Últimas Notícias

Compartilhe

Agência Brasil
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) concedeu liminar desobrigando um grupo de empresas de telecomunicações de cumprir algumas regras estabelecidas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) que beneficiam os consumidores. As empresas não terão, por exemplo, que retornar imediatamente as ligações feitas aos call centers, que tenham sofrido interrupção, nem estender para os clientes antigos os mesmos benefícios das ofertas praticadas para captar novos clientes.
A medida liminar favorece as empresas inscritas na Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas (Telcomp), que inclui operadoras como Claro, Embratel, GVT, Net, Nextel, Sky, TIM Celular, Oi Móvel, Vivo e Algar Telecom. Outros itens que as empresas não terão que cumprir são os que determinam que a prestadora deve fornecer informações sobre o plano de serviço no ato da contratação e o que veda a cobrança pelo restabelecimento da prestação do serviço.
anatel-sede-agencia-nacional-telecomunicacoes
O Regulamento Geral de Direitos do Consumidor de Serviços de Telecomunicações (RGC), que entrou em vigor no dia 8 de julho, trouxe novas regras a serem seguidas pelas empresas de telefonia, internet e TV por assinatura.
No pedido feito ao TRF, a Telcomp argumenta que o prazo para o atendimento das obrigações, de 120 dias, foi irrisório, e nesse período as exigências contidas no regulamento ainda não eram totalmente claras para as prestadoras do setor, redundando em diversas reuniões entre as empresas do setor e a Anatel, o que tornou mais exíguo o tempo destinado para a implementação das mudanças.
Em nota, a Anatel informou que vai defender em juízo, por meio da Advocacia-Geral da União, a legalidade dos artigos do regulamento. Segundo a agência, todas as empresas de telecomunicações tiveram 120 dias para se adaptar às novas regras, e participaram ativamente do grupo de implantação do regulamento. “A Anatel considera que as regras criadas pelo RGC representam um avanço nos direitos do consumidor de telecomunicações”, disse a agência.
O  juiz da 21ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal Victor Cretella disse que é preciso ouvir a Anatel para a formação da decisão final, mas suspendeu a eficácia de algumas obrigações até que cheguem mais elementos para exame da matéria. A Telcomp ainda não se posicionou sobre a decisão.



Bandidos invadiram uma empresa de fibras, localizada na estrada municipal que liga Botucatu a Itatinga, renderam funcionárias e arrombaram um caixa eletrônico, na madrugada desta quinta-feira (31), zona rural de Botucatu (100 quilômetros de Bauru).

De acordo com a Polícia Civil, o crime aconteceu por volta das 3h30. Duas funcionárias, que trabalham na cozinha, informaram à polícia que três homens, encapuzados e armados com revólveres e facas, cortaram o alambrado que ficava nos fundos do estabelecimento e invadiram o local pela mata.

Os criminosos renderam as  funcionárias, as amarraram e roubaram R$ 200,00 que estava  no caixa do restaurante. Em seguida, enquanto as vítimas estavam rendidas, os bandidos se direcionaram até os dois caixas eletrônicos da agência Santander.

Munidos de maçarico, eles acessaram o cofre de um deles. Já o outro não foi arrombado, mas ficou danificado. Após o roubo, o trio fugiu do local.

Por volta das 6h, as funcionárias acionaram a Polícia Militar (PM) e os militares realizaram patrulhamento pela área, mas os bandidos não foram encontrados. No local, os policiais localizaram uma calça jeans, uma alavanca de ferro, o maçarico e um par de luvas de couro.

Ainda segundo a polícia, o banco não informou a quantia levada pelos criminosos.  A Polícia Científica foi acionada para realizar Perícia Técnica e a ocorrência foi registrada como roubo.



Douglas Reis
Grevistas querem chamar a atenção da reitoria da Unesp e da população de Bauru para problema salarial
Na manhã desta quinta-feira (31), a portaria 1 da Unesp permaneceu trancada e com a presença de funcionários e professores da universidade que ainda permanecem em greve.

Apesar de uma liminar que foi divulgada nesta terça-feira, impedindo o “trancaço” da universidade, membros da Adunesp Sindical realizaram uma manifestação para reclamar do congelamento de salários de professores e funcionários e mantiveram a portaria 1 fechada. Porém, o acesso à universidade foi possível pela portaria 2 que permaneceu aberta.

A liminar da juíza Liliane Keyko Hioki, da 3ª Vara da Fazenda Pública, embora assegure o direito constitucional de greve, impede que esse tipo de manifestação ocorra com “atos violentos contra pessoas ou bens e tampouco legitima o direito de reivindicação, a tomada de posse de bens pertencentes àquele contra quem a reivindicação é direcionada”.  

Ari Fernando Maia, 47 anos, professor da Faculdade de Ciências de Bauru e membro da Adunesp Sindical e também do comando de greve afirmou que o objetivo da manifestação é chamar a atenção da reitoria, da população bauruense e também dos colegas de trabalho que ainda não estão mobilizados.

Ari Fernando acredita que um reajuste seria possível, mas que ele não ocorre apenas por uma decisão política, e que a desvalorização do trabalho do professor universitário pode inferir no futuro da educação do país. “Se você perde salários, você tem um esvaziamento da universidade. Historicamente isso correu com o ensino básico nas escolas. O professor nos anos 60 ganhava bem, mas o salário foi corroendo e agora as pessoas que têm qualificação e dedicação preferem fazer outra coisa. As universidades estaduais não podem deixar isso ocorrer”, afirma Ari.

Os grevistas, que tiveram seus salários congelados, pedem um reajuste salarial referente à inflação (6,7%), acrescido por mais 3%.

Reunião em São Paulo

Hoje haverá uma reunião na reitoria da Unesp, em São Paulo a partir das 12h com o intuito de discutir a situação política, orçamentária e administrativa da universidade.

A reunião deve contar com membros do Conselho Universitário, representantes e diretores de diferentes campi da Unesp, Corpo Técnico da reitoria, membros dos sindicatos dos professores e funcionários e a vice-reitora Marilza Vieira Cunha Rudge.

De acordo com Ari Fernando Maia, os grevistas esperam que nessa reunião do Conselho Universitário ocorra algum avanço.

Entretanto, segundo a assessoria de imprensa da Unesp, na reunião que será realizada nesta quinta-feira, não será debatido sobre um possível reajuste salarial, pois a reunião de hoje é somente entre unespianos, enquanto o reajuste será debatido entre representantes das três universidades estaduais (USP, Unesp e Unicamp).

Uma reunião entre o Cruesp e o Fórum das 6, que poderá debater sobre o reajuste salarial está marcada para o dia 3 de setembro. 

Greve na Unicamp

A diretoria da ADunicamp (Associação dos Docentes da Unicamp) reúne-se nesta quinta-feira a partir das 10 horas, com o reitor José Tadeu Jorge, para retomar as negociações salariais e as reivindicações dos professores que estão em greve na universidade desde o dia 27 de maio. 
O resultado das negociações será informado aos professores na assembleia, também marcada para esta quinta-feira, a partir das 16 horas, no auditório da sede da ADunicamp. 
 
Conforme decidido na última assembleia, realizada dia 24, a ADunicamp encaminhará ao reitor a proposta de um abono de 26% do valor dos salários, a ser pago em uma única vez até que sejam retomadas as negociações da campanha salarial das três universidades em greve.
 
O Cruesp (Conselho dos Reitores das Universidades Paulistas) anunciou que só vai retomar as negociações da campanha salarial a partir de setembro. 
 
Em reuniões com os professores e funcionários da universidade, ocorridas durante a greve, o reitor Tadeu afirmou que a Unicamp tem condições financeiras de propor um reajuste salarial de até 5,2%. 
 
Como este valor não pode ser adicionado mensalmente aos salários em forma de abono, os professores em greve decidiram propor o pagamento do abono em uma única vez. 

Ele não aceitou o término do namoro com a jovem de 16 anos e a ameaçou com fotos dele armado via WhatsApp


Bruno Freitas

Fotos: Bruno Freitas
O acusado foi preso em sua residência por tráfico de drogas e posse de pistola calibre 765
“Eu vou fazer justiça com as minhas próprias mãos ainda hoje”. Era esse o pensamento de um homem de 25 anos que foi preso pela Polícia Militar (PM) no final da manhã desta quinta-feira (31), na rua Antônio José Gando, no Núcleo Geisel, em Bauru. Ele pretendia matar a ex-namorada, de 16 anos.

Rafael Vinícius Pinheiro foi preso em flagrante em sua residência por posse ilegal de arma de fogo e por tráfico de drogas. Foram apreendidos no guarda-roupas do quarto do acusado uma pistola Taurus calibre 765, de grande poder de fogo, além de dois tabletes de maconha, duas balanças de precisão, 10 pedras brutas de crack (tijolinhos) e cerca de 50 papelotes de maconha. Nenhuma munição foi encontrada no local e a numeração da arma estava intacta.

WhatsApp

Segundo o 2º sargento da 1ª Cia da PM, José Carlos Cruz, o indivíduo ostentava que possuía a arma de fogo e utilizava o WhatsApp (aplicativo de celular) para enviar fotos com uma pistola para seus contatos e ameaçar a adolescente de morte, caso ela não reatasse o relacionamento. Cruz informou ainda que os gastos do celular da jovem eram financiados por Rafael, dinheiro esse, possivelmente do tráfico de drogas praticado pelo acusado.

Prisão

Ainda de acordo com a polícia, a jovem teria sido agredida no início da manhã, na frente casa do ex-namorado. Ela passou mal e precisou ser encaminhada ao Pronto-Socorro Central (PSC) pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

“Não satisfeito com a primeira agressão, ele foi até o PSC, onde ela recebeu alta, pegou o celular da ex e encontrou mensagens particulares entre ela e outro rapaz, na qual possuía um novo relacionamento. Insatisfeito, ele ameaçou ela na frente de outras testemunhas”, disse o 2º sargento Cruz.

Ainda de acordo com ele, a polícia foi acionada pelo PS e a jovem acusou o rapaz de possuir a arma e de ameaçá-la. Rafael, inclusive, repetiu que iria matar a jovem na frente de toda a equipe da PM. “Eu vou fazer justiça ainda hoje. Ela está saindo com uma cara que traficava comigo”, disse Rafael, entregando a possível pratica do crime de tráfico de entorpecentes.

Os policiais o encaminharam até a residência na qual ele vive com os pais e fizeram as apreensões. Ele recebeu voz de prisão em flagrante e aguarda vaga em um dos Centros de Detenção Provisória de Bauru (CDP).

Bruno Freitas
Ostentação - Rafael gostava de mostrar aos seus contatos no WhatsApp que ele possuía arma de fogo

L

Ato estaria marcado para esta quinta-feira. Descumprimento da ordem resultará em multa de R$ 10 mil


Paola Patriarca
Greve nas universidades estaduais duram mais de dois meses
Foi divulgado nesta terça-feira (29), uma liminar da Justiça que impede o “Trancaço” proposto pelos grevistas na Unesp.
O “trancaço”, que estava previsto para esta quinta-feira, seria realizado pelo Sindicato dos Trabalhadores da Unesp (Sintunesp) e impediria o “ir e vir” dentro do campus da universidade.
A liminar proíbe a realização de qualquer tipo de fechamento das entradas, e o descumprimento da ordem resultaria em uma multa diária de R$ 10 mil.
A Unesp informou que a juíza Liliane Keyko Hioki, da 3ª Vara da Fazenda Pública, afirmou que, embora seja assegurado o direito constitucional de greve, “esse tipo de manifestação encontra limites dentro de nossa ordem jurídica, não se legitimando atos violentos contra quem quer que seja e contra bens; tampouco legitima o direito de reivindicação, a tomada de posse de bens pertencentes àquele contra quem a reivindicação é direcionada”.
Sintunesp realiza reunião
Éder Azevedo
Ari Fernando Maia: "Temos mais dúvidas do que certezas sobre esta liminar"
Na manhã desta quarta-feira, uma reunião está sendo realizada na biblioteca do campus de Bauru entre representantes Sintunesp e da Associação dos Docentes da Unesp (Adunesp). 
O professor, membro do Adunesp e do comando de greve, Ari Fernando Maia, disse que o momento é de dúvida entre os grevistas. "Neste momento temos mais dúvidas do que certezas e necessitamos de um esclarecimento jurídico maior. Por exemplo, esta liminar é eterna? Não sabemos qual a natureza desse estabelecimento jurídico e por isso estamos buscando esclarecimento com advogados e discutindo em outros campi, como é que  essa situação está e quem está mobilizado e teria forças para fazer o trancaço", informou Ari. 

Entretanto, apesar das dúvidas, até antes do final da reunião realizada nesta manhã, Ari informou que o trancaço está mantido. "A informação que eu posso te dar agora é a seguinte: a atividade, até o momento, está mantida. Está tudo mantido. A proposição de fazer o trancaço está mantida e nós estamos em reunião avaliando a liminar, tanto como o que será feito amanhã".

De acordo com Ari, o Sintunesp pretende recorrer e derrubar a liminar da juíza Liliane Keyko Hioki. "Já existem ações jurídicas mobilizadas pelo Sintunesp no sentido de derrubar esta liminar, se isso não ocorrer, podemos decidir fazer a atividade e pagar a multa", disse Ari.

O JCNet entrou em contato com o Dr. José Francisco Martins, advogado do Sintunesp, que ressaltou que a liminar não pode interferir na greve dos funcionários. "A liminar não infere sobre a greve. Até piquetes os funcionários podem fazer, desde que não interfiram no patrimônio público". 
Éder Azevedo
Reunião realizada na manhã desta quarta-feira debateu a liminar que proíbe o fechamento dos campi
Greve
Em greve há mais de dois meses, as três universidades estaduais de São Paulo (USP, Unicamp e Unesp) estão com suas atividades paralisadas desde o dia 27 de maio, quando não havia indicativo de um reajuste salarial, nem mesmo a reposição da inflação.

O coordenador político da Sintunesp, Alberto de Souza, disse, no início da greve, que os servidores técnicos-administrativos e professores da Unesp reivindicavam “um reajuste salarial do valor referente à inflação (6,7%) acrescido por mais 3%”.

O Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp), informou através de sua assessoria de imprensa que a as universidades “estão enfrentando níveis de comprometimento do orçamento com a folha de pagamento que ultrapassam 90%, nível acima do recomendado para uma gestão responsável”, e por isso reajuste não poderia ser realizado. 



Reuters
Bombardeios israelenses atingiram nesta quarta-feira uma escola administrada pela Organização das Nações Unidas
Bombardeios israelenses atingiram nesta quarta-feira uma escola administrada pela Organização das Nações Unidas em um campo de refugiados da Faixa de Gaza, matando pelo menos 19 pessoas e ferindo cerca de outras 125 que se refugiavam lá, disse um funcionário da entidade.

O sangue se espalhava pelo chão e os colchões dentro das salas de aula enquanto alguns sobreviventes vasculhavam montes de vidros estilhaçados e destroços em busca de corpos para enterrarem.

Uma porta-voz militar israelense em Tel Aviv disse não ter de imediato informações sobre o que aconteceu na escola, que pertence à Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Médio (Unrwa).

O diretor da Unrwa, Khalil al-Halabi, disse que cerca de 3.000 palestinos estavam refugiados na escola, no campo de refugiados de Jabaliya, quando ficou sob fogo israelense na madrugada.



Antonio Cruz/Agência Brasil
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, assina acordo de cooperação para instalação do Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, negou nesta terça-feira (29) que o governo tenha pressionado o Tribunal de Contas da União (TCU) para adiar votação sobre a compra da Refinaria de Pasadena pela Petrobras.

Em entrevista coletiva no Rio de Janeiro, Cardozo disse que foi ao TCU junto com o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, para pedir um prazo maior para que a União pudesse se pronunciar sobre o relatório.

“Já tínhamos conhecimento do relatório, que inclusive inocentava a presidenta da República, mas o ministro Adams achava necessário, e eu pessoalmente avaliei como correto, que houvesse mais tempo para que a União pudesse se pronunciar na manifestação naquela sessão. 
Acompanhei o ministro Adams, para que pudéssemos dialogar relativamente à possibilidade de ter mais prazo para que a União pudesse coletar dados e fazer estudos do relatório. Esta foi exclusivamente a nossa razão de ida. Não foi para estabelecer nenhum tipo de pressão”, disse.

Reportagem publicada nesta (29) no Jornal O Globo diz que Adams tentou tirar de pauta o processo do TCU, que acabou condenando 11 diretores da Petrobras a ressarcir os cofres públicos em US$ 1 bilhão devido à suspeita de irregularidades na compra da refinaria norte-americana.



Uma adolescente de 13 anos alega ter sido vítima de tentativa de estupro por um vizinho, de aproximadamente 40 anos, nas dependências de uma escola localizada no bairro São Geraldo, em Bauru, na segunda-feira (21).  Contudo, não foi registrado boletim de ocorrência (BO) pela família no dia do suposto ocorrido.

O homem foi qualificado pela polícia nesta segunda-feira (28) e nenhuma testemunha compareceu para reconhecimento. Ele teria sido visto em frente à residência da família e reconhecido pela adolescente.

As identidades são preservadas pela reportagem a fim de não atrapalhar as investigações, não expor os envolvidos e em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Segundo informações da mãe da garota, a suposta vítima teria ido ver outros adolescentes praticarem esportes em uma quadra localizada nas dependências de uma escola, que fica aberta ao público fora do horário de aula. Ela ainda teria solicitado a avó que a mãe a buscasse ao retornar do trabalho, por volta das 18h30.

Porém , por volta das 17h30, a adolescente teria decidido ir embora sozinha e passado próximo a um local abandonado, que antigamente serviria para moradia de zeladores do prédio. Naquele momento, um homem teria  a segurado pelo pescoço e feito ameaças para não gritar, senão seria enforcada.

Feito isso, o homem teria retirado a calça da adolescente e a acariciado. Dois outros adolescentes, conhecidos apenas por apelidos, teriam se aproximado e o acusado fugido. Ele teria dito “eu não fiz nada com você”.

No caminho entre o local e sua residência, uma distância de apenas três quadras, a adolescente foi encontrada pela mãe e teria relatado o ocorrido. Não houve registro de BO.

Reconhecido

Já na tarde desta segunda-feira (28), uma semana após a suposta tentativa de estupro, o homem teria sido visto pela irmã mais velha da adolescente em frente à residência da família, o que chamou a atenção e por isso a garota comentou com a avó. A adolescente teria reconhecido o homem e comentado com a família, que acionou a Polícia Militar (PM).

Em patrulhamento pela região de posse das características do indivíduo, policiais o localizaram e qualificaram. Ele seria morador próximo há 18 anos e não teria oferecido resistência para o trabalho da PM.
Conduzidos à Central de Polícia Judiciária (CPJ), a adolescente acompanhada pela mãe e o homem foram ouvidos juntamente com policiais que atenderam a ocorrência pelo delegado plantonista Marcos Jefferson da Silva.

O homem foi qualificado e liberado. Isso deixou a mãe da adolescente indignada e ela procurou a reportagem do JCNet para comentar o caso, na madrugada desta terça-feira (29).

Sem provas

A  reportagem JCNet foi recebida pelo delegado na CPJ, a fim de esclarecer as informações fornecidas pela mãe.

De acordo com o delegado, a avó não aceitou ir fazer o reconhecimento de que ele teria passado em frente à residência pouco antes do episódio e também no momento em que a adolescente teria reconhecido, por alegar não ter condições de fazê-lo, e as testemunhas citadas não foram localizadas pela polícia. Diante disso, não haveria possibilidades de requerer, naquele momento, uma prisão preventiva do homem.

“O homem mora no bairro há 18 anos e nenhuma testemunha compareceu ou deu informações para a polícia . O caso será remetido à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), para que investigue o caso”, disse.

A adolescente, acompanhada pela mãe, irá à DDM nesta terça-feira (29). O homem deve ser novamente ouvido. Os dois jovens citados são procuradas para depor e não seriam alunos do local.
Durante o depoimento, o homem teria dito que realmente esteve em frente à residência da adolescente enquanto falava ao celular.

O homem pode ter prisão temporária decretada, caso provas sejam encontradas ou testemunhas façam o reconhecimento.


Práticas ilegais e arriscadas crescem nos EUA junto com a popularidade das cirurgias para aumento dos glúteos

BBC
Natalie precisou ser levada às pressas ao hospital após parar de respirar
DO G1
As cirurgias plásticas para aumento de bumbum estão em alta nos Estados Unidos - mas muitas mulheres estão se submetendo a procedimentos e técnicas ilegais e arriscados para baratear os preços, que podem chegar a milhares de dólares.

Natalie Johnson, de Miami, na Flórida, tomou injeções para aumentar o tamanho dos glúteos. Ela trabalhava de dançarina e acreditava que um traseiro maior lhe traria rendimentos financeiros.

Acabou com cicatrizes e sofreu com as dores. Em sua casa, Natalie mostrou à BBC as fotos de seu corpo com manchas escuras e sinais de decomposição do tecido após o procedimento.

"Eu não precisava, eu era perfeita sem isso. Eu tinha um estilo de vida no qual eu sentia que, se tivesse um traseiro grande, poderia ganhar mais dinheiro", disse.

'Profissional'
A decisão de se submeter ao procedimento veio depois que ela encontrou uma pessoa que alegava ser médico. O homem ofereceu o serviço por um preço que era apenas uma fração do que normalmente é cobrado em clínicas.

Segundo Natalie, O’Neal Morris foi até a casa dela usando um jaleco branco e "parecendo profissional", e injetou uma substância em suas nádegas usando uma seringa.

Inicialmente os resultados foram bons: os glúteos ficaram mais redondos e firmes, perto do objetivo dela, de ter um "corpo com o formato de uma garrafa de Coca-Cola".

Os problemas começaram depois de duas sessões. "Comecei a ficar muito, muito doente. Notei que (o implante) estava começando a desintegrar e meu traseiro ficou enrugado", disse.

A dor que ela ainda enfrenta é tão forte que é difícil para Natalie ficar sentada por muito tempo. Ela precisa da ajuda da filha de nove anos para fazer as tarefas mais básicas.

Em uma ocasião, Natalie foi levada às pressas para o hospital após parar de respirar.

Em janeiro, Morris começou a cumprir pena de um ano de prisão por prática de medicina sem licença.

As mulheres que testemunharam durante o julgamento disseram que Morris, que não é formado, havia injetado uma variedade de substâncias incluindo cimento, supercola e selante de pneu.

O FBI diz que o número de casos de pessoas que se apresentam como médicos falsos para realizar cirurgias desse tipo está em alta, especialmente na Flórida, em Nova York, na Califórnia e no Texas.

Consertando o estrago

Em sua clínica em um subúrbio de Miami, o cirurgião plástico Alberto Gallerani mostra frascos contendo materiais retirados das nádegas de pacientes. Entre eles, azeite e supercola.

Gallerani vem tratando Natalie e centenas de outras mulheres e homens interessados em cirurgia corretiva após procedimentos errôneos.

Ele exibe fotos do que pode dar errado. Elas são fortes demais para serem publicadas. As cicatrizes são horríveis e em alguns casos a pele mudou de cor. Outras imagens mais extremas mostram o corpo totalmente desfigurado.

Gallerani diz que, em muitos casos, os sintomas podem levar vários anos para aparecer.

"O que muitas das pessoas que fazem isso não percebem é que elas estão colocando uma bomba-relógio em seus corpos", compara.

Ele diz receber cem chamadas por semana de pessoas pedindo ajuda.

Cirurgias nas nádegas são cada vez mais comuns nos EUA. Em 2013, o número destes procedimentos dobrou em relação ao ano anterior, de acordo com a Associação Americana de Cirurgiões Plásticos Estéticos.

O custo chega a milhares de dólares, o que explica os motivos de muitas mulheres estarem optando por intervenções não regulamentadas e métodos mais baratos.

Pressão do meio

A cultura hip-hop celebra um traseiro maior, e a pressão sobre as mulheres é enorme, diz Tee Ali, um agente de artistas em Londres.

Sua cliente e amiga, Claudia Aderotimi, de 20 anos, morreu em 2011, depois de voar de Londres para a Filadélfia para receber injeções de uma mulher que conheceu na internet.

Os médicos acreditam que as próteses de silicone ilegais se espalharam por seus órgãos, matando-a. A pessoa acusada de realizar o procedimento deve ser julgada no ano que vem.

Ali diz que Claudia acreditava que ter nádegas maiores a ajudaria a ter sucesso na indústria da música.

"Quando as meninas saem e uma delas tem um bumbum grande, ela recebe toda a atenção. Ela vai ter tudo, elevadores exclusivos, bebidas gratuitas", diz ele.

"Todo mundo sabe, as meninas com bumbuns maiores recebem mais atenção, grandes ofertas de trabalho e demanda maior".

Tragicamente, Claudia não está viva para alertar outras pessoas sobre os perigos de procedimentos ilegais. Mas Natalie acredita que através de sua história, outras mulheres podem ser salvas.

"Fique com o que Deus lhe deu", diz. "Eu digo a garotas: se não está quebrado não conserte. Você é linda do jeito que você é."
Redação Portal IMPRENSA
O general reformado Nilton de Albuquerque Cerqueira, de 84 anos, não permitiu que a imprensa acompanhasse seu depoimento na Comissão Nacional da Verdade (CNV) na manhã desta terça-feira (29/7). Na audiência, ele informou apenas que não tinha “nada a declarar”. Neste dia, um ex-sargento também seria ouvido, mas preferiu ficar em silencio na sessão. 

Crédito:Reprodução/Facebook CNV
General Nilton Cerqueira proibiu acesso da imprensa ao seu depoimento
Segundo O Estado de S. Paulo, a expectativa era de que Cerqueira falasse sobre o episódio do Riocentro, uma vez que era comandante da Polícia Militar do Rio de Janeiro na época. Durante a audiência, os integrantes da Comissão fizeram dez questões que tratavam de sua participação política durante o regime e fatos que estavam em relatórios assinados pelo próprio oficial.

O ex-ministro da Justiça José Carlos Dias, integrante da comissão, ainda argumentou ser "preciso rever atos históricos para reescrever a história" e que Cerqueira tinha possibilidade de apresentar sua versão. Mesmo assim, ele se manteve calado.

De acordo com a advogada criminalista Rosa Maria Cardoso da Cunha, que também integra a comissão, o general reformado só falou em duas ocasiões. Na primeira, ele pediu para que a imprensa se retirasse do local, pois segundo ele, a mídia "distorce os fatos". O militar só se manifestou novamente para dizer que achava absurda a investigação de fatos "30 anos depois".

O general disse ainda que foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) em razão do primeiro depoimento prestado à CNV. Em resposta, Rosa explicou que a ação do MPF é anterior ao depoimento. Além de ser questionado sobre o atentado do Riocentro, o general é apontado como comandante da Operação Pajussara, quando ainda era major. A ação resultou na morte de Carlos Lamarca, um dos líderes da oposição ao regime, no sertão da Bahia, em 1971. 

Quem também compareceu para prestar depoimento nesta terça-feira foi o ex-sargento paraquedista Jacy Ochsendorf e Souza. Ele é acusado de participar em mortes no DOI-Codi do Rio e na chamada "Casa da Morte", em Petrópolis, na região serrana do Estado. Com a oportunidade de esclarecer tais questões, o ex-sargento ficou somente 15 minutos na comissão.

A imprensa novamente foi impedida de registrar imagens. Na saída do acusado, um policial federal que faz a segurança do local não permitiu que jornalistas tirassem fotos do ex-sargento.

O jovem tem 16 anos e segundo a avó usa drogas desde os 14. Junto com o vício, veio também a mudança repentina de comportamento
Foto: globo.com
 
Cansada de ser agredida e de ter que lidar com o temperamento explosivo do neto, que é usuário de drogas, uma pensionista de 57 anos denunciou o jovem à polícia, na manhã desta terça-feira, em Vila Velha.

O jovem tem 16 anos e segundo a avó usa drogas desde os 14. Junto com o vício, veio também a mudança repentina de comportamento. “Minha vida se transformou em um verdadeiro inferno”, desabafou a pensionista Dalva Agripino Sebastião, 57 anos.

A tia do rapaz, uma estudante de 19 anos, contou que também não aguenta mais a rebeldia do sobrinho. Foi ela quem ligou para a polícia depois que o sobrinho chegou em casa alterado e tentou bater na avó.

Andrezza Agripino disse que o adolescente passou a noite fora de casa e nesta terça, por volta das 5 horas, retornou da rua. “Ele já chegou nervoso, gritando e brigando com todo mundo. Minha mãe chamou a atenção e ele foi para cima dela. Precisou eu e meus irmãos o segurarmos para ele não bater nela”, relatou a estudante.

Foi Dalva, que em meio ao desespero, pediu para a filha acionar a polícia. Quando chegaram na casa do adolescente, em Jardim Marilândia, não o encontraram. O jovem foi localizado minutos depois, perambulando pelas ruas do bairro.

O adolescente foi levado para a 2ª Delegacia Regional de Vila Velha. Policiais militares que atenderam a ocorrência disseram que o jovem é conhecido por praticar pequenos furtos na região onde mora.

A avó disse que não se arrepende da denúncia e diz ter esperanças de que o neto, que cria desque quando era bebê, saia “uma pessoa melhor” da cadeia.

Fonte: Redação: gazetaonline.globo.com

Os problemas com o abastecimento energético são comuns na região, que também sofre com a escassez de água. Em tempos normais, as interrupções de energia chegam a durar entre oito e 12 horas

por Agência Brasil

A única central elétrica da Faixa de Gaza parou de funcionar após um bombardeio do Exército israelense durante a noite de ontem (28). A informação foi confirmada hoje (29) pelo diretor adjunto da Autoridade de Energia da Palestina, Fathi Al Sheikh Khalil. "A única central elétrica de Gaza deixou de funcionar após um bombardeamento israelense na noite passada, que danificou o gerador de vapor antes de cair sobre os reservatórios de combustível, que pegaram fogo", informou Khalil.

A central fornece aproximadamente 30% da energia consumida em Gaza e o estrago causou a interrupção do fornecimento de eletricidade em várias partes da região, que tem uma população de 1,8 milhão de habitantes. Grandes incêndios também foram vistos na área da central, de difícil acesso para equipes de socorro.

Khalil também informou que cinco das dez linhas de energia que têm origem em Israel e abastecem Gaza foram danificadas pelos bombardeios. “Os serviços de manutenção não conseguem entrar na zona de modo a reparar as ligações", relatou.
Única central elétrica da Faixa de Gaza foi bombardeada em ataques aéreos israelenses na madrugada de hoje (29) (Foto: Oliver Weiken/EPA/Divulgação Lusa/Direitos Reservados)
Única central elétrica da Faixa de Gaza foi bombardeada em ataques aéreos israelenses na madrugada de hoje (29) (Foto: Oliver Weiken/EPA/Divulgação Lusa/Direitos Reservados)

Os problemas com o abastecimento energético são comuns na região, que também sofre com a escassez de água. Em tempos normais, as interrupções de energia chegam a durar entre oito e 12 horas, frequentemente. A precariedade afeta hospitais, escolas, o comércio e estações de tratamento de água.

A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que a demanda por energia elétrica em Gaza é 360 megawatts: um terço, ou 120 megawatts, fornecidos por Israel, que impõe um bloqueio à região desde 2006; 22 megawatts pelo Egito e 80 megawatts pela central danificada na noite de ontem.

Desde o início do mais recente conflito entre Israel e o movimento armado Hamas, 1.113 palestinos foram mortos, cerca de 70% civis, de acordo com a estimativa da ONU. Do lado israelense, três civis e 53 soldados perderam suas vidas - maior número desde a guerra contra o grupo Hezbollah, do Líbano, em 2006


perfil do Facebook Dilma Bolada, criado pelo estudante de publicidade Jeferson Monteiro, voltou a ser atualizado nesta terça-feira, 29, seis dias depois ter sido 'desativado', e quatro dias após o jornal Folha de S. Paulo noticiar que oPalácio do Planalto queria que ele reativasse o perfil. Segundo a publicação da Folha, Monteiroteria sido procurado no último dia 24 por emissários da presidente Dilma Rousseff, a fim de que ele reativasse a conta.  Ainda segundo o jornal, aequipe de campanha do PT e o criador do perfil chegaram a negociar um contrato formal para que ele atuasse na campanha de reeleição da presidente, mas não houve acordo. 

Ao colunista Léo Dias, do jornal O Dia, ele disse no dia 24 deste mês que nunca recebeu dinheiro de partido político, embora tenha dito que suas fontes de receita vêm de “posts que faço de marcas no Twitter, no Instagram”.

Assim como quando anunciou a interrupção das publicações, Monteiro não explicou por que tomou a decisão de retornar à rede. “Dilma Bolada · 6 h · Bom dia pra quem acordoulinda e maravilhosa pronta para mais um dia de vitórias para o desespero do bonde do recalque! Depois de mini-férias pós Copa, estou de volta melhor do que nunca, pronta para continuar reinando absoluta nas redes sociais e preparada para destruir as forças das trevas! Uh mamãe voltou... ♪ Uh uh mamãe voltou... ♫ ÊTA PRESIDENTA IMBATÍVEL!!! Brasil, país rico é país com Presidenta que não abandona seu povo nem nas redes sociais. Sou linda, sou diva, sou Presidenta. SOU DILMA!!! ‪#‎RainhaDaNação‬ ‪#‎DivaDoPovo‬ ‪#‎SoberanaDasAméricas‬ ‪#‎ARainhaVoltou‬ ‪#‎RalaTucanada‬ ‪#‎Dilmãe‬ ‪#‎Dilmais‬”, postou na rede social. 

Monteiro também voltou a atualizar seu perfil no Twitter. Ele deixou claro em postagemem sua página pessoal nesta terça-feira, e ainda ironizou os críticos. "Jeferson Monteiro · 5 h · Ela voltou! Dilma Bolada está de volta e se reclamarem, crio um fake do Lula! vlw flws"

O conteúdo foi publicado às 10h31 (horário de Brasília) e, em menos de duas horas, foi curtido mais de 23.000 vezes e recebeu mais de 2.900 comentários. Muitas das mensagens questionavam o retorno à página: “Fechou contrato com o PT?”pergunta um usuário. A resposta veio em seguida: “Não, querido, ninguém fechou nada aqui”. A interação de Dilma Bolada, no entanto, veio acompanhada de mais algumas perguntas:“Tá levando quanto?”. 

Na quarta-feira da semana passada, Jeferson Monteiro usou seu perfil pessoal noFacebook para avisar a seus fãs o desligamento parcial de Dilma Bolada.  "Pra  todos que estão perguntando: tirei a Dilma Bolada do ar, OK? Sem drama e sem mimimi." A página tem mais de 1,4 milhão de fãs. Na época, Monteiro havia ressaltado que a página havia sido desativada, e não excluída da rede, indicando claramente que voltaria em algum momento.

Jefferson Monteiro, seguido por milhares de usuários no Facebook e no Twitter, ganhou grande popularidade em setembro de 2013, quando foi convidado por Dilma, a presidente, para marcar o retorno da candidata à reeleição no Twitter. 
Fonte: Momento Verdadeiro

Três pessoas foram detidas, entre eles um adolescente.
Produtos químicos, drogas e dinheiro foram apreendidos.

Do G1 Bauru e Marília
Produtos químicos caracterizam refinaria, segundo delegado (Foto: Reprodução / TV TEM)Produtos químicos caracterizam refinaria, segundo delegado (Foto: Reprodução / TV TEM)
Uma refinaria de drogas no Bairro Cidade Nova, em Pederneiras (SP) foi fechada pela Polícia Militar (PM), no final da tarde desta segunda-feira (28). Três pessoas foram detidas, entre elas um adolescente.
Segundo o 1º tenente da PM Gustavo Barbosa, após uma denúncia anônima de que uma refinaria estaria funcionando em uma casa em um bairro periférico da cidade, a equipe flagrou três suspeitos que estavam embalando porções de cocaína. “A porta da casa estava aberta, eles entraram e flagraram os três.”
Além de maconha, cocaína e crack, foram apreendidos R$ 7.884 e produtos químicos. O delegado Adriano Crês afirma que a quantia em dinheiro e os produtos caracterizam o local como refinaria.  “Foram apreendidos produtos como clorofórmio e bicarbonato de sódio, o que denota que no local funcionava uma refinaria.”
A polícia acredita que a droga seria vendida no município e que o fechamento da refinaria prejudique o tráfico local. “Nós acreditamos que vamos causar um grande prejuízo para os traficantes da cidade.” Os dois homens foram encaminhados à cadeia de Avaí e o adolescente para cadeia dePirajuí, para aguardar vaga na Fundação Casa.
Quase R$ 8 mil foram apreendidos na casa (Foto: Reprodução / TV TEM)Quase R$ 8 mil foram apreendidos na casa (Foto: Reprodução / TV TEM)

Empresa Oxitec produz inseto capaz de reduzir transmissão da dengue.
Unidade em Campinas gera até 2 milhões de mosquitos por semana.

Eduardo CarvalhoDo G1, em Campinas
Mosquito Aedes aegypti macho fabricado pela Oxitec, unidade criada em Campinas, interior de São Paulo (Foto: Eduardo Carvalho/G1)Mosquito Aedes aegypti macho fabricado pela Oxitec, unidade criada em Campinas, interior de São Paulo (Foto: Eduardo Carvalho/G1)
A empresa britânica Oxitec inaugurou, nesta terça-feira (29), a primeira fábrica de mosquitos Aedes aegypti transgênicos do Brasil, uma tecnologia que, se aprovada, pode ajudar no combate da dengue no país. A unidade, instalada em Campinas, tem capacidade de produzir 500 mil insetos por semana. No ápice de produção, esse número pode saltar para 2 milhões de machos a cada sete dias.
A tecnologia foi desenvolvida em 2002, no Reino Unido. No laboratório, ovos dos Aedes aegyptireceberam uma microinjeção de DNA com dois genes, um para produzir uma proteína que impede seus descendentes de chegarem à fase adulta na natureza, chamado de tTA, e outro para identificá-los sob uma luz específica.

Os machos, quando liberados na natureza, procriam com as fêmeas –responsáveis pela incubação e transmissão do vírus da dengue. Elas vão gerar descendentes que morrem antes de chegarem à vida adulta, reduzindo a população total.

Testes iniciados em 2011 na cidade de Juazeiro, na Bahia, mostraram redução acima de 80% na população selvagem. Alguns experimentos apontaram resultados de 93% de redução do Aedes aegypti que vive na natureza. O uso dos insetos da Oxitec no Brasil foi feito em parceria com a organização Moscamed.
Fábrica em Campinas tem capacidade de produzir 500 mil mosquitos da dengue transgênicos por semana (Foto: Eduardo Carvalho/G1)Fábrica pode produzir 500 mil mosquitos
por semana (Foto: Eduardo Carvalho/G1)
Como funciona
A ideia da Oxitec é ser contratada pelo poder público para fornecer um pacote de serviços, que vai desde o treinamento de agentes públicos ao combate de possíveis epidemias de dengue.

A contratação depende da aprovação da Agência de Vigilância Sanitária, a Anvisa, que ainda estuda autorizar a comercialização deste tipo de serviço. Caso isto ocorra, o Brasil poderá ser o primeiro país a aprovar o uso de Aedes aegypti transgênico, em caráter comercial, para combater a dengue.

Segundo Glenn Slade, diretor global de desenvolvimento de negócios da empresa, uma cidade de 50 mil habitantes terá de desembolsar de R$ 2 milhões a R$ 5 milhões por ano para aplicar os serviços, e R$ 1 milhão pelos anos seguintes, para manutenção dos insetos.

O processo de liberação é dividido em três fases. Em um plano simulado para um município de 10 mil habitantes, na primeira fase, chamada de supressão, são liberados 2,5 milhões de insetos por semana (250 para cada habitante). Na consolidação, o total de lançamentos cai para um milhão por semana. As duas primeiras etapas duram de quatro a seis meses, cada uma delas. Na terceira e última fase, a de manutenção, são liberados 500 mil mosquitos machos por semana.

De acordo com o Ministério da Saúde, entre 1º de janeiro e 5 de julho deste ano, o país registrou 659.051 casos de dengue, total que é 52,5% menor que o do ano passado (1.388.776 notificações). A quantidade de mortes também diminuiu. Foram 249 óbitos entre 1º janeiro e 5 de julho deste ano contra 541 no mesmo período do ano passado.
Mosquito da dengue transgênico é macho, e se reproduz com fêmeas na natureza, gerando mosquitos que morrem antes da vida adulta (Foto: Eduardo Carvalho/G1)
Mosquito da dengue transgênico é macho, e se reproduz com fêmeas na natureza, gerando mosquitos que morrem antes da vida adulta (Foto: Eduardo Carvalho/G1)

Ultimas Notícias

Loading...