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Joel Page/Reuters
A enfermeira Kaci Hickox, acompanhada do namorado Ted Wilbur,
fala com a imprensa em frente à sua casa em Fort Kent, Maine, EUA
Um juiz do Maine, nos Estados Unidos permitiu à enfermeira Kaci Hickox sair da quarentena imposta pelo governo do Estado após ela retornar da África, onde esteve cuidando de pacientes do ebola. A decisão foi tomada após autoridades licais entrarem na Justiça para impedir que a profissional de saúde saísse de casa durante o período de monitoramento, que se encerra no dia 10 de novembro.

Em um caso judicial que definiu o embate entre a liberdade individual e o medo da doença, o juiz Charles LaVerdiere decidiu que Hickox deve continuar monitorando sua temperatura duas vezes ao dia, mas está livre para sair de casa, já que não apresenta sintomas do ebola. Especialistas defendem que o vírus só pode ser transmitido a partir do momento em que o paciente passa a apresentar sinais da doença.

Após a decisão, um carro de polícia que vigiava a casa de Hickox deixou o local e a enfermeira saiu de casa para conversar com repórteres. Hickox disse que seus "pensamentos, orações e gratidão" permanecem com aqueles que ainda enfrentam o ebola no oeste da África.

No veredicto, LaVerdiere escreveu que sabe dos equívocos e desinformações espalhados pelo país sobre o ebola, mas que "a Corte está inteiramente consciente de que as pessoas estão agindo pelo medo e que esse medo não é completamente racional".

Um porta-voz do governador Paul Lepage não informou se o Estado iria recorrer à decisão.

Após diligências, polícia consegue reunir evidências do envolvimento do marido, que confessou o crime com riqueza de detalhes e foi autuado em flagrante


Menos de 12 horas após brutal assassinato de uma mulher de 33 anos por asfixia, com indícios de violência sexual, a Polícia Civil de Agudos (13 quilômetros de Bauru) reuniu provas do envolvimento do marido dela no crime. Na delegacia, ele acabou confessando que matou a esposa durante desentendimento motivado pela descoberta recente de uma traição e que tentou simular cenário de estupro seguido de homicídio.

Gislaine Cristina dos Santos Pereira da Rocha foi encontrada por populares já sem vida, ontem, por volta das 8h, num terreno baldio no Parque Pampulha, a cerca de 80 metros de sua residência. De acordo com informações da polícia, ela estava apenas de sutiã e blusa e parte dos seus seios estava exposta.

A calcinha, calça e bolsa da vítima foram localizadas ao lado do corpo, que apresentava sinais de esganadura. “Tudo indicava que ela teria sido vítima de abuso sexual e depois morta”, diz o delegado Jader Biazon, titular de Agudos. O marido de Gislaine, Reginaldo da Rocha, 41 anos, foi ouvido ainda no local do crime.

“Ele alegou aos policiais militares que a esposa havia saído para trabalhar por volta das 5h e que ele acreditava que ela havia sido estuprada assim que deixou sua casa e sido morta depois. Os vizinhos não ouviram nada e não havia testemunhas no local o que, inicialmente, prejudicou as investigações”, afirma.

Após perícia, o delegado ouviu a filha da vítima, de 15 anos. “No final da tarde, diante de todas as provas coletadas, apuramos que o autor do crime era o marido, o qual já vinha se desentendendo com ela há algum tempo. Há cerca de seis meses, segundo o relato dele, ele descobriu que ela estaria traindo ele com outro homem”, declara.

O crime

Segundo Biazon, Reginaldo disse que vinha sendo ofendido pela esposa e que, apesar das discussões, ainda a amava. Ontem, o acusado teria acordado às 5h para fazer café para ela e uma nova briga teve início. “Ela teria provocado ele cantando uma música sertaneja que seria tema do relacionamento extraconjugal”, relata o delegado.

Após sequência de discussões, que começou na cozinha e só terminou no quintal, ele chegou a esganar Gislaine, que desmaiou, mas recobrou a consciência e saiu para trabalhar.
Conforme versão de Reginaldo, ela teria retornado logo depois dizendo que iria denunciá-lo à polícia. “Eles voltaram a discutir. Ele deu uma rasteira nela, derrubando-a no chão, e passou a esganá-la”, conta.

Cena armada

Quando percebeu que a esposa estava morta, de acordo com o delegado, Reginaldo arrastou o corpo dela até o terreno baldio e tirou sua roupa para simular que ela havia sido estuprada e assassinada na sequência. Após confessar o crime com riqueza de detalhes, ele foi autuado por homicídio qualificado, por motivo fútil e asfixia.

Biazon representou pela conversão do flagrante em prisão preventiva. Os filhos do casal, de 3 e 15 anos, estão com uma irmã da vítima.

O JC apurou que Reginaldo é ex-policial militar e atuou em Agudos, Lençóis Paulista e Borebi. A informação não foi confirmada pelas Polícias Civil e Militar.

Estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que a maternidade entre adolescentes, índice que tem repercussão sobre a saúde, escolaridade e inserção no mercado de trabalho das mulheres, reduziu entre os anos de 2000 e 2010. Passou de 14,8% para 11,8% na faixa etária entre 15 e 19 anos. Entre as capitais, a menor média foi em Belo Horizonte, com 6,5% e a maior média foi em Boa Vista, com 16,9%. Entre os Estados, Roraima e Acre têm os maiores índices (20,1% e 19,9%, respectivamente); Distrito Federal e São Paulo, os menores (8% e 9,1%).

A proporção de adolescentes que tiveram apenas um filho é maior entre pretas e pardas - 14,1% das que têm de 15 a 19 anos são mães, contra 8,8% das brancas. Isso também ocorre se comparadas as regiões urbana e rural - 11,1% contra 15,5%. Na faixa etária de 25 a 29 anos, a diferença entra cidade e campo é ainda mais brutal - 57,9% das mulheres moradoras de área urbana tinham ao menos um filho, ante 75,9% nas áreas rurais.

A proporção de mulheres com ao menos um filho caiu em todas as faixas etárias. De 20 a 24 anos, baixou de 47,3% para 39,3%; de 25 a 29 anos, caiu de 69,2% para 60,1%; de 30 a 34 anos, passou de 81,9% para 76%.

Das 49,97 milhões de famílias que vivem no Brasil, 37% eram chefiadas por mulheres. Nas áreas urbanas, essa proporção é maior (39,3) do que nas regiões rurais (24,8%). Nas famílias formadas por casais, a proporção de mulheres responsáveis pela família é menor - 23,8%, quando há filhos, e 22,7%, quando não há filhos. Já nas famílias monoparentais, as mulheres predominam como chefes das famílias (87,4%).

Nas famílias com rendimento de até meio salário mínimo per capita, em área urbana, 46,6% eram chefiadas por mulheres. Esse índice é maior do que a taxa média para área urbana, de 39,3%. Nas famílias com maior rendimento (mais de dois sm per capita), a proporção de mulheres responsáveis é menor - 33,2%, em área urbana.

No Brasil, há 96 homens para cada 100 mulheres. O número de homens ultrapassa o de mulheres nos Estados da Região Norte e no Mato Grosso. O Rio de Janeiro tem a menor proporção de homens para mulheres - 91 para 100.

Na região Norte, a migração intensifica a concentração de homens uma vez que entraram mais homens que mulheres (113,9 homens para cada 100,0 mulheres) e saíram mais mulheres que homens (95 9 homens por 100,0 mulheres). O Nordeste foi a única região que apresentou saldo migratório negativo, e proporcionalmente saíram mais homens que mulheres desta região.

Maternidade precoce

O estudo aponta ainda que há proporção maior de mulheres de 15 a 17 anos que não trabalham nem estudam (12,6%), se comparada à dos homens (9,1%). Essa situação está "fortemente relacionada à maternidade", apontam os pesquisadores - 56,8% das jovens nessa faixa etária que tiveram filhos estão nessa condição; entre as que não foram mães, o índice era de 9,3%.

"No mercado de trabalho e renda você encontra uma situação mais desfavorável para as mulheres em relação aos homens. Mas você não vê isso na educação. Elas estão se escolarizando mais, têm maioria entre os universitários, têm menor atraso escolar em relação aos homens. Mas, por motivos que a gente acredita que vão além de políticas educacionais e políticas inclusivas no mercado de trabalho, não se vê a maior escolarização das mulheres sendo refletida no mercado de trabalho", afirma Bárbara Cobo, coordenadora de População e Indicadores Sociais do IBGE.

Ela aponta a maternidade como uma das causas. "A mulher ainda enfrenta a dupla jornada de trabalha. Os cuidados com pessoas da família, com afazeres domésticos estão substancialmente a cargo das mulheres. Ela tem que conciliar cuidados e afazeres com o trabalho. Elas são maioria nas universidades, mas com uma concentração delas em áreas que auferem menores rendimento no mercado de trabalho, como educação", ressalta.

Defasagem escolar

A defasagem escolar caiu mais entre as mulheres do que entre os homens nos últimos 20 anos. Em 1991, apenas 18,2% das adolescentes de 15 a 17 anos cursavam o ensino médio. Em 2010, essa proporção chegou a 52,2%. Entre os rapazes, o desequilíbrio entre idade e série também caiu, mas não tanto - passou de 13,2% em 1991 para 42,4% em 2010.

"O atraso escolar , que atinge mais fortemente os homens, pode estar relacionado aos diferentes papéis de gênero que antecipam sua entrada no mercado de trabalho. Apesar de a maioria dos homens e mulheres de 15 a 17 anos de idade estar apenas estudando, conciliar escola e trabalho ou apenas trabalhar é mais frequente entre os jovens", aponta o estudo.

As mulheres também são maioria no ensino superior - 15,1% das jovens de 18 a 24 anos cursam faculdade; entre os homens, o índice é de 11,3%. A disparidade é maior no Sul e no Centro-Oeste, de cinco pontos porcentuais entre homens e mulheres. "Como resultado dessa trajetória escolar desigual entre homens e mulheres, o nível educacional das mulheres é maior do que o dos homens", escreveram os pesquisadores do IBGE. Elas completaram o ensino superior em maior proporção do que os homens - 12,5% ante 9,9%, daqueles com mais de 25 anos.

Também há menos analfabetas (9,1% das mulheres com 15 anos ou mais) do que analfabetos (9,8% dos homens com 15 anos ou mais) em todas as faixas etárias, exceto na parcela da população com 60 anos ou mais. A queda do analfabetismo entre as mulheres foi mais rápida nas áreas urbanas - passou de 10,3% para 7,3%, entre 2000 e 2010, uma redução de 28,6%. Na zona rural, a redução foi de 21,3%. Saiu de 27% para 21,1%.

A adolescente teria vivido com o pai 'como esposa' durante três anos


Um homem de 42 anos foi preso, no começo da noite desta quinta-feira (30), acusado de estuprar a filha de 12 anos, em área rural de Lençóis Paulista (43 quilômetros de Bauru). De acordo com a Polícia Civil, os dois teriam vivido como casal durante os últimos três anos. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados para não comprometer as investigações e também em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

“A adolescente fazia de tudo: limpava, passava, cozinhava e tinha relações sexuais de três em três dias, segundo ela”, contou o delegado titular de Lençóis, Luís Cláudio Massa.
A menina teria ficado com medo de não ter onde morar, contribuindo para que não falasse com ninguém a respeito do que se passava. “Ela não tinha contato social, mal ia à escola”, explicou Massa.

Dois irmãos da menina, de 14 e 15 anos, também viviam com o homem. A mãe dos três adolescentes, de 39 ano e que atualmente mora em Bauru, teria se separado do pai em 2011. Apesar dela ter ficado com a guarda, acabou não tendo condições de manter os filhos e os entregou ao pai, relatou o delegado.

Também foi levantada a informação de que, também em 2011, um boletim de ocorrência (BO) foi registrado fora de Lençóis envolvendo o homem e sua filha. A natureza do caso seria de “atos libidinosos”, ou seja, podendo o autor ter molestado ou mesmo estuprado a vítima. A família teria morado também em outras cidades da região.

A situação só foi descoberta porque a menina, não aguentando mais, fugiu de onde morava com o pai para a casa da avó paterna, que acionou o Conselho Tutelar. As duas residências seriam próximas uma da outra, em uma mesma área rural.

A Polícia Civil de Lençóis logo foi notificada e se dirigiu até o local para prender o homem. Segundo Massa, ele confessou o crime ainda a caminho da delegacia. “O pai entendeu o amor da filha como interesse sexual. Ele contou tudo como se fosse algo natural”, avaliou o delegado.

A avó, que fez a denúncia, disse que nunca soube antes do que se passava na casa do filho. A adolescente afirmou que tentou falar com a mãe há cerca de dois anos sobre o que sofria. Ela ainda deve ser ouvida pela Polícia Civil, assim como os outros dois filhos. Será investigada a possibilidade deles também terem sido abusados. “É uma família totalmente desestruturada”, lamentou Massa.

Já foi pedida a prisão temporária de 30 dias para o pai da menina. Ele está sendo acusado por estupro com três agravantes: a vítima ser menor de 14 anos e ser sua descendente, além do ato ter ocorrido de forma contínua. 

A Câmara dos Deputados derrubou esta semana o decreto que regulamentava os conselhos populares e senador Renan Calheiros (PMDB) já avisou que a pauta deverá ser vetada também no Senado.
A presidente Dilma Rousseff e o presidente do Senado, Renan Calheiros, durante cerimônia de sanção da MP 615 no núcleo de apoio aos taxistas (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)
Neste 31 de outubro, data em que se celebra o Halloween em diversas partes do mundo, o UOL listou oito desafios da presidente que deverão enfrentar as "bruxas" do poder nos próximos quatro anos e que "doces" ela terá de entregar para evitar os "truques" do Congresso e do mercado financeiro.

Reforma política: A presidente já sugeriu um plebiscito para consultar a população sobre como deveria ser feita essa reforma, mas o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), já jogou um balde de água fria nas intenções de Dilma, dizendo que quem decide os rumos da reforma é o Congresso e que, no máximo, alguns tópicos deveriam ser referendados pela população. Dilma já cedeu. Aliás, a presidente já havia tentado propor um plebiscito deste tipo como uma reação às manifestações e protestos de junho de 2013, mas também não conseguiu apoio parlamentar à época.

CPI da Petrobras: O governo pretendia encerrar as investigações sobre as denúncias de corrupção na Petrobras até o fim deste governo, aproveitando-se da impossibilidade de ser aberta nova CPI antes do início da nova legislatura, mas o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que faz parte da base aliada da presidente e é tido como o favorito para comandar a Câmara no ano que vem, já declarou achar "muito difícil" que a CPI não aconteça em 2015.

Inflação: Neste caso, a presidente já começou a distribuir seus "doces" ao mercado. Nesta quarta-feira (29), o Banco Central já elevou a taxa Selic de 11% para 11,25% ao ano, com o objetivo de segurar os índices inflacionários e garantir um "cenário mais benigno para a inflação em 2015 e 2016".  Com isso, no entanto, encareceu os empréstimos bancários e aumentou a atratividade aos títulos da dívida pública.

Crescimento: Outra ação de Dilma esperada pelo mercado financeiro é a nomeação do novo ministro da Fazenda, já que a indicação da saída de Guido Mantega do cargo foi feita ainda em setembro pela então candidata à reeleição. Espera-se que o substituto seja alguém alinhado com as necessidade do mercado financeiro e que, portanto, atraia mais investimentos. A presidente já acenou que o novo nomeado pode ser alguém do mercado. Especula-se que entre os nomes esteja o presidente do Bradesco, Luiz Trabuco, mas também outro nome forte seria o ex-presidente do Banco Central nos dois governos Lula, Henrique Meirelles.

Lei anti-homofobia e casamento civil igualitário: A presidente assumiu como seus compromissos de campanha aprovar essas duas leis, mas, como em seu primeiro mandato, deverá enfrentar as "bruxas" da bancada evangélica. Embora a pauta desagrade os religiosos do Congresso, Dilma já garantiu que o casamento igualitário será defendido apenas na esfera civil e que a regulamentação na esfera religiosa fica a critério das igrejas.

Regulação da mídia: A proposta de regulamentação econômica da mídia tem como objetivo, segundo a presidente, acabar com o monopólio dos meios de comunicação. Embora a medida seja apoiada pela Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), as empresas de comunicação (muitas delas controladas por políticos e religiosos) são categoricamente contrárias ao que chamam de "tentativa de censura".

Pauta bomba: também conhecida como "bombas fiscais", trata-se de um conjunto de medidas que incluem a fixação de um piso salarial para servidores policiais, a prorrogação de benefícios fiscais para a Zona Franca de Manaus e reajustes salarias do Judiciário. No fim de 2013, Dilma fez o Congresso assinar um documento se comprometendo a não votar nenhuma dessas medidas até o segundo semestre de 2014 para não comprometer as contas públicas e as metas fiscais. O prazo está prestes a se esgotar, mas novamente o senador Renan Calheiros se pronunciou sobre o assunto, dizendo que "não haverá pauta bomba".

Reforma tributária: Este é um tópico particularmente complicado e que vem se arrastando desde os governos FHC e Lula porque afeta diretamente a arrecadação do Estado em otdas as esferas. Em um governo com 39 ministérios e mais inúmeros cargos comissionados que procuram atender à base aliada, Dilma pode ter dificuldades em fazer qualquer mudança nesse sentido, a não ser que enxugue a máquina pública, outra de suas promessas para o próximo mandato.
fonte: folhacg

Moradores de Agudos se comoveram com a história do menino de SC. 
Criança se recupera de um câncer no fígado após receber transplante.

Do G1 Bauru e Marília
João Victor se recupera de um câncer (Foto: Reprodução/ RBS TV)João Victor se recupera de um câncer
(Foto: Reprodução/ RBS TV)
campanha “Todos por uma vida” que arrecadou dinheiro para manter a família do menino catarinense João Vitor que fez um transplante de fígado em agosto foi retomada nesta semana após a criança voltar a ser internada em São Paulo.
O casal de Agudos (SP) que criou a campanha tinha encerrado a ajuda no começo de outubro porque já tinham arrecadado o dinheiro necessário para mantê-lo na capital paulista durante o tratamento e a menino recebeu a autorização para voltar a Florianópolis (SC). Porém na tarde de quinta-feira (30), o menino precisou ser transferido com urgência para o hospital em São Paulo.
João foi internado em Santa Catarina na segunda-feira (27) após ter febre e na quarta-feira (29), ele apresentou presença de líquido pulmonar que transformou-se em pneumonia. Ele também foi diagnosticado com infecção no fígado. Mas na quinta-feira ele precisou ser levado para o hospital em São Paulo. Em entrevista ao G1, a avó do João, Maria dos Santos, contou que os médicos disseram nesta sexta-feira (31) que ele está com uma infecção no intestino. “É menos grave do que falaram. Ele já foi medicado e está no quarto”. Mesmo assim, ainda não há data para que ele tenha alta.
No dia 15 de novembro João Victor completa cinco anos, mas por enquanto a festa foi cancelada até acabar o tratamento do menino. O casal de Agudos ainda não conheceu o menino pessoalmente, mas já foram convidados para a festa de aniversário e pretendem encontrar João em breve.Com isso, a família volta a ter gastos fora do orçamento. Então Vicente Evaristo Damante Netto e Soraya Hussein Damante decidiram retomar a campanha. “Eles terão despesas de novo com alimentação, transporte. E a família não te que ter preocupação com dinheiro, exclusivamente com a saúde do João”, afirma Vicente.
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Arrecadação de campanha triplica em uma semana (Foto: Alan Schneider/G1)Arrecadação de campanha triplica em uma semana (Foto: Alan Schneider/G1)
Entenda o caso
Até abril deste ano, João Victor, de 4 anos, e Tatiana de 33 anos não se conheciam. Ele foi diagnosticado com câncer no fígado quando tinha 2 anos. Ela se sensibilizou com a história do menino quando o conheceu em uma igreja. O menino procurava um doador, mas não tinha ninguém na família compatível. Na intenção de ajudar de alguma forma, Tatiana descobriu que poderia fazer a doação de parte do órgão para João.
O único problema é que ela precisava emagrecer pelo menos 27 quilos para fazer a cirurgia, porque ela estava acima do peso, com 103 kg. Com a ajuda de, até então, desconhecidos, como uma nutricionista e um personal trainer voluntários, ela começou a luta para perder os quilos a mais. Nesse tempo, os médicos chegaram a não dar mais esperança a João, mas ele melhorou e Tatiana conseguiu emagrecer. Com tudo pronto, os dois viajaram para São Paulo em agosto para realizar o procedimento.
Foram quase 11 horas de cirurgia e os dois se recuperaram bem. Tatiana já teve alta e voltou paraFlorianópolis. João teve alta da UTI, mas continua internado. Ele ainda passará por tratamento durante três meses em São Paulo antes de voltar para casa.
No fim de agosto, a história foi contada pelo Fantástico e o casal de Agudos entrou em contato com a família de João para ajudar de alguma forma, quando decidiram fazer uma campanha para arrecadar dinheiro para mantê-los em São Paulo. Após a divulgação da iniciativa no G1, a arrecadação triplicou em uma semana. Com a volta da família para Santa Catarina, a campanha foi encerrada porque eles já tinham o dinheiro necessário.
Apreensão recorde realizada neste ano no RS ajudou PF a chegar até suspeitos (Foto: Divulgação/PF)
Apreensão recorde realizada neste ano no RS ajudou PF a chegar até suspeitos (Foto: Divulgação/PF)



Porto Alegre, 31 out (EFE).- A Polícia Federal desarticulou nesta sexta-feira uma rede de tráfico internacional de drogas, que trazia cocaína da Bolívia para o Brasil através de pequenas aeronaves.
A operação Garruchos visava cumprir cinco mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva em Porto Alegre. Os agentes investigavam os responsáveis pelos voos, que passavam pela Argentina. Após o avião cruzar a fronteira oeste do Rio Grande do Sul, a droga era jogada em campos da região.
A cocaína era transportada para o Brasil em veículos e abastecia principalmente pontos de venda de droga da zona sul de Porto Alegre, cidade onde as aeronaves aterrissavam.
A investigação da PF começou em maio, com a identificação de um grupo de traficantes. Além das ordens de prisão e de busca e apreensão, a Polícia Federal solicitou à Justiça Federal o sequestro de quatro casas em Porto Alegre e de um sítio em Viamão.
Os integrantes do grupo serão indiciados por tráfico internacional de drogas e associação para o tráfico. EFE

Assembleia de mulheres
Dados do IBGE revelam que as mulheres brasileiras tiveram 12,8% de aumento na renda média mensal entre 2000 e 2010
As mulheres brasileiras já engravidam menos na adolescência, estudam mais do que os homens e tiveram aumento maior na renda média mensal, mostram as Estatísticas de Gênero do IBGE, um recorte inédito de dados do Censo de 2010 divulgado nesta sexta-feira.
Mas elas ainda ganham salários menores e têm dificuldade de ascender na carreira.
Segundo a pesquisa, entre os anos de 2000 e 2010, as mulheres brasileiras tiveram um aumento de 12,8% na renda média mensal, contra 3,6% de aumento da renda dos homens, o que na visão dos especialistas mostra um avanço rumo à equiparação salarial.

Vantagem educacional

A renda média do homem brasileiro, no entanto, ainda é maior. Os dados mostram que um homem ganha em média R$ 1.522 por mês, enquanto uma mulher recebe R$ 1.123.
Quando comparados por área de atuação, os salários das mulheres também são sempre menores.
Pessoas na faixa dos 25 anos ou mais, atuando nos ramos de Ciências Sociais, negócios e Direito, por exemplo, ganham em média R$ 4.650,90 se forem homens e R$ 3.081,40 se forem mulheres.
Já no setor de engenharia, produção e construção, os homens recebem em média R$ 5.985,60 e as mulheres R$ 3.976,10.
Em contraste, a mulher aparece com vantagem em praticamente todos os indicadores educacionais.
Há menos mulheres analfabetas e ,entre as pessoas de 18 a 24 anos, 15,1% das mulheres frequentam o ensino superior, contra 11,3% dos homens.
A proporção dá vantagem para as mulheres em todas as regiões do país.

Avanços e desafios

Para Eleonora Menicucci, ministra-chefe da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), a pesquisa mostra tanto um avanço geral e um aumento do protagonismo das mulheres na sociedade quanto a necessidade de continuar progredindo na eliminação das desigualdades de gênero.
“As mulheres engravidam mais tarde, estudam cada vez mais e ocupam um número maior de postos no mercado de trabalho. Estão em todas as profissões, inclusive aquelas consideradas masculinas, como engenharia civil, mecânica, automação, condução de veículos pesados, taxistas, entre outras", afirmou a ministra, em entrevista à BBC Brasil.
"Mas mesmo assim continuam ganhando menos”.
A ministra chama a atenção para o dado sobre a gravidez na adolescência, visto como uma melhora social que dá mais empoderamento à mulher.
De acordo com o IBGE, a proporção de mulheres na faixa entre 15 a 19 anos com ao menos um filho diminuiu de forma geral - de 14,8% para 11,8% - entre 2000 e 2010.
Embora haja Estados com percentuais maiores ou menores, todos apresentam redução na taxa.
“É um dado importante. Primeiro, eu acredito que as adolescentes estejam procurando mais os serviços de orientação reprodutiva no SUS, conforme o preconceito contra esse serviço diminui. Por outro lado, temos o programa Rede Cegonha, que amplia as ações nesta área desde o planejamento reprodutivo”, afirma Menicucci.

Reprodução, patriarcado e altos cargos

Para a Professora Ligia Pinto Sica, coordenadora do Grupo de Pesquisas em Direito e Gênero da Fundação Getúlio Vargas (FGV), dois motivos ajudam a explicar os salários menores das mulheres.
Ela cita a cultura patriarcal, que valoriza mais o trabalho do homem, e a questão reprodutiva - empregadores enxergam perdas produtivas quando funcionárias grávidas saem de licença maternidade.
“É um traço cultural. O Brasil mantém o estereótipo de gênero no qual o salário do homem vale mais do que o da mulher, e isso é reforçado pelo fato de que a licença maternidade, de até seis meses, é muito maior do que a paternidade, de apenas cinco dias. Passa-se assim a ideia de que cuidar do filho é responsabilidade única da mulher”, afirma a pesquisadora.
Cabeleireira trabalhando
Para pesquisadores, cultura patriarcal brasileira é o principal fator para manter a desigualdade salarial entre homens e mulheres
Sica diz que uma possível medida para mudar tal percepção seria aumentar o período de licença paternidade.
“A sociedade precisa perceber que num dado momento o homem pode entrar em campo para que a mulher não tenha que necessariamente perder sua posição no mercado de trabalho”.
Num estudo recente, Sica analisou 837 companhias de capital aberto, bem como 73.901 cargos de diretoria e membros de conselhos administrativos no período de 1997 a 2012.
A conclusão foi de que a taxa de mulheres nos cargos mais altos das empresas brasileiras se manteve a mesma em 15 anos.
“Há uma estagnação. A mulher estuda, prepara-se e entra no mercado. Mas não consegue avançar na carreira".
"Apenas 7,7% destes 73.901 cargos são ocupados por mulheres".
Para Menicucci, o cenário deixa claro que a mulher consegue “entrar no mercado de trabalho, mas não consegue ascender".

Ranking Internacional

Nesta semana o Fórum Econômico Mundial, com sede na Suíça, divulgou um ranking internacional de igualdade de gênero no qual o Brasil caiu nove posições, aparecendo na 71ª colocação.
Em 2013, o país ocupava a 62ª posição na lista.
A organização avaliou as diferenças entre homens e mulheres na saúde, educação, economia e indicadores políticos em 142 países. Apesar de ressaltar que no setor educacional o Brasil ganhou a nota máxima, viu problemas nas questões salariais e de empoderamento político.
"A queda do Brasil (…) aconteceu mesmo tendo preenchido com sucesso ambas as lacunas entre gêneros no nível educacional e de saúde e sobrevivência. Sua prioridade agora deve ser garantir retornos em seus investimentos através do aumento da participação feminina na área de trabalho", disse o relatório.
Embora reconheça que o Brasil precise avançar na participação das mulheres na política, a ministra Menicucci diz que o ranking não levou em conta avanços recentes.
“Temos a primeira mulher eleita e reeleita presidente. Tivemos 11 mulheres ocupando cargos de ministras. Pela primeira vez nesta eleições o TSE rejeitou listas de candidatos de partidos que não continham um mínimo de 30% de mulheres. São dados importantes que deveriam ter sido computados”, avalia.

Medida entrou em vigor às 5h desta sexta no aeroporto de Guarulhos.
Passageiros terão de preencher questionário com informações médicas.

Do G1 DF

Infográfico sobre ebola, V6 (Foto: Infográfico/G1)
O Ministério da Saúde anunciou nesta sexta-feira (31) que o Brasil passou a medir a temperatura de passageiros que embarcam de Guiné, Serra Leoa e Libéria, países da África Ocidental onde há surto de ebola, como medida para conter a epidemia da doença. Passageiros também receberão um folheto com informações sobre o sistema de saúde brasileiro e um questionário, que deverá ser preenchido pelo viajante junto com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Febre é um dos sintomas da doença, que já fez quase 5 mil mortes nos oito países afetados pelo surto até 27 de outubro, segundo a Organização Mundial da Saúde. No total, há registro de 13 mil pessoas infectadas pela doença.
De acordo com a pasta, até o fim de novembro, todos os aeroportos que recebem passageiros de países afetados passarão a cumprir a medida. Segundo o Ministro da Saúde, Arthur Chioro, do começo do ano até a semana passada,  chegaram ao Brasil 529 passageiros de origem nos países afetados pela doença.
O secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, informou que o procedimento começou a ser aplicado às 5h desta sexta em dois terminais do Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, que recebe 1 passageiro vindo dos três países da África Ocidental para cada 40 mil que desembarcam no terminal. No entanto, nenhum passageiro teve a temperatura aferida nesta sexta, disse.
Até o final de novembro, os aeroportos internacionais do Galeão (RJ), Fortaleza (CE), Viracopos (SP), Salvador (BA) e Brasília (DF) passarão a adotar o procedimento, segundo o ministério.
O ministério informou que não a intenção não é restringir viagens, mas acrescentar "proteção sem causar transtornos aos passageiros”.
Procedimento
Os passageiros que declaram ter chegado de Guiné, Serra Leoa e Libéria ou que tenham passaporte desses três países serão abordados pela Vigilância Sanitária. O folheto que receberão apresenta o histórico do imigrante e poderá ser apresentado a unidades do SUS caso haja necessidade de atendimento.
Segundo Barbosa, a Anvisa foi orientada a informar ao passageiro que o SUS é gratuito, para assegurar que pessoas com suspeita de ebola busquem tratamento. “Nos países onde vivem, não existe sistema universal de saúde como no Brasil. Isso é muito importante para evitar que a pessoa fique em casa dois ou três dias sem ter segurança de procurar o SUS”, afirmou.
O secretário também disse que o procedimento da Anvisa vai acabar com dificuldades de comunicação entre os estrangeiros e as unidades de saúde. De acordo com Barbosa, por causa da barreira de idioma, poderia-se confundir “Líbano com Libéria”. “[O folheto] vai permitir que a unidade imediatamente saiba se é realmente um caso suspeito ou se a pessoa chegou há três meses, período muito maior do que o de encubação.”
Para o ministro Arthur Chioro, a preocupação do governo com a medida é “nem tanto com o monitoramento, e sim com a qualificação da informação” porque o Brasil é um país com “baixíssimo risco de transmissão de ebola”. Ele disse que houve reunião entre secretários estaduais e municipais, juntamente com a Polícia Federal e as companhias aéreas, nesta quinta-feira para definir as medidas tomadas nesta sexta.
“É importantíssimo que todo o trabalho com a participação da Anvisa se tenha essa informação clara. Nós entendemos que nosso papel é facilitar a capacidade de diálogo entre as equipes de saúde e os pacientes”, disse o ministro. Ele informou que a mesma medida será adotada também em estados que fazem fronteira com outros países e em portos brasileiros que recebam navios de bandeira da Libéria, Guiné e Serra Leoa.
Ministro da Saúde e secretário de vigilância em entrevista nesta sexta (31) (Foto: Gabriel Luiz/G1)Ministro da Saúde e secretário de vigilância em entrevista nesta sexta (31) (Foto: Gabriel Luiz/G1)
Reações no mundo
Nesta segunda-feira (27), o governo americano recomendou quarentena voluntária em casa para pessoas com maior risco de infeccção. Também determinou que a maioria dos trabalhadores que retornam da África Ocidental será submetida a acompanhamento diário sem isolamento.
Nesta terça (28), a Austrália passou a negar vistos para pessoas vindas da Serra Leoa, Guiné e Libéria, na África Ocidental — países onde há surto de ebola. A medida australiana em fechar as portas para a região gerou críticas por especialistas em saúde. A Austrália não registrou nenhum caso de contaminação, apesar de apontar uma série de casos suspeitos.
O ministro Arthur Chioro criticou a atitude da Austrália e disse que barrar viajantes da África Ocidental é uma medida que o governo brasileiro não adotará por não haver nenhuma recomendação por parte da Organização Mundial de Saúde (OMS). “Quem hoje compreende o mecanismo de transmissão da doença não pode concordar com uma medida dessa natureza”, afirmou.
Libéria
A OMS confirmou nesta quarta-feira (29) a diminuição de casos de ebola na Libéria, um dos países mais afetados pela epidemia, embora tenha advertido que ainda é cedo para comemorar. No dia anterior, a Cruz Vermelha do país havia constatado queda no número de mortos pelo ebola na região desde o começo de outubro.
Transmissão
O ebola é uma doença infecciosa grave provocada por um vírus. Os sintomas iniciais são febre de início repentino, fraqueza intensa, dores musculares, dor de cabeça e dor de garganta.
Depois vêm vômitos, diarreia e sangramentos internos e externos. Ela é transmitida pelo contato direto com os fluidos corporais da pessoa infectada: sangue, suor, saliva, lágrimas, urina, fezes, vômito, muco e sêmen. Não há risco de contaminação pelo ar.
Suspeitas nacionais
O Brasil registrou três suspeitas da doença. Um guineano deu entrada em uma UPA de Cascavel, no interior do Paraná, no dia 9 deste mês relatando febre. Seguindo o protocolo da Organização Mundial de Saúde, o homem fez dois testes – os dois deram negativo.
Depois, um jovem de 22 anos deu entrada em uma UPA de Foz do Iguaçu, também no Paraná, no dia 16, relatando sintomas da doença. O prédio foi temporariamente fechado, e o paciente, isolado. Quando a secretaria constatou que ele havia viajado para China, Dubai, Líbano e Itália – nenhuma dessas localidades foi afetada pela epidemia do vírus –, a suspeita foi descartada. Ele tinha hepatite A.
O terceiro caso suspeito ocorreu em Brasília, no dia 23 de outubro. Um comissário de bordo panamenho foi internado em um hospital particular da Asa Sul com febre e náuseas. A unidade de saúde também chegou a ser isolada, mas a Secretaria de Saúde descartou o caso porque exames comprovaram que ele tinha uma infecção intestinal e não esteve nos países com surto da doença.
Até o momento, oito casos de ebola foram tratados nos Estados Unidos. Duas enfermeiras, que contraíram a infecção em território americano, são monitoradas. Na Europa, ao menos nove pacientes receberam tratamento. Um deles, a enfermeira espanhola Teresa Romero, foi infectada em Madri, enquanto os demais casos foram importados.
Kit contra ebola
A Secretaria de Saúde do Distrito Federalanunciou que vai comprar, com dispensa de licitação, 2,3 mil kits para atender pacientes com ebola na capital federal. Eles ficarão disponíveis no Hospital Regional da Asa Norte, referência para doenças do tipo na capital do país.
Cada kit tem protetor facial com viseira flexível, óculos de proteção, botas de PVC, macacão impermeável, avental de napa e saco vermelho para coleta de resíduo hospitalar. Os valores, de acordo com a pasta, ainda estão sendo pesquisados.
Embora o Brasil não tenha registrado casos confirmados e o país não tenha voos diretos para as regiões de maior incidência da doença, a Secretaria de Saúde disse em nota acreditar que a "ausência dos itens deste objeto [o edital] acarretará enorme prejuízo no atendimento ao usuário do sistema de saúde, na segurança dos profissionais e inclusive com risco de morte de usuários e profissionais".
Linhas mostram projeção do deslocamento populacional na Libéria, país mais afetado pelo ebola nesta epidemia (Foto: Flowminder.org/Divulgação)Linhas mostram projeção do deslocamento populacional na Libéria, país mais afetado pelo ebola nesta epidemia (Foto: Flowminder.org/Divulgação)
Celular
Telefones celulares podem ser usados como uma ferramenta para abastecer autoridades e organizações humanitárias sobre o deslocamento de pessoas em áreas afetadas pela doença.
Quando alguém faz uma ligação ou manda uma mensagem com o celular, o aparelho envia sinais à torre de celular mais próxima. Dessa forma, é possível determinar a localização aproximada do usuário.

Caso as operadoras de celular concordem em fornecer os dados aos pesquisadores, é possível criar um “raio X” da movimentação populacional na região e traçar estratégias mais eficazes de combate à doença.

Números da epidemia
Desde março, foram registrados casos de ebola em oito países. Dois desses países, Nigéria e Senegal, já estão livres da doença. Veja, abaixo, detalhes dos locais com casos de ebola:
Guiné: Foram 1.906 casos - entre confirmados, prováveis e suspeitos - e 997 mortes provocadas pelo ebola.
Libéria: Foram 6.535 casos - entre confirmados, prováveis e suspeitos - dos quais 2.413 levaram a mortes.
Serra Leoa: Foram 5.235 casos - entre confirmados, provaveis e suspeitos - e 1.500 mortes pela doença.
Espanha: Houve um caso da doença e a paciente se recuperou.
Estados Unidos: Foram quatro casos diagnosticados no país: um paciente morreu.
Nigéria: Foram 20 casos de ebola - entre confirmados e prováveis - que levaram a 8 mortes. O país já está livre da doença.
Senegal: Houve apenas um caso da doença e o paciente se recuperou. O país já está livre da doença.
Mali: Foi constatado um caso de contaminação, uma criança, que morreu vítima da doença.

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