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Família estava em missões em Katmandu quando desastre aconteceu.
Fotografias revelam estragos e dificuldades da vida pós terremoto.

Do G1
Letreiros em resto de estrutra dá boas vindas aos visitantes da Durbar Square. "Welcome". (Foto: Nádia Otake/ Grassroots News International)Letreiros em resto de estrutra dá boas vindas aos visitantes da Durbar Square. (Foto: Nádia Otake/ Grassroots News International)
Um casal de brasileiros ligados a base missionária Jovens Com Uma Missão (Jocum), localizada em Piratininga (SP), e seus dois filhos pequenos, deixaram a cidade de Katmandu, no Nepal, às 8h15 de quarta-feira (29), horário do Nepal, e às 23h30 de terça-feira (28), pelo horário de Brasília, depois de quase um mês no país.  Nádia Carolina da Silva Otake, de 33 anos, é fotógrafa e registrou paisagens da cidade antes e depois do terremoto. (Confira aqui a galeria de imagens).
Ela também registrou em vídeo (veja ao lado) os momentos de tensão que viveram no país. Nádia e o marido Ricardo Otake, de 44 anos, saíram de Piratininga em 2010 para morar em Kailua-Kona, no Hawaii, na sede da mesma organização. Eles foram para o Nepal com uma equipe da base missionária, para atuar em várias áreas no país. Durante a estadia, Nádia ajudou uma organização que mantém abrigos para meninas e meninos resgatados da prostituição ou das ruas, a atualizar suas fotos, website e todo o conteúdo de mídia.
Ricardo, que é engenheiro elétrico e trabalha com desenvolvimento comunitário, ajudou na implantação de um sistema de aquaponia, uma plantação que é irrigada através da água vinda de um tanque de peixes. “Este é um sistema usado para produzir alimentos em lugares com pouca área e pouca água, e que pode sustentar as plantas e os peixes”, explicou o missionário.
Família Otake enquanto aguardavam orientações após primeiro tremor (Foto: Nádia Otake/ Grassroots News International)Família Otake após primeiro tremor
(Foto: Nádia Otake/ Grassroots News International)
O primeiro terremoto aconteceu por volta do meio dia de sábado (25), horário do Nepal. Ricardo havia acabado de sair do apartamento onde estavam hospedados, em uma pousada de Katmandu, para passear com a filha Isabella, de 2 anos. Eles encontraram um escorregador inflável próximo a barraquinhas de comerciantes e a menina decidiu brincar. Assim que Ricardo a colocou de volta no suporte para bebês que usava nas costas, ele ouviu um barulho forte e percebeu que tudo estava tremendo.
“A rua começou chacoalhar, os prédios começaram a balançar, as pessoas estavam gritando e correndo para o meio rua. A primeira coisa que eu pensei foi voltar para casa, pegar minha esposa e meu filho e ver se estava todo mundo bem. Liguei para a Nádia e ela estava desesperada. Pude ouvir meu filho chorando”, contou.
Antes: Nádia posa para foto na Durbar Square um dia antes do terremoto (Foto: Ricardo Otake/ Grassroots News International)Antes: Nádia posa para foto na Durbar Square um dia antes do terremoto (Foto: Ricardo Otake/ Grassroots News International)
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Depois: Templos onde antes ousavam pássaros foram atingidos por terremoto na Durbar Square (Foto: Nádia Otake/ Grassroots News International)Depois: Templos onde antes ousavam pássaros foram atingidos por terremoto na Durbar Square (Foto: Nádia Otake/ Grassroots News International)

Nádia estava sozinha no apartamento com o filho Daniel, de 11 meses. Quando o tremor começou, a porta da geladeira abriu e ela tentou segurá-la. Uma jarra de água caiu no chão perto de Daniel, que se assustou e caiu. Um forno microondas também quase caiu sobre o menino. Nádia o socorreu e os dois, sem conseguir ficar em pé, se arrastaram para fora do apartamento. Neste momento ela recebeu a ligação de Ricardo, que tentou acalmá-la pelo telefone.
Pessoas se aglomeraram em um campo aberto (Foto: Nádia Otake/ Grassroots News International)Pessoas se aglomeraram em um campo aberto
(Foto: Nádia Otake/ Grassroots News International)
Quando ele chegou, a família pegou documentos, algumas peças de roupa, água, comida e deixaram o prédio. “Vimos que o pessoal começou a se aglomerar em um terreno aberto que tinha perto de onde a gente estava. Amigos nos ligaram dizendo que havia a previsão de um segundo terremoto entre 16h e 18h. Aguardamos até umas 17h neste terreno e depois fomos para o pátio de uma escola que fica em frente à casa de nossos amigos. Por volta das 19h decidimos entrar na casa deles e passamos a noite lá, mas foi bem estressante porque várias vezes escutávamos o alarme do terremoto e tínhamos que sair correndo”.
A família deixou a casa por três vezes durante a madrugada, até que decidiram voltar para o pátio da escola, por volta das 5h. Sem conseguir dormir, eles ficavam de olho nas notícias e ouvidos no alarme.
Depoimentos e imagens 
Uma das regiões mais fotografadas por Nádia em Katmandu, foi a Dubar Square, uma praça muito antiga e tradicional na cidade, repleta de templos hindus e budistas. Ela esteve no local um dia antes do terremoto, e voltou depois do ocorrido para mostrar os estragos, o resgate dos corpos e gravar uma matéria sobre o estado da praça para a agência de notícias colaborativa da Jocum, Grassroots News International.
“Eu acredito que tinha muita gente dentro dos templos na hora, porque aqui no Nepal o domingo deles é no sábado, então muitos tinham ido adorar seus deuses. Creio que esta é uma das razões de ter morrido tanta gente”, comentou Ricardo.
Durbar Square antes do terremoto (Foto: Nádia Otake/ Grassroots News International)Durbar Square antes do terremoto (Foto: Nádia Otake/ Grassroots News International)
No domingo (26), a família e os amigos permaneceram no pátio com um pouco de água, se virando com o que tinham. As mulheres da equipe saíram para tentar comprar alguma comida. Nesse dia houve novos tremores. “Vou sair porque está começando outro terremoto. Tchau!”, disse Ricardo durante entrevista ao G1 na data que teve que ser interrompida. Dois minutos depois, ele entrou em contato novamente. “Eu estava falando com você e os passarinhos começaram a voar, escutei o barulho e as coisas começaram a chacoalhar. Tive que sair correndo”, explicou. Logo depois a família voltou para a garagem da casa.
Família se abrigou com outros em tendas (Foto: Nádia Otake/ Grassroots News International)Família se abrigou com outros em tendas
(Foto: Nádia Otake/ Grassroots News International)
Nádia, Ricardo e os filhos, passaram os dias mudando de um lugar para outro, dormindo em tendas improvisadas montadas em minis campos de refúgio, enfrentaram frio, chuva, escassez de comida e água, medo, estresse e muito cansaço. A família permaneceu com esta rotina nos dias que se seguiram, até a manhã de quarta-feira (29), quando deixaram o país rumo à Itália, onde ficarão por 15 dias para participar da Expo Milão, evento onde 150 países discutirão o futuro da alimentação. Depois disso a família Otake virá ao Brasil para visitar amigos e familiares, inclusive em Piratininga, antes de retornarem ao Hawaii.
Templos da Durbar Square ficaram completamente destruídos (Foto: Nádia Otake/ Grassroots News International)Templos da Durbar Square ficaram destruídos
(Foto: Nádia Otake/ Grassroots News International)
Nas redes sociais, Nádia expressou seus sentimentos ao deixar os nepaleses. “Meu coração ainda está dividido, sem entender, com vontade de ter ficado lá, ainda mais depois de conversar com as pessoas no avião. Muitas vilas fora da capital estão completamente devastadas, especialmente perto de Gorkha (epicentro do terremoto), aonde helicópteros não chegaram ainda. O foco da mídia fica muito na capital e no Everest, mas os verdadeiros estragos estão em lugares aonde ninguém consegue chegar”, escreveu.
Do G1

Um carro foi prensado na praça de pedágio na BR-369, entre Ourinhos (SP) e Jacarezinho (PR), na noite de quarta-feira (29). O veículo estava parado esperando um ônibus pagar a tarifa quando foi atingido por um caminhão que vinha logo atrás. Mãe e filha estavam no carro, mas não se feriram. Este foi o terceiro acidente no local em menos de um mês.
Carro ficou preso entre ônibus e caminhão na praça de pedágio (Foto: Aline Freitas)
Carro ficou preso entre ônibus e caminhão na praça de pedágio (Foto: Aline Freitas/Arquivo pessoal)
Segundo informações da Polícia Rodoviária, o motorista do caminhão informou que se distraiu e não conseguiu frear. Ele passou pelo teste do bafômetro e não foi constatada embriaguez. Os policiais disseram ainda que o motorista será autuado por irregularidades no tacógrafo, o que é considerado infração grave, com multa de R$ 127.
O carro atingido ficou com a frente e a traseira danificadas. “Eu e a minha mãe estávamos conversando quando sentimos três pancadas, uma atrás da outra. Aí o carro já entrou embaixo do ônibus. Acho que se houvesse outra batida já não daria para sair mais”, conta Aline Freitas.
Terceira vez
Esse é o terceiro acidente somente este mês na mesma praça de pedágio. No primeiro, a cancela de cobrança automática não abriu e Guilherme Egreja Papa, de 25 anos, ficou preso no que sobrou do carro dele depois que o veículo foi esmagado por dois caminhões. Ele ficou internado, passou por cirurgia, já teve alta e se recupera em casa.
No outro acidente, a frente de um caminhão ficou destruída. A cancela novamente não abriu para o primeiro caminhão, o outro veículo que vinha atrás freou, mas o terceiro não conseguiu parar. Ninguém se feriu.

Caminhoneiro disse que passou no sinal verde e não viu a mulher. 
Motorista estava dentro do horário permitido para circulação de caminhões.

Do G1 Bauru e Marília

Uma mulher, de 83 anos, morreu atropelada no cruzamento da Avenida Sampaio Vidal com a Rua Bahia, no centro de Marília (SP), na manhã desta quinta-feira (30).
A assistente social Helga Longon presenciou o acidente e contou que a vítima não percebeu que o sinal estava fechado para pedestres e atravessou a rua. Ela não teria visto o caminhão que estava fazendo uma curva para a direita. “Eu vi que o caminhão estava vindo, mas ela atravessou. Pensei que fosse dar tempo, mas o caminhão passou por cima dela. Eu corri para lá, um motorista em um carro que vinha gritou para o caminhoneiro, que parou. O motorista não viu que passou por cima dela”, afirma.
Ambulâncias do Samu foram acionadas, mas a idosa não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local. O motorista do caminhão, com placas de Londrina (PR), disse que estava devagar, passou no sinal verde, mas não conseguiu ver a idosa. “Não vi, não tem visão o caminhão alto e a senhora baixinha”, lamenta Edvaldo Aparecido Aleixo.
Testemunhas disseram que a senhora atravessou a rua com o semáforo fechado para pedestres. O caminhoneiro estava dentro do horário permitido para circulação de caminhões no centro da cidade.
Mulher não resistiu aos ferimentos e morreu no local (Foto: Reprodução/TV TEM)Mulher não resistiu aos ferimentos e morreu no local (Foto: Reprodução/TV TEM)

Marcus Liborio

Um homem de 37 anos foi preso ontem em Lençóis Paulista (43 quilômetros de Bauru) acusado de estuprar uma jovem de 18 anos há cerca de 20 dias. Ameaçada de morte, a vítima só denunciou o crime no final de semana, após ter sido encorajada por uma psicóloga. Paulo Sérgio de Oliveira teve a prisão temporária decretada e foi recolhido à Cadeia Pública de Barra Bonita, onde permanece à disposição da Justiça.
 
De acordo com o delegado Luiz Cláudio Massa, a mulher contou que caminhava por uma rua no bairro Cruzeiro, a caminho do trabalho, quando foi abordada por um homem armado de faca. Ele obrigou que ela entrasse em um Chevette na cor prata e dirigiu até um canavial, onde ocorreu o estupro. No entanto, a vítima decidiu não procurar a polícia. “O rapaz ameaçou matar a família dela caso fosse feita a denúncia. No fim de semana, ela procurou uma unidade de Saúde para realizar o exame de detecção de HIV e acabou contando sobre o abuso. A jovem foi encaminhada a uma psicóloga e convencida a registrar a ocorrência”, explicou Massa. 
 
Diante do comunicado, o setor de inteligência da Policia Civil, através de câmeras de monitoramento instaladas próximo ao local da abordagem, identificou e localizou, ontem, o acusado, que reside no Bairro Caju. Segundo o delegado, a vítima reconheceu o homem e o veículo utilizado na ação. 

O setor público consolidado (Governo Central, Estados, municípios e estatais, com exceção da Petrobras e Eletrobras) apresentou superávit primário de R$ 239 milhões em março, informou o Banco Central, nesta quinta-feira, 30. O resultado é o pior para o mês da série histórica, iniciada pelo BC em 2002.

Em fevereiro, as contas públicas registraram déficit primário de R$ 2,300 bilhões, o pior resultado desde 2013. Já em março de 2014, houve superávit de R$ 3,580 bilhões. O resultado primário consolidado do mês passado ficou abaixo das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pelo AE Projeções, que iam de um superávit primário de R$ 1,900 bilhão a R$ 5,800 bilhões, com mediana positiva de R$ 3,0 bilhões.

O esforço fiscal do mês passado foi composto por um superávit de R$ 1,483 bilhão do Governo Central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência). Os governos regionais (Estados e municípios) influenciaram o resultado negativamente com déficit de R$ 1,146 bilhão no mês.
Enquanto os Estados registraram um déficit de R$ 1,633 bilhão, os municípios tiveram superávit de R$ 487 milhões. Já as empresas estatais registraram déficit primário de R$ 97 milhões.

Trimestre

No primeiro trimestre do ano as contas do setor público acumulam um superávit primário de R$ 19,003 bilhões, o equivalente a 1 37% do Produto Interno Bruto (PIB). Também neste período trata-se do pior resultado histórico.

Segundo o Banco Central, em igual período de 2014, o resultado ficou positivo em R$ 25,631 bilhões. Desde o anúncio da nova equipe econômica para o segundo mandato da presidente Dilma Rousseff, o BC vem dizendo que o esforço fiscal tende a seguir o caminho da neutralidade em 2015, podendo até mesmo apresentar um viés contracionista.

O resultado fiscal de período foi influenciado pelo superávit de R$ 4,886 bilhões do Governo Central (0,35% do PIB). Os governos regionais (Estados e municípios) apresentaram um superávit de R$ 14,598 bilhões (1,06% do PIB). Enquanto os Estados registraram um superávit de R$ 12,235 bilhões, os municípios alcançaram um saldo positivo de R$ 2,363 bilhões. As empresas estatais, no entanto, registraram um resultado negativo de R$ 481 milhões no período.

A fome afeta quase toda célula do corpo e vários tipos de neurônios


TRIBUNAHOJE
Uma pesquisa sugere que o cérebro humano foi programado para 'odiar' dietas. Segundo cientistas americanos no Campus de Pesquisa Janelia Farm, do Instituto Médico Howard Hughes, células do cérebro sensíveis à fome, conhecidas como neurônios AGRP, são as responsáveis pelo horror à dieta.
Os pesquisadores fizeram experiências que mostraram que estes neurônios são responsáveis pelas sensações desagradáveis associadas à fome, que tornam os petiscos irresistíveis.

Segundo o líder do grupo de pesquisa, Scott Sternson, as emoções negativas associadas com a fome podem transformar a dieta e a perda de peso em uma tarefa muito difícil, e a explicação pode estar nestes neurônios.

Em um ambiente no qual a comida está sempre disponível, os sinais difíceis de ignorar enviados por estes alimentos podem parecer irritantes para quem está de dieta, mas, do ponto de vista da evolução dos humanos, estes sinais podem fazer sentido.
Para os primeiros humanos - e para animais selvagens - a busca por alimentos e água podia significar a entrada em um ambiente arriscado, algo que só poderia acontecer se o humano ou animal recebesse um estímulo.

"Suspeitamos que estes neurônios estão impondo um custo por você não lidar com suas necessidades fisiológicas (como a fome)", afirmou Sternson.

Os neurônios AGRP não levam um animal diretamente a comer, mas ensinam o animal a responder a pistas sensoriais que sinalizam a presença de comida no ambiente.

"Acreditamos que estes neurônios são um sistema motivacional muito antigo que obrigam o animal a satisfazer suas necessidades fisiológicas", afirmou Sternson.

A equipe do cientista americano também demonstrou que existe um grupo diferente de neurônios especializado em gerar sensações desagradáveis de sede.

As descobertas foram publicadas na revista especializada Nature.

Desagradável

A fome afeta quase toda célula do corpo e vários tipos de neurônios são dedicados a fazer com que um animal se alimente quando seus níveis de energia estiverem baixos.

Mas, segundo Sternson, até agora, o que os cientistas sabiam sobre estes neurônios não combinava totalmente com que todo mundo já sabia: fome é desagradável.

"Havia uma previsão anterior de que haveria neurônios que fazem você se sentir mal quando está com fome ou sede. Isto faz sentido de um ponto de vista intuitivo, mas todos os neurônios analisados pareciam ter o efeito oposto", afirmou o cientista.

Em estudos anteriores, os pesquisadores descobriram que os neurônios que promovem a alimentação o faziam aumentando os sentimentos positivos associados à comida. Em outras palavras: fome faz a comida ter um gosto melhor.

Alguns cientistas começaram a suspeitar de que a ideia sobre um sinal negativo no cérebro motivando a fome poderia estar errada.

Mas o conhecimento deles sobre o sistema era incompleto. Os neurônios AGRP, localizados em uma área do cérebro conhecida como hipotálamo, estavam claramente envolvidos nos comportamentos de alimentação.

Sabores e sinais

Quando falta energia no corpo, os neurônios AGRP ficam ativos e, quando estes neurônios estão ativos, os animais se alimentam. Mas ninguém tinha investigado a estratégia destes neurônios para gerar esta motivação.

Os pesquisadores então tentaram descobrir como isto funciona a partir de uma série de experimentos comportamentais. No primeiro experimento, os cientistas ofereceram a camundongos bem alimentados dois tipos de gel com sabor, um de morango e outro de laranja.

Nenhum gel continha nutrientes, mas os camundongos experimentaram os dois.

Então os cientistas manipularam os sinais de fome nos cérebros dos animais ao ligar os neurônios AGRP enquanto eles comiam um dos dois sabores. Em testes seguintes, os animais evitaram o sabor associado com o sinal falso de fome.

Em outra experiência, os cientistas desligaram os neurônios AGRP enquanto os animais famintos consumiam um sabor em particular. Os animais desenvolveram a preferência pelo sabor que levou à desativação dos neurônios AGRP, sugerindo que eles foram motivados pelo desligamento do sinal desagradável enviado pelas células.

Os cientistas também observaram em outras experiências que os camundongos também aprenderam a procurar lugares onde os neurônios AGRP tinham sido silenciados e evitar os lugares onde estavam quando estes neurônios estavam ativos.

Visão da comida

Os cientistas também usaram um microscópio minúsculo para examinar dentro dos cérebros dos camundongos famintos e monitorar a atividade dos neurônios AGRP.

Como esperado, as células ficaram ativas até que os camundongos encontrassem comida.

O surpreendente, segundo Sternson, é que os camundongos não tinham necessariamente que comer para aquietar os neurônios. Assim que o animal via o alimento, ou mesmo recebesse um sinal de que iria se alimentar, a atividade destes neurônios parava. E a atividade permanecia baixa enquanto o animal estava comendo.

Os cientistas também fizeram experiências relacionadas à sede, manipulando neurônios ligados a esta sensação, encontrados em uma região do cérebro conhecida como órgão subfornical.

E o comportamento dos camundongos foi parecido: eles evitavam lugares onde estes neurônios estavam ativos indicando que as células geravam uma sensação negativa.

E, novamente, as descobertas correspondiam às experiências comuns.

"Há uma qualidade motivacional parecida entre a fome e a sede. Você quer que as duas acabem", disse Sternson.

Calbuco entrou em atividade na semana 


passada após 42 anos adormecido



O vulcão Calbuco, no Chile, entrou nesta quinta-feira em erupção pela terceira vez, após as duas primeiras ocorridas na semana passada, informou o Serviço Nacional de Geologia e Mineração do país (Sernageomin).

 Foto: David Cortes Serey/ Agencia Uno / AP

As cinzas expelidas pelo vulcão, que fica na região de Los Lagos, alcançaram 2,5 quilômetros de altura e seguiam em direção a sudeste, onde ficam cidades que não haviam sido afetadas pelas erupções.

O subsecretário de Interior, Mahmoud Aleuy, confirmou que a última erupção teve uma intensidade sísmica muito inferior às duas anteriores, principalmente se compara com a primeira, quando a coluna de cinza alcançou 17 quilômetros de altura.

"É preciso manter a tranquilidade, não nos encontramos em uma situação de perigo", afirmou Aleuy em entrevista coletiva.

O subsecretário informou que serão mantidas todas as medidas de segurança ativadas após a primeira erupção do vulcão, entre elas uma zona de exclusão de 20 quilômetros ao redor do maciço. Também será mantido o estado de exceção constitucional, que dá às Forças Armadas o controle da segurança da região afetada.

Aleuy reconheceu que um dos fatores que preocupam são as chuvas previstas para a região a partir de sábado, que podem piorar a situação da área que está recebendo a maior quantidade de cinzas e material vulcânico.

O vulcão Calbuco, situado a 1.000 quilômetros ao sul de Santiago, entrou em erupção na semana passada após 42 anos e se manteve ativo desde então.

EFE

A comissão especial que analisa a PEC 171/93, da redução da maioridade penal, aprovou requerimentos para ouvir a opinião da apresentadora do SBT Rachel Sheherazade, do jornalista da Globo Caco Barcellos, do apresentador do Cidade Alerta, da Record, Marcelo Rezende, e do apresentador do Brasil Urgente, da Band,José Luiz Datena. Além deles, a comissão também vai convidar o cantor Amado Batista e o advogado Ari Friedenbach, pai da estudante Liana, assassinada pelo menor Champinha, em 2003.
O pedido para convidar os jornalistas para participar de um audiência pública é de autoria dos deputados Eduardo Bolsonaro (PSC-SP) e André Moura (PSC-SE), presidente do colegiado. De acordo com Moura, eles foram convidados por serem fortes formadores de opinião e tratarem do tema em seus trabalhos.
Já o requerimento apresentado para convidar o cantor Amado Batista foi sugerido pelo próprio artista à deputada Magda Mofatto (PR-SP). De acordo com ela, o cantor a procurou. “Ele falou comigo enquanto pessoa simples e comum. Não é um intelectual, mas alguém que conseguiu fama e veio de um meio pobre, humilde. Ele tem vivido e assistido de tudo”, diz a deputada.
Magda ressalta que tanto ela quanto ele são favoráveis à redução, mas defendem que o jovem possa, antes de tudo, trabalhar para se ocupar.
O convite para ouvir o advogado Ari Friedenbach também partiu de Magda e do deputado Sérgio Vidigal (PDT-ES). Para Vidigal, é importante mostrar o relato de uma vítima contra a redução da maioridade penal.
"Mesmo sendo prejudicado profundamente por um crime envolvendo menores, Ari entende que a redução não é o melhor caminho e a considera umretrocesso.”
A comissão aprovou o convite para ouvir mais de 50 pessoas. Entre elas, o presidente da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil, Dom Sérgio Rocha, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinícius Furtado Coelho e o secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame.

Protesto deixou 170 feridos em Curitiba nesta quarta-feira, sendo 20 policiais e 150 manifestantes

BBC
Suposto 'sangue' na foto publicada por PM é 'tinta', afirma corporação
Reprodução
Suposto 'sangue' na foto publicada por PM é 'tinta', afirma corporação
Com a legenda "Professor, conta outra...", o PM de Curitiba Umberto Scandelari publicou uma foto com braços, mãos e rosto manchados por um líquido avermelhado, logo após o protesto desta quarta-feira (29).
Amigos imediatamente deixaram comentários preocupados na foto. "Mano, você tá bem?", "Melhoras, parceiro", "Melhoras e se cuida" – a imagem viralizou e foi compartilhada mais de 5 mil vezes em menos de 24 horas.
Entretanto, à BBC Brasil, a Polícia Militar do Paraná confirmou as suspeitas de centenas de internautas: o oficial não está coberto de sangue, mas de tinta.
"Este é o produto de uma bomba usada como munição menos letal. É usada para marcar pessoas que estão envolvidas nos protestos", informou a PM.
"Nestes confrontos o uso é normal e aconteceu de marcar também o policial porque manifestantes e policiais estavam muito próximos", disse a corporação.
A legenda da foto, entretanto, sugeria que as manchas no corpo do policial fossem fruto da ação de manifestantes.
A PM contemporiza: "A legenda sugere que ele não foi atacado por professores com esta tinta. Ela sugere que o confronto foi iniciado pelos próprios professores e não pelos policiais, como vem sendo comentado pelas redes sociais".
'Groselha'
O PM Umberto Scandelari não respondeu aos pedidos de entrevista da reportagem. Nas redes sociais, ele foi alvo de piadas - especialmente porque as manchas, vistas com cuidado, eram cor de rosa, e não vermelhas como sangue.
"Sangrou groselha", disse um jovem de Uberlândia, em Minas Gerais.
"Estourou a caneta de correção dos profs nele", comentou outra internauta, de Blumentau, Santa Catarina.
"Quero a marca desse batom", "Apanhou da moranguinho" e "Professor malvado de artes, tadinho" completaram a série de ironias.
Feridos de verdade
O protesto por direitos trabalhistas deixou 170 feridos em Curitiba nesta quarta-feira - 20 policiais e 150 manifestantes, segundo autoridades do Paraná.
À BBC Brasil, uma porta-voz da corporação rebateu críticas de uso excessivo de força e disse que "desproporcional seria usar armas letais".
Os manifestantes alegam que mudanças nas regras da previdência dos funcionários públicos estaduais acarretam em perda de benefícios.
As alterações foram votadas a portas fechadas. De autoria do governador do Estado, Beto Richa (PSDB), e aprovado pela Assembleia Legislativa, a medida diminui as contribuições do Estado sobre pensões pagas a servidores e pretende poupar ao governo R$ 1,7 bilhão por ano.
Pelo Twitter, o governador disse que "os direitos dos aposentados e pensionistas estão garantidos".

Os acusados foram denunciados pelo Ministério Público Federal por lavagem de dinheiro

Agência Brasil
O juiz federal Sérgio Moro abriu hoje (30) ação penal contra o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque e o empresário Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, um dos delatores da Operação Lava Jato. Os três foram denunciados pelo Ministério Público Federal por lavagem de dinheiro. Segundo os procuradores, parte da propina paga a Renato Duque passou pela empresa Setal Óleo e Gás, de propriedade de Mendonça Neto, e chegou à Editora Gráfica Atitude, ligada ao PT.
Ex-diretor da Petrobras, Renato Duque foi convocado pela CPI da Petrobras (19/03/2015)
Agência Brasil
Ex-diretor da Petrobras, Renato Duque foi convocado pela CPI da Petrobras (19/03/2015)
Com base no depoimento de delação do dono da Setal, a investigação revelou que dois contratos entre o grupo Setal e a Gráfica Atitude foram assinados em 2010 e 2013, nos quais notas fiscais falsas foram emitidas para justificar os repasses. A suspeita sobre os repasses para a gráfica foi um dos motivos da prisão de Vaccari, na décima segunda fase da Operação Lava Jato, deflagrada em 15 de abril.
Na decisão em que recebeu a denúncia contra os investigados, Sérgio Moro disse que há suspeitas de que Vaccari tinha conhecimento da origem ilícita dos repasses. “Constam as declarações a respeito do acusado colaborador Augusto Mendonça, da Setal, que relatou em detalhes que parte da propina do esquema criminoso da Petrobras foi dirigida, a pedido de Renato Duque, a João Vaccari Neto, e ainda parcela deste montante, a pedido de João Vaccari Neto, para a Editora Gráfica Atitude”, disse o juiz.
Os advogados de Vaccari afirmam que ele nunca pediu doações de origem ilícita para o PT e que todas as contribuições ocorreram de forma legal, por transação bancária. A defesa de Renato Duque nega que o ex-diretor tenha recebido propina enquanto ocupou a Diretoria de Serviços na Petrobras. Representantes da Editora Gráfica Atitude informaram que a empresa mantém seus contratos de forma regular. Eles se disseram dispostos a prestar esclarecimentos à Justiça.
Vaccari e Duque são réus em outra ação penal que tramita na Justiça Federal em Curitiba, que trata dos desvios de recursos na Petrobras.

O governo Dilma Rousseff sofreu nesta quarta-feira (29),  uma derrota no Senado com a aprovação do fim do sigilo nas operações de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
 
Divulgação 
O governo Dilma Rousseff sofreu nesta quarta-feira (29),  uma derrota no Senado com a aprovação do fim do sigilo nas operações de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)
 
Apresentada pela oposição na Câmara, a mudança foi incluída na Medida Provisória 661. A MP, que agora seguirá para a sanção da presidente Dilma Rousseff, também autorizou o Tesouro Nacional a conceder um empréstimo de R$ 30 bilhões ao BNDES.
 
O texto altera uma lei de 2009 para prever que "não poderá ser alegado sigilo ou definidas como secretas operações de apoio do BNDES ou de suas subsidiárias, qualquer que seja o beneficiário, direta ou indiretamente, incluindo nações estrangeiras".
 
Ou seja a mudança permite a abertura das operações do banco com países estrangeiros e com os chamados campeões nacionais, empresas que receberam aportes de recursos da instituição de fomento. Originalmente, a MP foi editada com o propósito de autorizar a União a conceder crédito ao BNDES e a destinar superávit financeiro das fontes de recursos existentes no Tesouro Nacional à cobertura de despesas primárias obrigatórias.
 
Um dos objetivos da oposição é ter acesso aos dados do financiamento do BNDES na construção do Porto de Mariel, em Cuba. As obras custaram US$ 957 milhões e receberam aporte de US$ 682 milhões do BNDES. Os oposicionistas na Câmara já protocolaram um pedido de criação da CPI sobre as operações do banco, mas ainda não há uma definição se ela efetivamente será aberta.
 
"Imagine o BID ou o Bird fazendo empréstimos secretos? Aqui, no BNDES, não temos o direito de saber em que condições recursos públicos estão sendo repassados, a taxas privilegiadas concedidas para governos amigos, cobertos pelo manto do sigilo", criticou o senador Alvaro Dias (PSDB-PR).
 
Após a votação, o novo líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS), disse que a maior preocupação com o fim do sigilo é com os empréstimos internacionais. Segundo ele, é preciso evoluir na questão.
 
"Eu conversei com o Luciano Coutinho (presidente do BNDES). Ele está disposto a fazer uma reunião fechada e ajustar quais são as informações que o BNDES pode socializar e que tipo de informação é segredo comercial e tem que ser preservado. Para estabelecer critérios claros, para começar acabar com esse discurso que o BNDES é uma caixa preta", disse o líder governista.
Um homem foi detido e depois liberado após furtar uma motocicleta como forma de ‘pagamento’ de uma dívida, no valor de R$ 600,00, na tarde desta quarta-feira (29), na rua Paulo Rodrigues Prado, no Jardim Mendonça, em Bauru. O veículo estava dentro de uma residência e foi furtado na última segunda-feira (28), na quadra 3 da rua Zoraide  Ribeiro Buso, também no Jardim Chapadão, em Bauru.

De acordo com a Polícia Militar (PM), o homem teria confessado o crime e que a dívida era de quando ele e um outro homem, que estava com a motocicleta, estavam na prisão. Uma denúncia anônima ajudou na abordagem do indiciado. Ele tem várias passagens por tráfico e responderá processo em liberdade.
Polícia Militar/Divulgação
Motocicleta apreendida. Ele tem várias passagens por tráfico e responderá processo em liberdade

Jedielson Castro era procurado desde o dia 19 de fevereiro, quando violentou uma universitária de 21 anos na Fazenda Lageado


Luiz Fernando/Jornal Acontece Botucatu
Jedielson estava escondido na casa da tia, em Igaraçu do Tietê
Após o homem que estava foragido ter sido preso nesta terça-feira (28),por violentar sexualmente uma mulher na frente da filha, no Distrito de Rubião Junior, em Botucatu (100 quilômetros de Bauru), foi a vez de Jedielson Castro ter sido identificado e preso em uma operação conjunta do município que envolveu as polícias Militar, Civil e a Guarda Civil Municipal (GCM), nesta manhã de quarta-feira (29). Ele é acusado de ter estuprado uma estudante de 21 anos na Fazenda Lageado e estava foragido desde o dia 19 de fevereiro (leia mais abaixo).

Após exatamente 69 dias de buscas e investigações, em meio a denúncias desencontradas de testemunhas, que diziam que ele poderia ter saído do Estado de São Paulo ou até mesmo ter sido morto recentemente, os policiais encontraram e prenderam Jedielson Castro na cidade de Igaraçu do Tietê (71 quilômetros de Bauru), escondido na casa de uma tia.

Em vistoria pelo local, a ação conjunta encontrou o foragido e o trouxe até a Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Botucatu, nesta quarta-feira, onde ele foi ouvido pela delegada titular da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), Simone Alves Firmino, que deu voz de prisão ao acusado pelo crime de estupro e roubo.

O crime

Conforme noticiado, no dia 19 de fevereiro deste ano, a universitária foi abusada sexualmente por volta das 14h30 daquele dia, uma quinta-feira, época de período letivo.

Segundo ela, durante um depoimento à PM feito na época, ao caminhar pela rua principal da histórica Lazenda Lageado, foi abordada pelo acusado que a ameaçou com uma faca.

Jedielson teria anunciado um assalto pedindo R$ 600,00 para pagar dívidas com drogas. Enquanto conversavam, o homem foi conduzindo a mulher sob ameaça para o final da rua, onde os dois passaram por uma porteira e pegaram uma estrada de terra.

Seguiram até chegar próximo a um rio, onde o desconhecido teria vendado a vítima e amarrado seus punhos para trás. Ele teria baixado o shorts dela e a estuprado e fugido em seguida.

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