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Reprodução Internet
Mais dez universidade federais aderiram ao movimento grevista desde o dia 28
A greve de professores e funcionários técnico-administrativos já afeta 48 das 63 universidades federais do País. Eles protestam contra o corte orçamentário das instituições e pedem reajuste salarial de 27%. Na quinta-feira (28), a paralisação afetava 38 instituições.

Do total de universidades afetadas, em 15 a greve é de professores e funcionários. Em três, apenas os docentes suspenderam as atividades. Nas outras 30 instituições a paralisação é apenas dos funcionários. A greve dos docentes foi aprovada em 18 universidades e a de funcionários, em 4.

Nesta sexta-feira (29), os sindicatos dessas instituições participaram dos protestos que ocorreram em todo o País contra o ajuste fiscal, que também levou a mudanças nos direitos trabalhistas. Outro foco de queixas é a nova lei que amplia a terceirização. As manifestações ocorreram de forma pacífica.

Na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), o restaurante universitário, que iria fornecer refeições apenas para alunos bolsistas, operou com as "catracas abertas" para todos durante o almoço desta sexta-feira. Alegando questões de segurança, a universidade fechou o restaurante durante a noite, para evitar que novamente fossem servidas refeições gratuitas.

Na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a greve dos funcionários terá início na segunda-feira (1º) e deve afetar também os atendimentos no Hospital São Paulo. O sindicato disse que vai manter ao menos 30% do efetivo em atividade.

Marcello Casal Jr./ABr
Joseph Blatter iniciou seu quinto mandato atacando as investigações sobre corrupção na FIFA
O presidente da Fifa, Joseph Blatter, partiu para a ofensiva neste sábado (30) no início do seu quinto mandato à frente da entidade, dizendo que os Estados Unidos manipularam o momento do anúncio de uma investigação sobre corrupção para tentar minar a sua campanha à reeleição.   

O suíço de 79 anos venceu com facilidade a votação no congresso da Fifa em Zurique, obtendo o apoio de votos da Ásia e da África, que bateram os dissidentes da Uefa. o órgão que controla o futebol europeu. Agora ele enfrenta a missão de restaurar a confiança na organização que chefia, marcada por escândalos de corrupção e dividida sobre sua liderança.   

Em entrevista a uma emissora de televisão suíça na sexta-feira, ele criticou as autoridades norte-americanas pela maneira como as investigações foram realizadas. “Ninguém vai tirar de mim a impressão de que não foi uma simples coincidência que esse ataque norte-americano ocorreu dois dias antes das eleições da Fifa”, disse Blatter ao canal RTS. “Por que eles (polícia) não fizeram isso em março, quando tivemos o mesmo encontro? Porque, naquele momento, tínhamos menos jornalistas.”   

Na quarta-feira, a polícia suíça prendeu sete importantes cartolas do futebol, inclusive o ex-presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), José Maria Marin, e o vice-presidente da Fifa, Jeffrey Webb. As prisões têm a ver com um escândalo de propinas investigada por EUA, Suíça e outras agências de inteligência e que afundou a Fifa na maior crise de seus 111 anos de história. Blatter também criticou a Uefa, cujo presidente Michel Platini pediu a sua renúncia, dizendo que ela não é um bom exemplo para as outras federações.
Reuters

Um terremoto de magnitude 8,5 atingiu a costa leste do Japão neste sábado causando tremor em edifícios em Tóquio, mas sem relatos imediatos de danos, disse a agência estatal NHK rede.

"Não há perigo de um tsunami", disse a agência.

O terremoto, cujo centro estava localizado entre as ilhas Ogasawara, ao sul de Tóquio, foi sentido em várias partes do Japão e teve uma profundidade de 590 quilômetros.

A Tokyo Electric Power Co 9501.T disse que a usina nuclear de Fukushima não foi atingida.

As pistas do Aeroporto de Narita, na capital, estavam operando normalmente, mas o serviço de trem de alta velocidade entre Tóquio e Osaka parou por falta de energia, disse a NHK.

A onda de calor que há várias semanas atinge a Índia provocou a morte de mais de 2 mil pessoas, informou neste sábado (30) o governo o governo indiano. Os estados de Andhra Pradesh e de Telangana, no sul do país, são os mais afetados pelo calor.

Nos dois estados foram registradas 1.979 mortes atribuídas ao calor. No estado de Orissa houve 17 mortes. Mais nove foram registradas em outros estados, elevando o total de vítimas para 2.005.

Em Andhra Pradesh e Telangana, as autoridades lançaram campanhas de informação para ajudar os mais vulneráveis a enfrentarem o calor. A principal orientação é para o consumo de água e evitar exposição ao sol.

O órgão indiano responsável pela gestão de catástrofes naturais em Telangana, informou que as temperaturas já diminuíram “ligeiramente” e não foram registradas mortes atribuídas a onda depois da última quinta-feira (28). Ao todo, morreram na região 489 pessoas.

Hoje, as temperaturas máximas rondaram os 45 graus e os meteorologistas em Nova Deli advertiram que as altas temperaturas podem continuar em vários estados na próxima semana.

Dois indivíduos foram presos em flagrante na sexta-feira (29) após tentarem furtar peixes de um tanque de criação particular localizado em um sítio no município de Barra Bonita (68 quilômetros de Bauru).

Segundos dados fornecidos pela Polícia Militar Ambiental, os criminosos estavam pescando os peixes com o uso de uma rede. Os policiais militares foram chamados pelo dono da propriedade que conseguiu deter um dos individuos, com seis peixes, com a ajuda de um outro homem.

O outro meliante conseguiu escapar do local, mas foi localizado pelos soldados da PM. Ambos foram presos em flagrante e encaminhado à cadeia pública de Barra Bonita.
 
Regina Santos/ Norte Energia
Canteiro de obras da usina hidrelétrica de Belo Monte
Um acidente nas obras da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, deixou três pessoas feridas e outras três ainda estão desaparecidas, informou neste sábado (30) o consórcio responsável pela obra.

De acordo com o consórcio, um dos silos da central de concreto da obra desabou durante uma operação de descarga de um caminhão por volta das 2h deste sábado.

"Até o momento, lamentavelmente, três funcionários que trabalhavam no local não foram localizados pelo Corpo de Bombeiros de Altamira (PA) e pelas equipes de resgate baseadas naquele canteiro de obras", informou em nota o Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM).

"Outros três funcionários atingidos pelo desabamento foram atendidos no local por equipes médicas do CCBM --dois com ferimentos leves, já liberados, e um com fratura no ombro."

Ainda de acordo com a nota, equipes da perícia e da Polícia Civil estão trabalhando no local do acidente.

O consórcio informou ainda, por meio de sua assessoria de imprensa, que não havia previsão dos eventuais impactos que o acidente teria no andamento e no cronograma da obra e que a "absoluta prioridade" no momento é a localização dos funcionários desaparecidos.

Construída no rio Xingu, no Pará, a usina hidrelétrica de Belo Monte deve se tornar a terceira maior do mundo quando estiver concluída, o que deve acontecer em 2019. A expectativa é que a usina gere 11.233 megawatts de energia no período de pico da produção.

Kelsen Fernandes / Fotos Públicas
5ª Marcha das Vadias em São Paulo, realizada na Avenida Paulista, pediu a legalização do aborto
Centenas de mulheres participaram neste sábado (30) da 5ª Marcha das Vadias em São Paulo, reivindicando principalmente a legalização do aborto e o fim do encarceramento feminino. Segundo as manifestantes, é preciso ampliar o debate sobre ser ou não favorável ao aborto, entendendo que a criminalização não impede que as pessoas continuem abortando o que implica no comprometimento da saúde da mulher.

"A Marcha das Vadias luta basicamente contra a criminalização e culpabilização das mulheres pela violência que elas sofrem, em especial, a sexual. Este ano, especificamente, resolvemos pautar a questão da legalização do aborto porque temos um congresso extremamente conservador e que já expressou que isso não vai entrar na pauta. Estamos aqui para dizer que vai", disse a psicóloga Isabel Bernardes, integrante do movimento, em entrevista à Agência Brasil.

Segundo ela, cada mulher tem o direito de decidir sobre fazer ou não um aborto. "E mais do que isso. É necessário uma real política de efetividade dos direitos sexuais e reprodutivos para que o aborto fosse, de fato, a última opção e não um remédio duro de tomar"

Isabel Bernardes entende que legalizar o aborto não é obrigar as mulheres a fazer aborto. “Ninguém vai ser obrigado a fazer o aborto porque está legalizado. Deve-se deixar as pessoas que não querem, não podem ou não acreditam nesse projeto de vida, [dar à luz] decidir não seguir adiante com uma gravidez. Legalizar o aborto é dar oportunidade para quem não pode pagar [ fazer], porque quem pode pagar faz, mas sem risco de morrer", destacou a psicóloga.

Uma das manifestantes, de 31 anos de idade, que chamamaos de Joana para preservar a sua identidade, disse à reportagem ter feito dois abortos. O primeiro, quando tinha 23 anos. Para isso, segundo ela, mesmo sabendo dos riscos, comprou por iniciativa própria um medicamento abortivo que custa em torno de R$ 100  ou R$ 200 cada comprimido.

"Utilizei a medicação na minha casa e segui as instruções de cartilhas que encontrei na internet. Usei, aguardei um tempo para fazer efeito, e tive hemorragia. Nas duas vezes eu estava entre sete ou oito semanas [de gravidez]. E eu sabia que teria que procurar um hospital depois. Mas eu sabia disso porque eu tive acesso à informação. Nas duas vezes passei por curetagem [no hospital]".

Joana disse ainda que, no hospital, não falou ao médico sobre ter provocado o aborto por temer consequências. "Não falei nada. Nem que estava grávida. Contei que tinha sofrido uma hemorragia e que estava com dor".

"É urgente no Brasil legalizar o aborto. As mulheres morrem porque elas não têm acesso à informação, praticam o aborto de forma absolutamente sem informação. Muitas mulheres morrem porque tomam o remédio e depois não procuram o hospital para fazer a curetagem. Outras fazem de forma pior, perfurando o útero com agulha de tricô. Ou tomam drogas das quais não sabem a origem, risco que eu também corri”, destacou. Para a manifestante, o ideal é que toda mulher pudesse fazer o aborto pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

"As mulheres pobres correm muitos riscos. Quem tem R$ 4 mil ou R$ 5 mil vai para Moema [bairro de classe média alta de São Paulo] e faz da forma mais segura e limpa possível. E sai de lá tranquila. Quem não tem ou vai parar em uma clínica sem nenhuma estrutura ou vai parar na mão de uma curiosa ou vai tentar fazer como eu fiz, em casa e sozinha, correndo muitos riscos porque eu tenho a absoluta convicção de que a maioria das mulheres não tem acesso a essa informação que eu tive na internet", disse Joana.

Depois da concentração no vão-livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp) onde confeccionaram cartazes e entoaram cânticos sobre o aborto,  entre eles, um que fazia referência ao Uruguai, com o seguinte refrão: “O Uruguai já legalizou, Brasil, a sua hora chegou”, as manifestantes seguiram em caminhada pela Avenida Paulista e Rua Augusta, com destino à Praça Roosevelt, no centro da cidade. Lá, ao encerrar o ato, elas sentaram em círculo e cada uma deu um depoimento sobre o aborto.

As manifestantes estimaram que o ato reuniu cerca 2 mil pessoas. A Polícia Militar calculou em torno de 100 pessoas.

Motorista do caminhão não se feriu.
Homem foi socorrido pela concessionária, mas não resistiu aos ferimentos.

Do G1 Bauru e Marília
Um motociclista morreu em um acidente envolvendo um caminhão e uma motocicleta  na Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros, em Jaú (SP), na manhã desta sexta-feira (29).
Segundo informações da Polícia Rodoviária de Jaú, o motociclista, de 47 anos, José Antônio da Silva, seguia no sentido Bauru - Jaú, quando colidiu na traseira do caminhão.
A vítima foi socorrida pela concessionária, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na Santa Casa de Jaú. O motorista do caminhão não ficou ferido.  Segundo a polícia, a pista não precisou ser interditada.
Motociclista morreu a caminho do hospital (Foto: Thaís Andrioli)Motociclista morreu a caminho do hospital (Foto: Thaís Andrioli)

Segundo a polícia, vítima tentava ultrapassar caminhão.
Homem foi socorrido em estado grave.

Do G1 Bauru e Marília
Motociclista colidiu com carro  (Foto: Divulgação / Mais Tupã)Motociclista colidiu com carro (Foto: Divulgação / Mais Tupã)
Um motociclista foi parar em cima de um carro após um acidente na manhã desta sexta-feira (29), na Avenida Estados Unidos, em Tupã (SP). Ele foi socorrido em estado grave.
Segundo a polícia, o motociclista tentava ultrapassar um caminhão, quando bateu na lateral de um carro que atravessava a avenida.
A moto ficou destruída e o rapaz foi parar no teto do veículo. Ele foi socorrido pelos bombeiros e levado para a Santa Casa de Tupã. O motorista não ficou ferido.
Vítima foi socorrida em estado grave (Foto: Divulgação / Mais Tupã)Vítima foi socorrida em estado grave (Foto: Divulgação / Mais Tupã)

Casa também não teria extintores e laudo dos bombeiros, segundo B.O.
Uma idosa morreu e outras pessoas ficaram feridas após incêndio em Jaú.

Do G1 Bauru e Marília
Alguns idosos de uma casa de repouso na Chácara Bela Vista, em Jaú (SP), que pegou fogo na madrugada desta sexta-feira (29), ficavam amarrados nas camas e a tragédia poderia ter sido maior, relataram no boletim de ocorrência os policiais que atenderam o caso. Uma mulher, de 69 anos, morreu e outras seis pessoas ficaram feridas.  Ainda segundo o boletim de ocorrência, os policiais relataram que se o incêndio tivesse tomado proporções maiores teria sido mais difícil de evacuar o local. Os policiais também relataram no B.O. que a residência não tinha extintores, nem laudo do Corpo de Bombeiros. A Polícia Civil vai investigar o caso.
Segundo os bombeiros, o fogo começou no quarto onde estavam três mulheres, sendo duas acamadas. Uma delas saiu pedindo socorro. Uma enfermeira foi até o quarto e conseguiu tirar uma delas, mas a outra não sobreviveu. O Serviço d Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e bombeiros foram acionados.
Um médico, que é vizinho do lar, diz que acordou com os gritos de uma funcionária. E em seguida ajudou a socorrer os idosos.  “Muita fumaça, muito fogo. Fomos tirando as pessoas um por um, com a cama e tudo, outras nos no colo”, lembra Daniel Brandão.
Nilce Aparecida Jacomini, de 69 anos, morava no lar há um ano e meio e era portadora de Alzheimer. Ela morreu carbonizada. As seis pessoas foram socorridas com intoxicação ou ferimentos. Quatro vítimas já receberam alta e duas permanecem internadas e devem passar por cirurgia de reparação nas próximas horas porque tiveram queimaduras de primeiro e segundo grau. O estado de saúde é estável.
Fogo começou em um quarto (Foto: Reprodução / TV TEM)Fogo começou em um quarto (Foto: Reprodução
/ TV TEM)
O advogado do lar, Antônio Marcos Corselli, suspeita de que uma das idosas estaria fumando dentro do quarto. “A polícia deve continuar o trabalho cientifico, mas a princípio, a gente acredita que tenha sido um infeliz caso acidental de incêndio com isqueiro”, acredita.
Sobre o relato dos policiais militares de idosos estarem amarrados no local, o advogado nega que isso acontecesse no lar. “Eles não ficam amarrados, não há pacientes amarrados e nem nunca houve. Há alguns pacientes com restrição de mobilidade. Por exemplo, tem paciente que estava maca e existe uma barra para evitar que ele levante da cama, mas essa barra é retirada com a mesma facilidade que é colocada, mas amarrado não. Mas, existem alguns que por conta da enfermidade caem da cama, então há, por recomendação médica, algumas restrições de circulação”, afirma.
Questionado sobre a idosa que acabou morrendo, se ela estava entre as pessoas que ficam imobilizadas de alguma forma na cama, o advogado disse que somente a após a investigação isso pode ser esclarecido. “Isso com toda certeza a polícia vai poder responder após a avaliação da perícia técnica, porque eu não sei responder se ela estava com restrição ou não”, completa.
Sobre os extintores e alvarás, o advogado informou que a parte técnica e administrativa da casa de repouso está levantando as informações junto com a Polícia Civil. “Nós estamos levantando todos os documentos que são necessários para ser entregue ao delegado”, destacou. Ele afirmou ainda que a clínica tinha todos os equipamentos exigidos pela Vigilância Sanitária. No entanto, o Corpo de Bombeiros confirmou que a casa de repouso não possuía alvará de vistoria técnica da corporação.
A Defesa Civil Interditou a área da casa que foi atingida. “Constatamos que não há risco estrutural no imóvel”, afirma o responsável da Defesa Civil Valdir Baltazar. Na manhã desta sexta-feira as camas dos idosos foram levadas à outra residência no Jardim das Paineiras para onde os idosos devem ser transferidos. A polícia civil vai investigar as causas do incêndio.
Idosos serão transferidos para outra residência (Foto: Reprodução / TV TEM)Idosos serão transferidos para outra residência (Foto: Reprodução / TV TEM)

Comentarista da TV Globo passou mal na manhã desta sexta-feira. Ele foi submetido a cateterismo e angioplastia e deverá ficar em tratamento intensivo até domingo

Por São Paulo
Casagrande, comentarista da TV Globo (Foto: Reprodução SporTV)Casagrande, comentarista da TV Globo
(Foto: Reprodução SporTV)
Walter Casagrande Júnior, 52 anos, sofreu um infarto na manhã desta sexta-feira e está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital Total Cor, em São Paulo.
O comentarista da TV Globo sentiu dores no peito pela manhã e foi levado para um hospital em Alphaville, na Grande São Paulo. Na sequência, foi transferido para o Total Cor, na região da Avenida Paulista.
No hospital, ele foi submetido a cirurgias de cateterismo e angioplastia e ficará na terapia intensiva até domingo, quando deverá ir para um quarto. A expectativa é que o comentarista fique internado até quinta-feira. 

Veja o boletim médico:

"O Hospital TotalCor informa que o Sr. Walter Casagrande Jr. deu entrada na instituição hoje, sexta-feira (29 de maio), com quadro de infarto agudo do miocárdio e, imediatamente, foi submetido a cirurgias de cateterismo e angioplastia. O paciente permanece internado, evoluindo positivamente ao tratamento e com quadro de saúde estável. 
Hospital TotalCor" 

Economia brasileira recuou 0,2% no 1º trimestre de 2015, informou IBGE.
Na comparação com o mesmo período de 2014, a baixa foi de 1,6%.

Lucas Salomão, Laís Alegretti e Fernanda CalgaroDe BrasíliaVeja o que políticos do governo e da oposição disseram sobre o PIB (Editoria de Arte/G1)
Após o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgar nesta sexta-feira (29) que a economia brasileira registrou queda de 0,2% no primeiro trimestre de 2015 em relação aos três últimos meses de 2014, parlamentares da oposição acusaram a presidente Dilma Rousseff de ter quebrado o país para vencer as eleições. Integrantes da base governista, entretanto, afirmam que o resultado era esperado em razão do momento econômico do país.
A queda na economia foi puxada pelo desempenho negativo do setor de serviços e da indústria, bem como do recuo do consumo das famílias e dos investimentos. Neste início de ano, o que evitou um tombo ainda maior do PIB foi a agropecuária, segundo os dados do IBGE.
Para o líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho (PE), o resultado do PIB mostra um cenário de "terra arrasada" na economia brasileira. O oposicionista disse que Dilma foi "irresponsável" pela queda do PIB por conta de decisões tomadas durante o período eleitoral.
"A população paga a conta da irresponsabilidade do governo Dilma para ganhar a eleição, que jogou o país numa recessão, com inflação alta e desemprego crescente", ressaltou Mendonça Filho.
"O quadro é bastante difícil. O Brasil vai levar meses para começar a se recuperar, se o governo fizer a coisa certa", complementou.
Líder do PT na Câmara, o deputado Sibá Machado (AC) disse que o resultado estava dentro do previsto, já que o governo passa por um ajuste das contas públicas. "Para crescer, o PIB precisa da retomada do investimento. Na hora que o investimento retomar, o PIB volta a crescer", enfatizou.
Na visão de Sibá Machado, por enquanto, o remédio que o governo usou para tentar reanimar a economia está em "processamento", referindo-se às medidas de ajuste fiscal aprovadas recentemente pelo Congresso Nacional. "O sinal positivo para a economia já existe", avaliou o petista.
O senador Aécio Neves (MG), presidente do PSDB, emitiu nota na qual avalia que o "que está ruim" deve "piorar".
"Diante da redução de 0,2% no trimestre e do cenário que se descortina, as previsões para o resto do ano que até outro dia pareciam assustadoras agora já soam otimistas. O que já está ruim, infelizmente, deve piorar", disse o senador.
Aécio ainda ciriticou os 12 anos de governo petista e afirmou que reformas necessárias para a economia não foram feitas. "O Brasil se tornou um país ineficiente, pouco produtivo, caro e nada competitivo", completou.
Para o líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), o recuo no PIB confirma a expectativa que se tinha de uma “economia restritiva”. “É preciso vencer essa fase para que a gente ter uma retomada do país. Acho que é o grande desafio”, disse.
O líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO), também culpou a gestão de Dilma como culpada pelo resultado negativo do PIB no trimestre. Ele afirmou que a presidente da República "utilizou a máquina do governo irresponsavelmente durante a campanha eleitoral."
"Ela ampliou desenfreadamente os gastos para maquiar o país, dizendo que tudo estava bem. [...] Agora, o país está pagando simplesmente para atender a vontade de um partido e de uma presidente para se manter no poder", disparou Caiado.
O líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), afirmou que o resultado é "uma grande vitória", já que, segundo ele, a oposição "propagandeou" um resultado muito pior do que o anunciado.
"Está de bom tamanho. O resultado deixa evidente que estamos com controle da situação, a presidente Dilma está segurando a onda e as medidas de ajuste fiscal irão ajudar a recuperar de vez a nossa economia", opinou Guimarães.
"No Brasil, se construiu um senso comum de dizer sempre 'vai cair, vai cair', e quando vem um resultado melhor do que propagandearam, a oposição sequer faz uma autocrítica."
Para o líder da bancada do PPS na Câmara, deputado Rubens Bueno (PR), os números negativos na economia refletem o que já era sentido desde o ano passado pela população.
“O recuo no PIB mostra o que o país já estava percebendo no dia a dia, na realidade dura da vida, enquanto o governo Dilma insistia na propaganda da campanha eleitoral de 2014 de que a situação estava controlada”, criticou.
Segundo ele, o governo “não tem mais como esconder” e tudo indica que 2015 e 2016 serão anos de dificuldade. “Não podemos esperar muita coisa, com alta de juros, aumento de cobrança de imposto. Tudo isso vai tirando a capacidade de investimento de quem poderia fazê-lo, que são as pequenas e médias empresas”, avaliou.
O líder do PP na Câmara, Eduardo da Fonte (PE), reconheceu que o recuo do PIB é uma “notícia dura” e o momento é “de crise”, mas disse acreditar que essa fase será superada com o ajuste conduzido pelo governo. “O Congresso tem cumprido a sua parte e desempenhado seu papel na aprovação das medidas de ajuste fiscal”, afirmou.

'Muita coisa mudou desde o início do ano', afirmou o ministro da Fazenda.
PIB do primeiro trimestre de 2015 recuou 0,2%, segundo o IBGE.

Gabriel BarreiraDo G1
 










O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, atribuiu a queda de 0,2% no Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre de 2015 à "incerteza" sobre a economia brasileira no final do ano passado e no início deste ano. Ele citou como problemas enfrentados pelo país nesse período as crises de abastecimento de água e de energia.
"Muita gente tinha dúvida sobre a economia brasileira, o rumo que ia tomar. Muita coisa mudou desde o começo do ano. Vencemos estes desafios imediatos. O primeiro trimestre é reflexo de uma dinâmica que a gente está trabalhando para mudar", disse Levy nesta sexta-feira (29) em almoço na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), horas depois da divulgação dos dados da economia pelo IBGE.
A queda no PIB foi puxada pelo desempenho negativo do setor de serviços e da indústria, além do recuo do consumo das famílias e dos investimentos. O que evitou um tombo ainda maior do PIB foi a agropecuária.
Expectativa
Segundo Levy, o segundo trimestre será de transição. Ainda assim, ele aposta em "sinais diferentes" dos indicadores econômicos.
Para Levy, é preciso que o país tome medidas contundentes para mudar o quadro. “Nós temos visto o desemprego aumentar um pouco e nós temos que, portanto, tomar ações enérgicas para evitar que a economia possa entrar em algum processo mais extenso de recessão."
O ministro afirmou que o foco das ações do governo é fazer a economia voltar a crescer e ressaltou a importância do ajuste fiscal. (Veja no vídeo)
"Nós temos que focar toda a nossa energia para voltarmos a crescer, para criamos empregos, e é por isso que o governo tem tido tanto compromisso [...] em vencer essas medidas legislativas associadas ao ajuste fiscal para podermos tratar de uma agenda, que é uma agenda de crescimento.”
Ao concluir sua fala, Levy afirmou que é preciso garantir que a economia brasileira esteja em um clima "extremamente favorável" para a realização das Olimpíadas no ano que vem no Rio de Janeiro. (Veja no vídeo)
'Fraqueza'
Pouco antes do almoço, em comemoração ao Dia da Indústria, o presidente da Firjan, Eduardo Eugênio Gouvea Vieira, citou a "tarefa hercúlea de equilibrar as contas públicas" e disse que a simplificação do sistema tributário é uma bandeira da federação.
Em nota, a Firjan comentou o resultado do PIB. "A composição do PIB mostrou fraqueza  disseminada, com resultados negativos para as famílias, para o governo e para a indústria", diz.
PIB 1 tri 15 (Foto: Editoria de Arte/G1)
Em outro, a nota defende a mudança da postura fiscal, priorizando a diminuição dos gastos públicos de natureza corrente e a implementação de regras explícitas que limitem o seu crescimento ao longo dos próximos anos.
Desempenho por setor
Na produção, o resultado negativo nos primeiros três meses deste ano foi puxado pela queda de 0,7% no setor de serviços, que representa mais de 60% do PIB brasileiro.
Seguindo o mesmo comportamento, a indústria também recuou em relação aos três últimos meses de 2014, mas em um ritmo menor, de 0,3%. Na agropecuária, a alta foi de 4,7%.
Arte PIB - consumo das famílias (Foto: Arte/G1)
“Na parte negativa [pela ótica da produção], está a produção e distribuição de eletricidade, gás e água, já que estamos tendo redução no consumo de água e, além disso, estamos, desde o segundo trimestre do ano passado, usando muito mais as térmicas do que vínhamos usando antes, e isso afeta negativamente também”, disse Rebeca de La Rocque Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE.
O consumo das famílias, também usado no cálculo do PIB, pela ótica da demanda, caiu 1,5% – a maior retração desde o último trimestre de 2008, quando a baixa foi de 2,1%.
Os investimentos e os gastos do governo tiveram ambos queda de 1,3%. No setor externo, os resultados foram positivos. Enquanto as importações cresceram 1,2%, as exportações tiveram expansão de 5,7%.
Arte PIB - investimentos (Foto: Arte/G1)
Retrato de 2014
Na comparação com o mesmo período do ano passado, a queda do PIB foi ainda maior, de 1,6%. A maioria dos setores teve resultados mais negativos que os vistos na comparação com o quarto trimestre de 2014.
Enquanto os serviços recuaram 1,2%, puxados pela forte queda no comércio, a indústria encolheu 3%, influenciada pela diminuição da produção de veículos no país. Apenas a agropecuária registrou resultado positivo, de 4%, com avanço de culturas como de soja e arroz.
"A queda de 7% na indústria de transformação foi a que mais puxou a indústria para baixo. E olhando por dentro da indústria de transformação, toda a indústria automotiva teve queda nesse trimestre, desde a parte dos automóveis. A gente teve suspensão dos incentivos fiscais, a própria renda comprometida das famílias.", disse Rebeca.
"A própria parte da indústria pesada, caminhão, que é considerada investimento, afeta diretamente a taxa negativa dos investimentos. Também teve queda, influenciado por aumento de juros, o crédito nesse setor", afirmou a coordenadora do IBGE.
Demanda
Pela ótica da demanda, o destaque ficou com o consumo das famílias, que, ao recuar 0,9%, registrou a primeira queda desde o terceiro trimestre de 2003 nessa base de comparação.
O desempenho é explicado pela "evolução negativa dos indicadores de inflação, crédito, emprego e renda ao longo dos três primeiros meses do ano", segundo o IBGE.
“A gente teve aumento de juros. A Selic [juros básicos da economia] alcançou 12,2% ao ano no primeiro trimestre de 2015, contra 10,4% ao ano no primeiro trimestre de 2014. E o IPCA [a inflação oficial], quando a gente faz a comparação do primeiro trimestre de 2015 contra o mesmo período do ano anterior, também teve aceleração. E isso tudo prejudicou o consumo das famílias”, disse Rebeca.

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