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Segundo BC, houve déficit primário de R$ 9,32 bilhões em junho.
No semestre, foi registrado superávit de R$ 16,22 bilhões, acrescenta.

Alexandro MartelloDe Brasília

As contas de todo o setor público – o que inclui o governo, estados, municípios e empresas estatais – registraram em junho o pior resultado da série histórica do Banco Central, que começa em dezembro de 2001. O resultado para os primeiros seis meses do ano também é o pior para um primeiro semestre, segundo números divulgados pelo BC nesta sexta-feira (31).
Somente em junho, foi registrado um déficit primário (receitas menos despesas, sem a inclusão de juros) de R$ 9,32 bilhões. Até então, o pior resultado, para meses de junho, havia sido registrado no ano passado – quando foi contabilizado um déficit de R$ 2,1 bilhões.
RESULTADO PRIMÁRIO
Para meses de junho, em R$ bilhões
4,11,67,267,628,718,3610,373,362,1713,362,795,42-2,1-9,3200520102015-15-10-5051015
Fonte: BC
No primeiro semestre, ainda de acordo com o BC, as contas ficaram no azul, com superávit de R$ 16,22 bilhões. Trata-se, porém, menor superávit da série histórica do Banco Central.
Com o fraco resultado das contas públicas no primeiro semestre deste ano, houve, em doze meses até junho, um déficit primário de R$ 45,69 bilhões, ou 0,8% do Produto Interno Bruto (PIB) – também o pior resultado da série histórica para este indicador.
"Naturalmente, o resultado do mês e do semestre refletem um quadro em que a atividade econômica sobretudo repercute no desempnho fiscal [das contas públicas], a despeito das medidas adotadas para recuperação e receitas e conteção de despesas. Há um impacto significativo da atividade econômica sobre a arrecadação e sobre as receitas, que se reflete nesse desempenho no período", avaliou o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel.
Acompanhamento pelas agências de classificação de risco
Quando se incorpora os juros da dívida pública na conta, no conceito conhecido no mercado como "nominal", que é acompanhado com atenção pelas agências de classificação de risco na determinação da nota dos países, houve déficit de R$ 462 bilhões em doze meses até junho, o equivalente a expressivos 8,12% do PIB. Trata-se, também, do pior resultado da história e foi a primeira vez que a barreira dos 8% do PIB foi rompida.
Se fechar em 8% do PIB em 2015, o déficit nominal brasileiro ficaria abaixo, neste ano, de acordo com projeções do Fundo Monetário Internacional, de nações como Bahrein (déficit de 9,8% do PIB), Antigua (-10,5% do PIB), Algéria (-12,5% do PIB), Brunei (-15,6% do PIB), República do Djibuti (-13% do PIB), Egito (-11,7% do PIB), Guinea Equatorial (-21,4% do PIB), Eritreia (-12,18% do PIB), Guiné (-10,1% do PIB), Iraque (-9,9% do PIB), Líbia (-68% do PIB) e Venezuela (-19,9% do PIB), entre outros.
No caso da dívida bruta do setor público, uma das principais formas de comparação internacional (que não considera os ativos dos países, como as reservas cambiais) – conceito também acompanhado pelas agências de classificação de risco – o endividamento brasileiro subiu em junho. Em maio, estava em 62,5% do PIB (R$ 3,53 trilhões), passando para R$ 3,58 trilhões, ou 63% do PIB, em junho deste ano, também o pior resultado da história. Alguns bancos já projetam a dívida bruta em 70% do PIB nos próximos anos.
RESULTADO PRIMÁRIO
Para primeiros semestres, em R$ bilhões
30,1437,1947,3157,6451,8163,3180,2136,0942,0578,1865,6552,1529,3816,22200520102015020406080100
Fonte: BC
A equipe econômica trabalha para que a nota brasileira, concedida pelas agências de classificação de risco, permaneça no chamado "grau de investimento" – que é um tipo de recomendação para investimento. Perdendo essa nota, as regras de vários fundos de pensão de outros países impediriam o investimento no Brasil, o que dificultaria a capacidade de o país, e das empresas do setor privado brasileiro, buscarem recursos no exterior - aumentando subsequentemente os juros destas operações.
"'Investment grade' não passa simplesmente pela situação fiscal. Claro, é relevante, mas isso é avaliado junto com uma série de outros fatores. Há uma série de ações de política econômica em curso, buscando ajustar. É um ano de transição. A perspectiva é obter um ambiente macroeconômico mais favorável a frente, que dará suporte ao crescimento sustentável", avaliou Maciel, do Banco Central.
Meta para contas públicas
Na semana passada, o governo formalizou a a redução da meta de superávit primário de suas contas para todo este ano – procedimento que já era esperado pelos analistas do mercado financeiro devido, principalmente, pela redução da arrecadação. O superávit primário é a economia que o governo faz para pagar os juros da dívida pública. Para todo o setor público, o que inclui ainda os estados, municípios e estatais, a meta fiscal para este ano caiu de R$ 66,3 bilhões (1,2% do PIB) para R$ 8,7 bilhões (0,15% do PIB).
Medidas
Para tentar atingir as metas fiscais, além de aumentar tributos sobre combustíveis, automóveis, empréstimos, importados, receitas financeiras de empresas, exportações de produtos manufaturados, cerveja, refrigerantes e cosméticos, o governo também atuou na limitação de benefícios sociais, como o seguro-desemprego, o auxílio-doença, o abono salarial e a pensão por morte, medidas já aprovadas pelo Congresso Nacional.
Além disso, efetuou um bloqueio inicial de R$ 69,9 bilhões no orçamento deste ano, valor que foi acrescido de outros R$ 8,6 bilhões na semana passada. As principais rubricas afetadas pelo contingenciamento do orçamento de 2015 são os investimentos e as emendas parlamentares.
"A despeito das medidas adotadas desde o início do ano para recuperar receitas e conter despesas, a fragilidade da atividade econômica se impôs em termos de arrecadação", disse Tulio Maciel, do BC.

Polícia diz que não foi possível comprovar fraude; procuradores contestam.
Prisão temporária de Othon Luiz e Flávio Barra termina no sábado (1º).

Fernando CastroDo G1 PR
O presidente da Eletronuclear Othon Luiz Pinheiro da Silva durante Comissão do Meio Ambiente na Câmara dos Deputados em maio de 2010 (Foto: Janine Moraes/Câmara dos Deputados)Othon Luiz Pinheiro da Silva foi preso na terça (28)
(Foto: Janine Moraes/Câmara dos Deputados)
A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) entraram em divergência nesta sexta-feira (31), sobre as prisões de dois investigados da 16ª fase da Operação Lava Jato. Para os policiais, não há indícios que comprovem a fraude. O MPF, no entanto, contesta a avaliação e quer que as prisões temporárias sejam convertidas em preventivas.
A PF enviou documento à Justiça Federal nesta sexta-feira em que abre mão de pedir a manutenção das pedir a prorrogação das prisões temporárias de Othon Luiz Pinheiro da Silva e Flávio David Barra. No fim da tarde, os procuradores do MPF requisitaram que ambos fiquem detidos em caráter preventivo, ou seja, sem prazo para serem liberados.
Os dois documentos devem ser analisados pelo juiz Sérgio Moro até sábado (1º) - quando acaba o prazo das prisões temporárias. Caberá ao magistrado definir se os investigados devem ou não deixar a cadeia.
O que diz a PF
- Documentos apreendidos e depoimentos não foram suficientes para comprovar fraudes em licitação em Angra 3;
- Não foi possível comprovar o pagamento de vantagens indevidas a servidores da Eletronuclear;
- Avaliação é preliminar e ainda pode mudar depois da análise de outros documentos disponíveis, que ainda não passaram por perícia.
O que diz o MPF
- Othon sabia de todos os esquemas de corrupção na Eletrobras e recebeu propina para ajudar a Andrade Gutierrez;
- Documentos apreendidos comprovam pagamento de propinas a funcionários da Eletrobras;
- Flávio Barra pode continuar a cometer crimes, se for solto.
16ª fase
Contratos firmados por empresas já mencionadas na Lava Jato com a Eletronuclear, que tem economia mista e cujo controle acionário é da União, foram o foco desta etapa da operação. A Eletronuclear foi criada em 1997 para operar e construir usinas termonucleares e responde hoje pela geração de cerca de 3% da energia elétrica consumida no país.
Othon Luiz Pinheiro é diretor-presidente licenciado da Eletronuclear e suspeito de receber R$ 4,5 milhões em propina. "A Andrade Gutierrez repassava valores para a empresa de Othon Luiz por meio de empresas intermediárias que atuavam na fase de lavagem de dinheiro", afirmou o procurador do MPF Athayde Ribeiro Costa.
Já Flávio David Barra é presidente global da AG Energia, controlada pelo grupo Andrade Gutierrez. Ele foi citado na delação do ex-presidente da empreiteira Camargo Corrêa Dalton Avancini, que afirmou que havia um acerto futuro de pagamento de propina a funcionários da Eletronuclear, referente às obras de Angra 3, e que Flávio teria participado da reunião, em agosto de 2014.
Flávio David Barra, presidente global da AG Energia, ligada ao grupo Andrade Gutierrez, chega para fazer exame de corpo de delito no Instituto Médico-Legal (IML) de Curitiba. Ele foi preso na 16ª fase da Operação Lava Jato (Foto:  Cassiano Rosário/Futura Press/Estadão Conteúdo)Flávio Barra foi preso na 16ª fase da Lava Jato (Foto: Cassiano Rosário/Futura Press/Estadão Conteúdo)

Cão brigava por pedaço de carne em feira de Santa Cruz do Rio Pardo.
Em Lins, cachorro morreu após ser encontrado em situação de maus-tratos.

Do G1 Bauru e Marília
Cachorro quebrou costela e está em observação em cínica veterinária (Foto: Dário Miguel)Cachorro quebrou costela e está em observação em cínica veterinária (Foto: Dário Miguel)
Um cachorro foi agredido a pontapés por um funcionário de uma barraca de espetinhos na tradicional Feira da Lua, em Santa Cruz do Rio Pardo (SP), na quarta-feira (29). A cena revoltou a população e repercutiu nas redes sociais. De acordo com o delegado e coordenador da Central de Polícia Judiciária, Renato Caldeira Mardegan, o cachorro vive na rua e é conhecido pelos frequentadores da feira, que costumam alimentar ele e outros cães com pedaços de carne ou até com espetinhos inteiros.
“Os cachorros se acostumam e ficam sempre em volta dos clientes, pedindo comida. Neste dia, dois cachorros começaram a brigar por um pedaço de carne e o funcionário da barraca de espetinhos se irritou e começou a chutar os animais, para espantá-los de lá”, contou o delegado.
Ainda segundo a polícia, um dos cachorros ficou ferido e começou a passar mal, até ser socorrido por um veterinário que estava no local. Ainda segundo Renato, o cão é querido pelas pessoas que frequentam a feira. A população se revoltou e acionou a polícia.
O agressor foi ouvido e liberado em seguida. Foi feito um termo circunstancial e o homem irá responder em liberdade por maus-tratos contra animais. O cachorro teve uma costela quebrada e continua em observação em uma clínica veterinária da cidade.
Outro caso
E em Lins, uma equipe da Polícia Militar Ambiental flagrou um cão em situação de maus-tratos em uma casa do Bairro Rebouças na manhã de quarta-feira (29), após uma denúncia de que o cachorro estava abandonado.
Segundo a polícia, a casa estava abandonada e o cão estava deitado no fundo da casa. Ele foi encontrado debilitado, magro, com uma ferida no focinho.
Um veterinário foi solicitado pelo policiamento ambiental, mas antes de qualquer procedimento, o animal morreu. Segundo o laudo veterinário, a provável causa da morte seria complicações decorrentes de desnutrição e de infecção bacteriana a partir do local da ferida.
A proprietária do cão, uma mulher de 46 anos, foi localizada em outro endereço. Ela informou aos policiais que o cão estava doente e que estava sendo feito o tratamento do animal.
A mulher foi conduzida a Central de Polícia Judiciária autuada em flagrante pelo crime de maus-tratos em animais domésticos. A Polícia Ambiental aplicou multa administrativa de R$ 6 mil e após elaboração de boletim de ocorrência, a mulher foi liberada e responderá processo criminal em liberdade. O animal foi recolhido pela Prefeitura.

Produção de salgadinhos queimou e casa ficou cheia de fumaça.
Moradora de Marília, SP, vende salgados por encomenda.

Do G1 Bauru e Marília

Empadas queimaram no forno (Foto: Reprodução / TV TEM)Empadas queimaram no forno (Foto: Reprodução /
TV TEM)
Uma moradora de Marília (SP) esqueceu o forno ligado com a produção de empadas e acabou mobilizando cinco equipes do Corpo de Bombeiros nesta quinta-feira (30).
Os salgados queimaram e a casa ficou cheia de fumaça. O Corpo de Bombeiros foi acionado por vizinhos por causa da fumaça intensa, mas não tiveram trabalho. O equipamento foi desligado a tempo.
As 60 empadas que estavam no forno industrial da mulher queimaram porque ela saiu para fazer uma entrega, informou os bombeiros. A moradora vende salgados sob encomenda e contou aos bombeiros que já aconteceu algo semelhante na casa dela, mas garantiu que vai tomar mais cuidado.
Bombeiros foram acionados por causa da fumaça (Foto: Reprodução / TV TEM)Bombeiros foram acionados por causa da fumaça (Foto: Reprodução / TV TEM)

Às 22h18 de quinta-feira, carro escuro se aproxima e um artefato é lançado.
Polícia apura autoria do crime; instituto classifica ato como ataque político.


Do G1 São Paulo



Câmeras de segurança registraram a explosão de uma bomba caseira em frente à sede do Instituto Lula, no Ipiranga, na Zona Sul de São Paulo, na noite desta quinta-feira (30). Para o instituto, trata-se de um "ataque político". A polícia de São Paulo apura o caso.

As imagens mostram um carro escuro se aproximando e uma bomba sendo arremessada contra a sede. O ataque ocorreu às 22h18. Na manhã desta sexta, o G1 foi ao local e registrou as marcas provocadas pelo estilhaço da bomba. Um buraco e uma fissura foram abertos na garagem do imóvel. Não houve feridos.

O diretor do instituto, Celso Marcondes, disse se tratar de uma bomba de fabricação caseira e afirmou que os estilhaços provocaram uma fissura no portão de acesso à garagem. "Classificamos isso como um atentado político porque aqui é o escritório onde o ex-presidente Lula trabalha. É o escritório onde ele despacha todos os dias. É de conhecimento público."

Marcondes disse que, desde a inauguração do Instituto Lula, há quatro anos, essa foi a primeira vez que o local foi alvo de um ataque.



O secretário da Segurança Pública, Alexandre de Moraes, conversou pela manhã desta sexta (31) com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, sobre o ataque.
Segundo a secretaria, a perícia foi determinada e as investigações policiais já começaram. O G1acompanhou o trabalho de policiais civis e policiais militares na porta do Instituto no início da tarde desta sexta-feira (31) 
"Bomba foi, com certeza", disse o perito Ivan Ribeira Candeias, do Instituto de Criminalística da Polícia Tecnico-Científica. "Coletamos o que parece ter pólvora para análise". Em nota, o instituto também disse que “espera que os responsáveis sejam identificados e punidos”. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva utiliza o instituto como escritório e fica no prédio das 9h às 21h.
Segundo Celso Marcondes, diretor do instituto, um pequeno grupo se manifestou contra o presidente Lula às 15h desta quinta-feira em frente à sede do Instituto. Depois, às 9h desta sexta-feira, nova manifestação ocorreu e funcionários do Instituto tiraram fotos dos participantes do ato e encaminharam à polícia.
'Estrondo'
Um comerciante que mora em uma casa ao exatamente ao lado do Instituto disse que estava vendo televisão quando foi surpreendido por um barulho forte durante a noite.
Furo no portão da garagem do Instituto Lula após ataque à bomba (Foto: Kleber Tomaz/G1)Furo no portão da garagem do Instituto Lula após
ataque à bomba (Foto: Kleber Tomaz/G1)
“Foi um estrondo muito grande, parecia um transformador de luz estourando. Eu saí na janela para ver e tinha uma fumaça muito alta. Desci para ver o que era e tinha um furo na porta da garagem do Instituto. Estava toda chamuscada”, relatou o comerciante César Cundari, de 53 anos.
Segundo o comerciante, manobristas e seguranças de uma unidade do Hospital São Camilo, em frente ao Instituto, disseram que a bomba foi lançada por ocupantes de um carro, cujo modelo e placa não foram identificados.
É a primeira vez que um ataque do tipo acontece na área, disse César, que mora ali há 45 anos. Sua casa não tem câmera de segurança voltada para a rua.
O médico Adalto, que não passou o sobrenome, afirmou que às 22h20 ouviu uma explosão enquanto estava na UTI do hospital São Camilo, que fica em frente ao Instituto. "Foi um barulho muito forte", disse o intensivista. Ele conta que pensou que o som viesse de dentro do hospital.
Diretório
Em março, o Diretório do Partido dos Trabalhadores (PT), no Centro de São Paulo, foi alvo de ataque à bomba. Em nota de repúdio, o partido diz que o “atentado não foi cometido somente contra o PT, mas contra o Estado Democrático de Direito”.
Fissura no portão do Instituto Lula (Foto: Kleber Tomaz/G1)Fissura no portão do Instituto Lula
(Foto: Kleber Tomaz/G1)
O diretório fica na Rua São Domingos, na Bela Vista. O explosivo não deixou feridos, mas quebrou vidros e danificou a porta de entrada do prédio. Segundo o site do PT, não havia ninguém no imóvel durante o ataque. A Polícia Militar registrou o ataque às 3h. Não há suspeitos do crime.
A nota do partido diz que “são ações que ferem o direito legítimo às organizações sociais, políticas e religiosas, previsto em nossa Constituição e presente nas nações democráticas”.
“Cabe a toda sociedade combater, repelir e condenar atos e atentados que visam destruir a democracia. Somente assim, poderemos fortalecer as instituições democráticas para continuar a trilhar um caminho de um país cada vez mais justo”, afirma o documento.
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Miguel Rossetto, repudiou o ataque com artefato explosivo contra o Instituto Lula. "São inaceitáveis esses atos de violência e intolerância no nosso país", afirmou Rossetto.

O ministro defendeu a apuração imediata para identificação e punição dos responsáveis. "O ataque ao Instituto Lula é uma agressão à nossa democracia. O Brasil tem um histórico de diálogo pacífico e rejeição a atos violentos, que esperamos que continue e seja ampliado. Minha solidariedade ao ex-presidente Lula e toda sua equipe de trabalho”, concluiu Rossetto.
Policiais fazem perícia no portão da garagem do Instituto Lula causado por bomba  (Foto: Kleber Tomaz/G1)Policiais fazem perícia no portão da garagem do Instituto Lula causado por bomba (Foto: Kleber Tomaz/G1)
Buraco causado por bomba na garagem do Instituto Lula (Foto: Kleber Tomaz/G1)Buraco causado por bomba na garagem do Instituto Lula (Foto: Kleber Tomaz/G1)
Carro da Polícia Civil em frente ao Instituto Lula, alvo de ataque à bomba  (Foto: Kleber Tomaz/G1)Carro da Polícia Civil em frente ao Instituto Lula, alvo de ataque a bomba (Foto: Kleber Tomaz/G1)

A cidade de Nyeri, a duas horas de carro ao norte da capital do Quênia, Nairóbi, está no epicentro de um dos maiores problemas do país: o alcoolismo.
Mas a dependência se deve a um costume cultural: os moradores costumam fabricar e consumir as próprias cervejas.
Ali multiplicam-se relatos de vidas arrasadas pela dependência.
Segundo a jornalista local Kathleen Wamuyu, alguns homens já tiveram o pênis cortado por suas mulheres devido ao problema.
Para evitar os ataques, o empresário Barrack Oswere decidiu criar uma nova peça para o guarda-roupa dos beberrões: as cuecas de aço. Ele explica que, na maior parte do tempo, os ataques ocorrem quando os homens estão dormindo.
O parlamentar Kanini Kega diz que já perdeu as contas de quantos colegas morreram por causa do álcool.
Para combater este problema, a polícia do país vem aumentando as apreensões de cerveja artesanal, que é queimada. Até agora, a iniciativa está sendo bem-sucedida.
Mas Kega diz que ainda há um longo caminho a percorrer. Ele conta que o governo está construindo centros de reabilitação para dependentes e alguns deles precisarão de apoio psicológico. Mas Kega se mantém confiante. "Esta é uma guerra que estamos vencendo", afirma ele.
Fonte: B B C
Wesley Batista (Bitenka)
Wesley Batista diz que no Brasil há uma dificuldade em aceitar que empresários podem ser bem sucedidos sem a ajuda de padrinhos políticos
A empresa JBS, dona da marca Friboi, há algum tempo já é a maior produtora de carne bovina e a maior processadora de proteína animal do mundo. Mas desde o ano passado, acrescentou mais um título à sua coleção de superlativos. Após um aumento de 30% nas vendas, superou a Vale para se tornar a maior empresa privada do Brasil.
A diversificação geográfica e de produtos explica a resiliência à estagnação da economia brasileira, segundo o presidente da empresa, Wesley Batista. Parte das operações da JBS está nos EUA, o que significa um grande faturamento em dólar. Além disso, se a crise faz o brasileiro deixar de comer carne bovina, impulsiona o consumo de frango – também produzido pela JBS.
Fundada pela família Batista em Anápolis, Goiás, a JBS tem uma história de sucesso incontestável, mas permeada por algumas polêmicas. Hoje, também é a maior doadora de campanha do país, tendo contribuído com mais de R$ 300 milhões só nas eleições de 2014.
Qual o objetivo das doações? "Fazer um Brasil melhor", promete Batista, em entrevista exclusiva à BBC Brasil. Mas se o objetivo é esse, investir em político não é arriscado? "Sem dúvida", admite, acrescentando que o risco "faz parte".
Em uma conversa na sede da empresa, em São Paulo, Batista falou sobre a relação da JBS com o BNDES, a Lava Jato e os rumores de que o filho do ex-presidente Lula, Fábio Luis da Silva, conhecido como Lulinha, seria um sócio oculto de sua empresa. Confira:
BBC Brasil - Pedi para um taxista me trazer na JBS e ele perguntou: A empresa do Lulinha? Qual a origem desses rumores?
Batista - (Risos) Vamos ter de fazer uma reunião com taxistas, porque já ouvi isso de muita gente. Talvez organizar um evento com o sindicato para eles pararem com essa palhaçada. Essa conversa é absurda e sem nexo. É difícil dizer de onde saem (esses rumores). A impressão que temos é que foram plantados em campanhas por adversários políticos (do PT). Parece que foi um site específico…
Mas não é só isso. Nossa empresa tem uma história. Meu pai começou esse negócio do nada, sessenta e poucos anos atrás. Quando (o presidente) Juscelino (Kubitschek) decidiu erguer Brasília, meu pai foi vender carne para as empresas que estavam construindo a cidade em uma precariedade danada. Trabalhou duro, fez uma reputação. E, sem falsa modéstia, somos bem-sucedidos no que fazemos.
Não sei se é um tema cultural, mas se você pesquisar vai achar vários empresários bem-sucedidos acusados de receber ajuda. Parece que no Brasil há uma dificuldade de se reconhecer que alguém pode crescer por ser competente ou por força do seu trabalho - e não por sorte ou porque é testa de ferro ou sócio de alguém.
BBC Brasil - Como assim?
Batista - Há quinze anos, em Goiás, quando éramos muito menores, você ia achar muitos taxistas dizendo que (a JBS, na época Friboi) era do Íris Rezende, que foi governador do Estado várias vezes. Era parecido com essa história do Lulinha. Sempre crescemos muito e as pessoas tinham de achar uma justificativa: "como eu não cresço e o outro cresce?".
Aqui neste lugar (sede da JBS) funcionava o escritório do Bordon, que chegou a ser uma das maiores empresas de carne bovina do Brasil. O Bordon por muitos anos "foi" do Delfim Neto (ex-ministro da Fazenda). Quer dizer, foi enquanto ia bem. Quando começou a ir mal ninguém mais falava que era do Delfim.
Talvez isso (rumores) tomou uma proporção maior pelo tamanho que a empresa ganhou. E em função das redes sociais. Mas o que a JBS tem feito é fruto do trabalho e das pessoas competentes que tem aqui dentro.
BBC Brasil - Como é sua relação com Lula?
Batista - Lula foi presidente por oito anos. Só o encontrei uma vez nesse período, em uma reunião setorial no palácio, com 30 pessoas na sala, ministros, CEOs, etc. Não tenho certeza sobre meu irmão (Joesley Batista), mas acho que ele nunca encontrou o Lula quando ele era presidente. Fomos conhecê-lo depois, porque nos chamaram no Instituto Lula justamente para explicar isso (os rumores). Eles perguntaram: "Que diabos é isso? São vocês que estão falando isso?" Respondemos: "De jeito nenhum, presidente Lula, achamos isso um negócio sem pé nem cabeça."
No total, encontrei o Lula três vezes depois que ele deixou a Presidência. Teve um evento de uma revista em um hotel. Sentei na mesa, ele estava almoçando. E teve outra vez em uma inauguração de alguma coisa. Essa é a relação. É muito distante.
BBC Brasil - E com o Lulinha?
Batista - Nunca vi o Lulinha na minha vida. Sei quem ele é por foto na internet. Um amigo um dia falou: "Wesley, ele é parecido com você". Eu respondi: "Tá louco!" Aí fui olhar. Mas nunca apertei a mão do Lulinha. Meu irmão encontrou ele uma vez em um evento social, uma festa. Uma pessoa que estava lá ainda brincou: "Vem cá que eu vou te apresentar teu sócio. O sócio que você não conhece…". Aí meu irmão disse: "Rapaz… o povo fala que somos sócios e nunca nem tinha te visto".
BBC Brasil - Outro tema polêmico são os recursos que a JBS recebeu do BNDES.
Batista - Aí temos outro mito descabido. Ouço constantemente que a JBS recebe dinheiro subsidiado do BNDES. As pessoas não se dão ao trabalho (de conferir). A JBS não recebe empréstimos do BNDES. Ponto. Isso é público. A JBS não deve um centavo ao BNDES. Público. Para não falar que não deve um centavo, deve 40 e poucos milhões de reais, que veio de aquisições que fizemos, da Tyson e da Seara.
BBC Brasil - Mas a empresa recebeu aportes via BNDESPar (o braço de participações do BNDES. Ele compra ações de empresas. Não faz empréstimos, mas se torna 'sócio' das companhias).
Batista - A JBS vendeu participação acionária para o BNDESPar, que participa em 200 ou mais empresas. E importantíssimo: depois que a JBS já tinha capital aberto. A transparência foi total. Além disso, se formos olhar o investimento que o BNDESPar fez e o que tem hoje, eles tiveram um resultado extraordinário. Provavelmente, um dos melhores da sua carteira. No que diz respeito ao valor (dessas operações) também existe um engano tremendo, (uma confusão) do que foi compra na JBS e em empresas que depois viemos a adquirir. O total de aportes na JBS foi da ordem de 5 bilhões de reais. Eles compraram isso em ações que hoje, felizmente, valem muito mais.
Segundo Batista, empresa tem 120 mil funcionários no Brasil e 70 mil nos EUA
BBC Brasil - A JBS seria desse tamanho não fosse a ajuda do BNDES na fase quente de aquisições para a empresa, 2007, 2008, 2009?
Batista - Primeiro, a gente não acha que foi ajuda. O BNDES não nos ajudou. Ele fez um negócio e nós fizemos um negócio. E nós entregamos. Ajudar é quando você dá um dinheiro e não cobra. Por outro lado, de forma nenhuma podemos dizer que a participação do BNDES não foi importante. Como os outros acionistas, eles foram importantes para a JBS emitir ações, levantar equity.
É difícil responder o que teria sido sem o BNDES. Há fundos soberanos em vários países e teríamos corrido atrás de interessados. Mas não dá para garantir que teríamos atraído outros fundos.
BBC Brasil - O BNDES é um banco público. O que a aposta na JBS trouxe de resultado para a sociedade?
Batista - Se for o caso, a sociedade precisa discutir o papel do BNDES, não o fato do banco investir na JBS ou na Vale. Hoje politizaram esse debate e a discussão política não cabe a nós. Em vários lugares do mundo você tem bancos de desenvolvimento que atuam de forma semelhante. O BNDES tem uma gama de objetivos ampla, que vai desde a questão social e econômica ao desenvolvimento do mercado de capital brasileiro – e a JBS é hoje uma das companhias mais valiosas nesse mercado. Toda a sociedade ganha com um mercado de capital fortalecido.
Além disso, há a questão a internacionalização. Hoje, o Brasil tem uma presença no território americano muito mais expressiva que há 10 anos. Só a JBS tem 70 mil funcionários nos EUA. E isso não pesa nas relações de país a país? Sem dúvida.
Também contribuímos para a formalização de nosso setor e da cadeia pecuária. A indústria frigorífica do país era informal e já deu prejuízos astronômicos. Hoje, tem três empresas listadas em bolsa, com transparência. O setor se profissionalizou.
BBC Brasil - Não falta uma abertura maior das informações do banco? O TCU já pediu para acessar dados sobre os acordos com a JBS...
Batista - É difícil opinar. Acho que isso tem mais a ver com um debate político. É usado como gancho desse debate.
BBC Brasil - Mas a JBS apoia uma abertura maior dos termos dos acordos? O banco alega que isso prejudicaria as empresas.
Batista - É difícil falar. O TCU não nos pediu nada. Eles pediram ao BNDES. Não temos conhecimento, no detalhe, de que tipo de informações estão pedindo. A maioria das coisas já é pública. Quanto a JBS deve ao BNDES? Divulgo isso em minha demonstração de resultado. Quanto ele comprou de participação acionária? Quanto valia quando ele comprou e quanto vale agora? Tudo é público.
BBC Brasil - Talvez quais os critérios para a escolha da JBS? Por que não o frigorífico X ou Y?
Batista - Não vou responder pelo BNDES, mas às vezes pode ser porque, naquele momento, foi a JBS que foi atrás, que bateu na porta. A JBS não tem como opinar.
BBC Brasil - Delatores da Lava Jato têm relatado como doações de campanha foram usadas para abrir portas. A JBS é a maior doadora de campanha no Brasil. O que espera conseguir com essas doações?
Batista - Está se criando uma imagem de que a doação de campanha existe por que há alguma contrapartida. Mas não é assim, você não pode generalizar. Há setores e setores. Primeiro, a JBS não tem negócios com o governo, não faz obra e não vende (para o governo). Se vende é coisa insignificante para alguma prefeitura, talvez merenda escolar. Não é uma empresa cuja atividade depende desse relacionamento. Nem tem dinheiro a receber.
Por que doação de campanha? Primeiro porque esse é o modelo brasileiro. As campanhas são financiadas com doações privadas. E o que você espera? Espera que o Brasil seja melhor. Para a JBS um país melhor tem um valor financeiro gigantesco. Por que a JBS participa em doações de campanha? Porque acredita que, participando, tem condições de apoiar partidos e pessoas que, se ganham, podem contribuir para a gente ter um país melhor. E com um pais melhor, automaticamente, a JBS tem um ganho de valor extraordinário.
Luciano Coutinho (Abr)
Presidente do BNDES, Luciano Coutinho: Wesley ressalta que banco lucrou com ações da JBS
BBC Brasil - Mas a JBS doa tanto para o governo quanto para a oposição. Qual a lógica disso? Vocês acham que qualquer um que ganhe, o país melhora?
Batista - Não é assim… A bolsa brasileira é de 50 mil pontos. Se fosse de 80 mil pontos, a JBS valeria 50% a mais, ou 25 bilhões de reais (a mais). Então você tem um negócio relevante. Aí você diz, "mas a JBS doou pra um e para outro". É verdade. Tem um defeito no modelo brasileiro. São tantos partidos que você não quer ficar rotulado como um cara que tem partido. Não temos partido. Por exemplo, o finado Eduardo Campos era um político no qual achávamos que valia investir. Era promissor …
BBC Brasil - Se você doa para políticos que concorrem entre si, não parece estar identificando os 'promissores'.
Batista - Idealmente, você deveria escolher alguns. Mas ninguém quer ficar rotulado como "aliado" ou "opositor". A gente sempre fala para qualquer político que vem aqui: não somos políticos, somos empresários. Queremos contribuir apoiando bons políticos, mas não temos lado. Não é uma questão de escolha.
BBC Brasil - Se o objetivo é um Brasil melhor, o investimento em político não é arriscado? Não seria melhor um instituto de combate à pobreza ou algo do tipo?
Batista - Sem dúvida é arriscado. Temos investimentos em outras áreas (sociais). Dentro dessa sede da empresa, há uma escola com 600 alunos, porque acreditamos que o maior gap(deficiência) que o Brasil tem não é infraestrutura, é educação.
É um investimento arriscado, claro. Investimos alguns milhões no Eduardo (Campos). Investimos em alguns partidos ou políticos que depois olhamos e falamos: "Poxa, erramos. Era melhor o outro candidato". Isso faz parte. Se eu soubesse e pudesse só acertar…
BBC Brasil - Tivemos o escândalo do HSBC recentemente. O que leva alguns grandes empresários a colocarem a reputação em risco para sonegar imposto?
Batista - Acho que não há uma ou duas ou três explicações. Cada caso é um caso. Às vezes fico vendo empresas que pagaram para receber dinheiro (ao qual tinham direito) do governo. É errado, claro. Não tem de pagar ninguém. Mas é difícil julgar porque às vezes a pessoa precisa do recurso. Fica entre a cruz e a espada e acaba indo para o caminho incorreto para salvar a empresa. É preciso ver em que circunstâncias o sujeito fez isso. Não estou falando do funcionário público ou político que recebeu propina, porque eles estão ali para prestar um serviço público. Também tem empresários e empresários. Mas é difícil julgar.
BBC Brasil - O senhor parece estar se referindo à Lava Jato. É isso?
Batista - De novo, acho que tem casos e casos. Pode ter casos em que (o empresário) fez errado, que corrompeu o corrompido, que foi iniciativa da empresa. É horrível. Não que de outra forma não seja horrível. Mas generalizar não é correto. Tem bons empresários e maus empresários. Boas empresas e más empresas. E também é preciso ver as circunstâncias em que as coisas aconteceram. Não dá para sair julgando. O Brasil precisa de um amadurecimento, até da imprensa. Há uma imprensa cuidadosa, mas outra que emite opinião sem fatos e dados suficientes.
BBC Brasil - Por exemplo?
Batista - Nós tivemos dois casos nesse sentido, que mostram que não dá para sair julgando. Fizemos um pagamento da compra de um frigorífico em Ponta Porã e um centro de distribuição no Paraná em uma conta, porque a pessoa mandou (fazer o depósito) contra ordem de terceiro. A conta estava no meio da Lava Jato. Foi um barulho (sem propósito)…
BBC Brasil - O outro (caso) diz respeito a anotação (encontrada em uma planilha) de Paulo Roberto Costa (ex-diretor da Petrobras e delator da Lava Jato)?
Batista - Ele fez uma anotação numa agenda, ou sei lá no que. "J&F (holding controladora da JBS): tantos mil pra mim, tantos pro fulano". Na operação, a Policia Federal pegou isso e saiu (na imprensa) algo que fazia parecer que a JBS fez um negócio (ilícito).
Na prática, foi algo tão descabido: uma pessoa que conhecia meu irmão ligou para ele um dia e disse que tinha um amigo que queria vê-lo para oferecer uma empresa. Normal no mundo empresarial. Meu irmão falou: "Tudo bem, traz seu amigo para falar com um diretor meu". Essa pessoa era o Paulo Roberto Costa, que foi lá oferecer a Astromarítima. Ele estava pensando em ganhar corretagem (com a venda da empresa), o que também é normal, desde que ele declare essa comissão. A proposta não interessou. Mas nesse meio tempo o cara deve ter feito a continha: "Se eu vender, recebo tanto." Virou um negócio que "meu Deus".
Também confundiram os nomes. Esse amigo do meu irmão tinha o primeiro ou segundo nome igual ao de um executivo da OAS preso. A imprensa deduziu que era a mesma pessoa. Isso tudo já está explicado. Mas cria-se um negócio não concreto, um julgamento de valor. Opinar quem fez e quem não fez na Lava Jato é para os procuradores, juízes e investigadores.
BBC Brasil - Com a desaceleração da economia, há o medo que o Brasil reverta os ganhos sociais dos últimos anos. Há quem defenda que os ricos poderiam pagar mais impostos para aliviar o impacto do ajuste sobre os pobres. Sua família está no topo da pirâmide social brasileira. O que acha?
Batista - Pergunta difícil. Essa você pegou pesado. Olha, isso não é uma novidade. Em vários países, quem tem mais paga mais. Nós temos uma situação específica do Brasil. Já temos uma das maiores cargas tributárias do mundo… e aí é que eu acho que está o debate. Não é se se cobra mais de quem tem mais e menos de quem tem menos. Já temos impostos demais e os impostos aqui são muito complicados. Além do custo de pagar, o custo de administrar, isso é monstruoso. Nossa companhia nos EUA é tão grande quanto no Brasil, mas temos aqui dez vezes mais pessoas envolvidas com a questão dos tributos. O foco deveria ser simplificar esse troço.
BBC Brasil - Os processos trabalhistas são o tema de muitos comentários negativos contra a JBS nas redes sociais. O que vocês estão fazendo para diminuir isso?
Batista - Muita coisa. Cada dia mais. Temos uma área de compliance trabalhista composta por engenheiros de segurança do trabalho, ergonomistas, advogados, um grupo multifuncional que vai de fábrica em fábrica. Lógico que não somos perfeitos. Temos problemas, mas isso às vezes é superdimensionado. Dado o universo que a JBS trabalha, a quantidade de fábricas, nossos indicadores são bons. Temos 120 mil funcionários no Brasil. É claro que não queríamos ter problema nenhum. Nenhum acidente. A gente trabalha para isso. Mas, infelizmente, às vezes tem alguns casos.

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