecta a presença de carga genética do vírus], o que era demorado e muito custoso. A partir de agora, poderemos oferecer o diagnóstico em qualquer posto de saúde nos lugares mais distantes do país, e em apenas 20 minutos, a população terá a resposta se tem ou teve zika”, explica o secretário.

Parceria

O teste foi desenvolvido em parceria da Sesab com uma empresa sul-coreana, que transferiu a tecnologia ao laboratório fabricante, a Fundação Baiana de Pesquisa Científica e Desenvolvimento Tecnológico, Fornecimento e Distribuição de Medicamentos (BahiaFarma), ligado à Secretaria de Saúde do estado. Com a autorização concedida pela Anvisa, o laboratório aguarda o pedido do Ministério da Saúde para iniciar a fabricação e distribuição a toda a população brasileira. A previsão inicial pode ser de até 500 mil testes por mês.

“O processo iniciou-se em agosto do ano passado, com a assinatura do protocolo, porém o desenvolvimento do produto ocorreu entre setembro e janeiro, e nós começamos a fazer escalonamento de lotes-piloto, para registro do produto”, conta o diretor-presidente do Laboratório público, BahiaFarma, Ronaldo Dias.

A Agência Brasil procurou o Ministério da Saúde sobre a previsão de pedido para a fabricação dos produtos, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria.

O vírus Zika foi descoberto, na Bahia, em julho de 2015, quando casos associados à Síndrome de Guillan-Barré foram confirmados. De acordo com a Sesab, nos cinco primeiros meses deste ano, 36.725 casos foram registrados na Bahia.

Proposta é uma resposta do Senado ao caso de estupro coletivo no Rio.
Projeto ainda precisa ser analisado pela Câmara dos Deputados.

Gustavo GarciaDe Brasília
Senado aprovou nesta terça-feira (31) um projeto de lei que prevê pena mais rigorosa para os crimes de estupro praticados por mais de duas pessoas. A proposta, além de agravar a punição, tipifica o crime de estupro coletivo que, atualmente, não é previsto no Código Penal brasileiro. O texto ainda precisará ser analisado pela Câmara dos Deputados.
Atualmente, o crime de estupro praticado por uma pessoa tem pena prevista de 6 a 10 anos de prisão. Nos casos de estupro de vulnerável, quando o crime é praticado contra uma criança de até 14 anos, a pena prevista é de até 15 anos de reclusão. Pela proposta aprovada, caso o crime seja cometido por duas ou mais pessoas, a pena será aumentada de um terço a dois terços, o que poderia totalizar até 25 anos de prisão, nos casos de estupro de vulnerável.
Há ainda a possibilidade de a pena ser aumentada caso a vítima do estupro morra após o crime – podendo chegar a 30 anos de prisão, de acordo com o projeto.
Segundo o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), a proposta é uma resposta do Senado à sociedade após um possível caso de estupro coletivo ocorrido na última semana no Rio de Janeiro.
Originalmente, o projeto, de autoria da senadora Vanessa Grazziotin (PC do B), previa apenas uma agravação da pena de estupro comum para os casos em que mais de uma pessoa participasse do crime. Ela apresentou o texto ainda em 2015, depois de um caso de estupro coletivo no interior do Piauí, no qual uma das vítimas acabou morrendo.
Tramitação
A proposta estava em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, mas ainda seria votada pelo colegiado nesta quarta-feira (1º). No entanto, após articulação do presidente do Senado, Renan Calheiros(PMDB-AL), foi aprovado um requerimento de urgência para que o projeto fosse levado diretamente à votação em plenário.
A senadora Simone Tebet (PMDB-MS) foi designada relatora de plenário da proposta e apresentou emendas ao texto para que o crime de estupro coletivo fosse tipificado no Código Penal.
Além disso, a senadora apresentou uma emenda para criar um dispositivo no Código Penal para punir com 2 a 5 anos de prisão a pessoa que “oferecer, trocar, disponibilizar, transmitir, distribuir, publicar ou divulgar por qualquer meio, inclusive por meio de sistema de informática ou telemático, fotografia, vídeo ou outro registro que contenha cena de estupro”.
Entenda o caso
O projeto foi motivado pelo caso de estupro coletivo no Rio. No caso, a vítima, de 16 anos, afirmou se lembrar de estar a sós na casa do rapaz com quem se relacionava havia três anos e disse só se recordar de que acordou no último domingo (22), em uma outra casa, na mesma comunidade, com 33 homens armados com fuzis e pistolas. Ela conta no depoimento que estava dopada e nua.
A jovem relatou que foi para casa de táxi, após o ocorrido. Ela admitiu que faz uso de drogas, mas disse que não utilizou nenhum entorpecente no sábado (21). Na terça (24), ela descobriu que imagens dela, sem roupas e desacordada, circulavam na internet. A jovem contou ainda que voltou à comunidade para buscar o celular, que tinha sido roubado.
O laudo da perícia do caso de estupro coletivo da jovem de 16 anos no Rio diz que a demora da vítima em acionar a polícia e fazer o exame foi determinante para que não fossem encontrados indícios de violência, como antecipou o Bom Dia Rio nesta segunda-feira (30). Ela foi examinada quatro dias após o crime.
Além do exame de corpo de delito, a polícia também fez uma perícia no vídeo que foi divulgado nas redes sociais, no qual a jovem aparece desacordada.
No último domingo (29), o Fantástico adiantou algumas informações que estarão no laudo feito sobre as imagens. Após polêmicas envolvendo a investigação, o antigo delegado do caso foi afastado.
Filho de Sérgio Machado também fez acordo de delação premiada


O filho caçula do ex-presidente Transpetro Sérgio Machado também fez acordo de delação premiada. Expedito Machado Neto, conhecido como Did, resolveu colaborar com a Justiça após a Operação Lava Jato identificá-lo como operador financeiro da cúpula do PMDB do Senado. Morador de Londres, Did controla um fundo de investimento na capital da Inglaterra.
A delação premiada dele foi homologada pelo ministro Teori Zavascki, relator dos processos da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, juntamente com a do pai. Uma faz parte da outra. Enquanto Sérgio Machado gravou as conversas com a cúpula do PMDB no Senado para demonstrar proximidade com o grupo, Did apresentou o caminho do dinheiro desviado de obras e serviços da Transpetro.
No acordo firmado com o Ministério Público, ficou acertado que Did e seu pai irão devolver aos cofres públicos os recursos financeiros provenientes de corrupção investidos no fundo que ele controlava. O total do dinheiro a ser repatriado ainda será quantificado pelo MP. Segundo os investigadores, "os valores são surpreendentes".
Mais do que os áudios entregues por Sérgio Machado à Lava Jato, os depoimentos dele e os dados apresentados por seu filho comprometeriam o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o senador Romero Jucá (PMDB-RR) e o ex-presidente da República José Sarney (PMDB-AP). Os três já tiveram conversas gravadas divulgadas.
Conforme o jornal O Estado de S. Paulo apurou, desde que surgiu a possibilidade de Machado fazer acordo de delação premiada, a maior preocupação da cúpula do PMDB era de que Did também colaborasse. Segundo um conhecedor do esquema, ele tinha como responsabilidade controlar o dinheiro do grupo. Em outras palavras, "o grande laranja" dos senadores peemedebistas.
Na semana passada, o Estadão revelou que Sérgio Machado decidiu fazer a delação premiada depois que os investigadores rastrearam uma operação na Europa e se depararam com o herdeiro.
Desde a semana passada, conversas gravadas por Machado já causaram a demissão de dois ministros. Então ministro do Planejamento, Romero Jucá (PMDB-RR) pediu demissão depois que áudios mostraram que ele defendeu o impeachment da presidente Dilma Rousseff como uma forma de evitar que a Lava Jato avançasse.
Ontem, foi a vez do ministro da Transparência, Fabiano Silveira, deixar o cargo. Ele pediu demissão depois de áudios gravados por Machado mostrarem que ele deu palpites sobre a defesa de Renan junto à Procuradoria-Geral da República.
O advogado de Expedito Machado Filho não quis falar com a reportagem. 
Agência Globo
O empresário Marcelo Odebrecht e a força-tarefa da Operação Lava-Jato deram o primeiro passo rumo a tão esperada delação premiada de executivos da empreiteira. Foi assinado na semana passada um termo de confidencialidade, a partir do qual eles começam a depor e a apresentar documentos. Só após análise de tudo o que for apresentado pelos executivos, os procuradores e a Justiça darão ou não o aval para a delação.
A expectativa em torno da delação dos executivos da Odebrecht está na lista apreendida pela Polícia Federal, em março deste ano na casa de um funcionário da empresa, onde aparecem os nomes de cerca de 300 políticos que receberam recursos da empreiteira. As investigação avaliam que foram distribuídos R$ 55 milhões aos políticos.
Além de Marcelo, outros executivos da Odebrecht fariam delação. O pai de Marcelo, Emilio Odebrecht, também prestará depoimentos, de acordo com fontes ouvidas pelo GLOBO.
Os procuradores tratam com cautela esse primeiro passo da Odebrecht. No passado, o ex-diretor da Petrobras, Renato Duque, também assinou o termo de confidencialidade, mas não conseguiu fechar o acordo de delação, porque o MP considerou que o que foi apresentado por ele não colaborava com as investigações.
A primeira proposta de delação premiada apresentada pela construtora Odebrecht, semanas atrás, foi rejeitada pelos investigadores Lava-jato. Os advogados do maior empreiteiro do país apresentaram uma versão dos fatos que limitava as contabilidades do "Setor de Operações Estruturadas" à apenas uma estrutura de caixa dois da empresa. Esse setor era conhecido internamente como o "departamento de propina" da empresa.
A partir do termo de confidencialidade, Marcelo deve entregar todas as informações sobre contribuições feitas às campanhas eleitorais majoritárias. O empresário poderá detalhar os pedidos de contribuição feitos por políticos a ele e ao Grupo Odebrecht. Todos os partidos investigados no esquema de corrupção da Petrobras - PT, PMDB, PSDB e PP - podem ser implicados na delação da Odebrecht. Para a Lava-Jato, já não há mais dúvida que os pagamentos feitos pelo setor não eram apenas isso e sim uma diretoria constituída para pagar propinas a agentes públicos e políticos com o objetivo de obter vantagens em contratos públicos. Os termos apresentados também traziam poucos detalhes sobre como ocorriam as conversas com políticos.
A planilha, apreendida na 26ª fase da Lava-Jato, deflagrada em março, era de Benedicto Barbosa Silva Júnior, conhecido como "BJ", presidente da Odebrecht Infraestrutura e um dos principais interlocutores do empresário Marcelo Odebrecht na alocação de recursos a campanhas políticas. O juiz Sergio Moro, depois, decretou sigilo sobre o processo ao qual as planilhas foram anexadas.
As planilhas relacionam políticos de diversos partidos do país a valores pagos pela Odebrecht, vários deles com foro privilegiado, como o presidente do Senado, Renan Calheiros, e o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, além de senadores e deputados federais.
A inclusão delas no inquérito em curso sobre o publicitário João Santana, marqueteiro do PT, pode fazer com que a denúncia tenha de ser encaminhada para apreciação do Supremo Tribunal Federal, retirando a decisão do juiz Sérgio Moro. Até agora não foram identificados quais os valores relacionados a políticos são doações legais de campanha, se foram de fato pagos e se podem ser relacionados a esquemas de propinas. Além das planilhas, também foram apreendidos documentos que citam obras feitas pela Odebrecht em diversos estados e municípios.
Ainda não é possível afirmar se as doações foram feitas legalmente ou por meio de caixa 2. Outros documentos descobertos pela Lava-Jato indicam que alguns desses repasses possam ter sido feitos sem o conhecimento da Justiça Eleitoral. Em depoimento à PF em fevereiro, quando foi preso pela Lava-Jato, Benedicto Júnior disse que o ex-presidente de holding, Marcelo Odebrecht, tinha que aprovar os "valores globais" que seriam doados pela empresa.
Na lista, estão políticos de vários partidos. Chama a atenção que os nomes estejam relacionados a codinomes. O senador José Sarney (PMDB), por exemplo, é chamado de "Escritor". Renan Calheiros, o "Atleta". Eduardo Paes, prefeito do Rio, tem como codinome "Nervosinho". Eduardo Cunha (PMDB) , presidente da Câmara dos Deputados, é o "Caranguejo". O senador Humberto Costa (PT), "Drácula". O também senador Lindbergh Farias (PT) aparece como "Lindinho", como, de fato, é conhecido. O apelido de Manuela Pinto Vieira d'Ávila, deputada federal pelo PC do B, é "Avião".

Muitas pessoas recorrem à Justiça, mesmo assim sem sucesso. 
Paciente que teve caso avisado pela imprensa ao Estado conseguiu cateter.

Do G1 Bauru e Marília









A falta de medicamentos é um problema registrado com frequência nas farmácias municipais e estaduais. Quem precisa de remédios e acessórios de alto custo e não tem como comprar já cansaram de recorrer à Justiça. Desta vez, com uma câmera escondida, a TV TEM comprovou em Bauru (SP) que o Estado só atende quando sabe que o caso vai parar na imprensa.
Câmera mostrou diferença com pacientes (Foto: Reprodução / TV TEM)Câmera mostrou diferença com pacientes
(Foto: Reprodução / TV TEM)
O estudante Rafael Rebellato passa 24 horas por dia com um aparelho conectado ao corpo. O equipamento faz o trabalho do pâncreas e distribui a insulina no organismo para combater o diabetes. Nos últimos meses, esse tratamento tem sido prejudicado. "O que geralmente não vem é o cateter e isso faz com que eu tenha que usar sete dias o mesmo cateter, que era pra ser usado três."
Na semana passada, a produção da TV TEMcomunicou a assessoria de imprensa do Estado que o Rafael seria entrevistado para falar da falta do conjunto de infusão. Nesta terça-feira (31), o Aldino Délcio Rebellato, pai do Rafael foi à farmácia do Estado, em Bauru, para buscar o material. Nas imagens de uma câmera escondida é possível ver que o atendente admite que o cateter só chegou porque o filho do Aldino reclamou na reportagem. É o que eles chamam de "cobrança".
Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde garantiu que compra os materiais determinados pela Justiça sempre e tão logo é notificada, mas alguns fatores, como a falta de receita médica no processo ou pregões fracassados, podem prejudicar a entrega do produto.
Nesta mesma nota, a Secretaria informou que o processo de compra do cateter para o Rafael já tinha sido finalizado e que a entrega seria feita o mais breve possível. No entanto, para atender prontamente o estudante, remanejou o produto de outra farmácia para que estivesse disponível na manhã de ontem. "A gente tem que fazer reclamação, correr atrás, para poder conseguir o material, sem isso, está quase impossível", diz Aldino.
Confira a transcrição do vídeo (veja acima):
Atendente:“Foi cobrança só o que chegou, mas isso continua em falta ainda mesmo assim. Esse veio porque tem a cobrança agora"
Pai: "O que é essa cobrança?"
Atendente:"A cobrança é que você foi reclamar"
Pai: "Mas aí eles conseguiram liberar?"
Atendente:"É... É duro porque você precisa ficar fazendo isso todo mês”
Outro caso
A Ana Carolina de Andrade enfrenta o mesmo risco. "O cateter eu troco a cada três dias e como a gente não está recebendo, estou tendo que trocar a cada seis ou sete dias ou emprestar de alguém que caso tenha algum para emprestar, porque se não, não dá."
Pacientes precisam de ajuda do Estado (Foto: Reprodução / TV TEM)Pacientes precisam de ajuda do Estado
(Foto: Reprodução / TV TEM)
Dez minutos depois, ela foi até a farmácia com o pai para buscar o mesmo material. Mas a TV TEM não avisou ao Estado que ela seria entrevistada e ela não conseguiu o cateter.
Atendente: "Conjunto de infusão e agulha, eu não tenho também"
Pai: "Você não tem previsão de chegada?"
Atendente: "Pior que eu não consigo ter, porque aqui a gente só recebe entrega"
Pai: "É que um amigo nosso veio pegar hoje de manhã aqui e falou que tinha, que infusão ele pegou"
Atendente: "Não tem, está em falta."
O pai de Ana Carolina, José Carlos de Andrade Júnior, recebeu mais uma vez a mesma resposta. "Não conseguimos, como sempre, mais uma vez, não tem. É decepcionante, principalmente a gente que é pai, zela pela qualidade de vida, pela saúde dos filhos da gente, a gente está se dispondo, saímos cinco horas da manhã para vir aqui, chega aqui, enfrenta fila, chuva e nada."
O cateter, que é uma agulha que faz parte do conjunto de infusão, e outros materiais deveriam ser fornecidos todos os meses aos pacientes que conseguiram o tratamento por meio de decisão judicial, como é o caso do Rafael e da Ana Carolina, mas essa regra tem sido descumprida pela Diretorial Regional de Saúde, em Bauru.
Os pacientes contam que faz pelo menos cinco meses que a farmácia do Estado, em Bauru, não entrega os medicamentos no prazo certo e que o material só chega para quem aparece em reportagens que denunciam o descaso.
Na manhã desta terça-feira a TV TEM cobrou uma posição em relação ao caso da Ana Carolina. Em nota, eles esclareceram que a atenção aos pacientes é individual, ou seja, as datas de entrega nem sempre coincidem, porque cada ação chega em dia e horário diferentes e assim é atendida. A nota também diz que o processo de compra dos produtos da Ana Carolina está em andamento, mas que também remanejou de outra farmácia e que ela pode fazer a retirada imediatamente.

Dezessete pessoas foram presas, a maioria por tráfico de drogas e roubo. 
Ação foi realizada em dez cidades da região do Deinter-4.

Do G1 Bauru e Marília

Mais de 170 policiais civis participaram de uma operação de combate à criminalidade nesta terça-feira (31) na região de Bauru (SP). Ao todo, 28 pessoas foram presas na ação que foi realizada em dez cidades da área do Deinter-4. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão, a maioria de casos de roubo e tráfico de drogas.
“Nós nos deparamos com o aumento da criminalidade principalmente de roubo e de crimes com violência. A gente estudou através da inteligência policial para chegar na autoria desses crimes. Munidos dessa informação representou-se ao poder judiciário, que concedeu o mandados de prisão  e busca e apreensão domiciliares. Hoje com apoio de outras seccionais a operação teve início com sucesso.”
Durante a operação os policiais apreenderam vários objetos roubados além de drogas. Dez flagrantes foram feitos - cinco em Bauru, por tráfico de entorpecentes e porte de arma; quatro em Lençóis Paulista por tráfico e um em Cabrália Paulista por receptação.
Foram mais de três meses de investigação para a operação acontecer. Os presos temporários foram encaminhados para Cadeia Pública de Avaí e os condenados para o centro de detenção provisória de Bauru.
Mais de 170 policiais civis participaram da ação  (Foto: Polícia Civil/ Divulgação)Mais de 170 policiais civis participaram da ação (Foto: Polícia Civil/ Divulgação)

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