Últimas Notícias

Compartilhe

Prefeito confirma suspeita dos promotores de que mais agentes públicos, além dos quatro presos, podem ter participado do esquema de desvios

Ronilson (direita), um dos acusados de desviar 200 milhões de reais da Prefeitura de São Paulo, em debate na Alesp sobre reforma tributária
Ronilson (direita), um dos acusados de desviar de 200 milhões de reais da Prefeitura de São Paulo, em debate na Alesp sobre reforma tributária - Divulgação

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), disse nesta quinta-feira que mais servidores da prefeitura podem estar envolvidos no esquema de corrupção da Secretaria Municipal de Finanças. Quatro servidores foram presos suspeitos de desviarem até 500 milhões de reaisdo Tesouro Municipal. 
Os auditores fiscais foram presos temporariamente nesta quarta-feira acusados de cobrarem propina de grandes construtoras em troca de descontos de até 50% no pagamento do Imposto Sobre Serviços (ISS) e emissão de certificados exigidos na concessão do "Habite-se", a permissão para ocupar imóveis.
Investigação do Ministério Público Estadual em parceria com a Controladoria-Geral do Município prendeu quatro agentes ligados à subsecretaria da Receita da gestão do ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD) por suspeita de integrar esquema de corrupção que causou prejuízos milionários aos cofres públicos nos últimos três anos
"Estamos recolhendo depoimentos para saber como [o esquema] funcionava, porque ele pode não estar restrito a esses quatro elementos. Eles podem dar detalhes para expandir a rede [criminosa]. Há possibilidade de mais pessoas envolvidas", afirmou Haddad nesta quinta-feira.
Segundo Haddad, as empresas que obtiveram desconto de até 50% no pagamento do ISS e agilizaram o recebimento do certificado de quitação do imposto também serão chamadas para prestar esclarecimentos. O prefeito, no entanto, não citou quais seriam as empresas envolvidas. Segundo o promotor Roberto Bodini, coordenador da investigação, elas negaram envolvimento no esquema. "Outros funcionários [públicos] foram mencionados na investigação", disse Bodini, sem citar nomes. O promotor alegou sigilo para preservar os rumos da apuração.
Moto da marca Ducati está entre os bens apreendidos pela polícia em ação que prendeu quatro agentes ligados à subsecretaria da Receita da gestão do ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD)
O Ministério Público Estadual e a Controladoria-Geral do Município apuraram indícios do desvio apenas entre outubro de 2010 e o fim de 2012. Nesse período, três deles ocuparam cargos de confiança na gestão do ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD): Ronilson Bezerra Rodrigues era subsecretário da Receita Municipal, Eduardo Horle Barcellos foi diretor da Divisão de Arrecadação e Cobrança e Carlos Augusto di Lallo Leite do Amaral comandou a Divisão de Cadastro de Imóveis. O agente de fiscalização Luis Alexandre Cardoso de Magalhães é o quarto acusado preso.
Ronilson Rodrigues chegou a ser investigado pela Corregedoria-Geral do Município, no fim de 2012, ainda na gestão de Kassab - à época não existia a Controladoria-Geral do Município, criada por Haddad. Em fevereiro deste ano, porém, ele foi nomeado pela gestão do petistapara a diretoria executiva da São Paulo Transporte (SPTrans), empresa pública que gerencia o sistema de ônibus na cidade.
O grupo de agentes acusados de corrupção gostava de esbanjar e andava em carros de luxo, como um modelo da marca BMW
Nesta quinta, Haddad criticou a gestão Kassab: "Nós modernizamos a máquina em pouco tempo. Esse procedimento [de verificação do patrimônio dos servidores] não existia na gestão anterior", disse, referindo-se à criação de uma rotina de checagem pela Controladoria-Geral do Município.
Haddad disse também que a gestão Kassab tinha um número muito maior de escândalos. "A prefeitura de São Paulo, só no ano passado, teve dois escândalos, o do Aref e o do Ronilson, que não foi investigado, quantos mais?", questionou.
Um Porsche estava entre os carros apreendidos nas residências de agentes ligados à subsecretaria da Receita da gestão do ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD) presos  por suspeita de integrar esquema de corrupção
O caso citado pelo prefeito é o do ex-diretor do Departamento de Aprovações de Edificações (Aprov), Hussain Aref Saab, suspeito de enriquecimento ilícito pelo desvio de 70 milhões de reais - ele adquiriu 125 imóveis à frente do cargo, entre 2005 e 2012.
(Com Estadão Conteúdo)

Esquema em cobrança de ISS causou prejuízos de pelo menos R$ 200 milhões aos cofres públicos
Uma operação do Ministério Público do Estado de São Paulo, realizada na manhã desta quarta-feira (30/10), com o apoio da Polícia Civil, após investigação em conjunto com a Controladoria Geral do Município de São Paulo, resultou na prisão de quatro agentes públicos ligados à Subsecretaria da Receita da Prefeitura da Capital. Eles são apontados como integrantes de um grande esquema de corrupção que causou prejuízos calculados em pelo menos R$ 200 milhões aos cofres públicos, somente nos últimos três anos. Todos são investigados pelos crimes de corrupção, concussão, lavagem de dinheiro e advocacia administrativa.
Na operação foram presos R.B.R., ex-Subsecretário da Receita Municipal; E.H.B., ex-Diretor do Departamento de Arrecadação e Cobrança; C.d.L.L.A., ex-Diretor da Divisão de Cadastro de Imóveis, e o agente de fiscalização L.A.C. de M., todos exonerados entre dezembro de 2012 e fevereiro de 2013 dos cargos em confiança que ocupavam junto a Prefeitura de São Paulo. Além das prisões, foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas residências dos servidores e de terceiros, assim como nas sedes das empresas ligadas ao esquema.
A operação ocorreu nesta Capital, em Santos e também em Cataguases, Minas Gerais, e mobilizou mais de 40 pessoas, entre Promotores de Justiça,  agentes da Controladoria Geral do Município, e das Polícias Civis de São Paulo e de Minas Gerais. Também foi determinado pela Justiça o sequestro dos bens dos envolvidos e das empresas por eles operadas. Nas investigações, iniciadas há cerca de seis meses e que contaram com o apoio da Secretaria Municipal de Finanças e Desenvolvimento Econômico e dos componentes da Agência de Atuação Integrada de Combate ao Crime Organizado (Secretaria de Segurança Pública, Polícia Civil e Polícia Federal), apurou-se que os quatro auditores fiscais do Município de São Paulo montaram um grande esquema de corrupção envolvendo os valores do ISS cobrado de empreendedores imobiliários. A elucidação começou a partir da identificação, pela recém-criada Controladoria Geral do Município, de agentes fiscais que apresentavam fortes indícios de evolução patrimonial incompatível com a respectiva remuneração. Também foi identificado que a análise da cobrança de ISS de grandes empreendimentos imobiliários da Capital era direcionada para o grupo criminoso.
O recolhimento do ISS – calculado sobre o custo total da obra – é condição para que o empreendedor obtenha o “habite-se” e os auditores fiscais sempre emitiam as guias com valores ínfimos e exigiam dos empreendedores o depósito de altas quantias em suas contas bancárias. Sem isso, os certificados de quitação do ISS não eram emitidos e o empreendimento não era liberado para ocupação.
Por meio de análise estatística efetuada pelo seu setor de inteligência e de produção de informações estratégicas, a Controladoria do Município constatou que nas obras sob a responsabilidade desses auditores fiscais a arrecadação do ISS era substancialmente menor ao percentual arrecadado pela média dos outros servidores que atuavam na mesma área. Como exemplo, uma grande empresa empreendedora recolheu, a título de ISS, uma guia no valor de R$ 17,9 mil e, no dia seguinte, depositou R$ 630 mil na conta da empresa de titularidade de um dos auditores fiscais. O valor da propina corresponde a 35 vezes o montante que entrou nos cofres públicos.
Prédio em Juiz de Fora, onde um dos agentes fiscais tem um apartamento duplex
As investigações também descobriram que empresas incorporadoras depositaram, em um período inferior a 6 meses, mais de R$ 2 milhões na conta bancária da referida empresa de titularidade de uma dos investigados. O esquema tinha como foco prédios residenciais e comerciais de alto padrão, com custo de construção superior a R$ 50 milhões. O Ministério Público investiga se as empresas foram vítimas de concussão, porque não teriam outra opção para  obter o certificado de quitação do ISS,  ou se praticaram crime de corrupção ativa, recolhendo aos cofres públicos valor aquém do devido.
Pousada em Visconde de Mauá, de propriedade de um dos agentes fiscais presos
Grande parte do dinheiro obtido ilicitamente era depositada na conta bancária de uma empresa de administração de bens em nome de L. A. C. de M. e da esposa dele. Depósitos em cheque também foram identificados. Um dos membros do grupo, R. B. R., mantinha um escritório no Largo da Misericórdia, a 300 metros da sede da Prefeitura, montado para atender aos interesses do grupo criminoso em detrimento do Patrimônio Público Municipal.
O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime de Formação de Cartel e à Lavagem de Dinheiro e de Recuperação de Ativos (GEDEC), apurou que os quatro auditores fiscais construíram patrimônio superior a R$ 20 milhões com o dinheiro desviado dos cofres públicos. Dentre os bens adquiridos criminosamente e sequestrados estão apartamentos de luxo, flats, prédios e lajes comerciais, em São Paulo e Santos, barcos e automóveis de luxo, uma pousada em Visconde de Mauá (RJ) e um apartamento duplex em Juiz de Fora (MG). 
Na operação desta quarta-feira foram apreendidos com os quatro investigados  motos e carros importados, entre eles um Porsche, grande quantidade de dinheiro (reais, dólares e euros), documentos, computadores e pen-drives.
Na entrevista coletiva em que foi apresentado um balanço da operação, o Promotor de Justiça Roberto Bodini, que preside a investigação, destacou a importância da colaboração da Controladoria do Município para a apuração. “A agilidade no envio de informações do órgão ao Ministério Público foi fundamental para o resultado”, afirmou.
O trabalho cooperado entre MP e Prefeitura também foi elogiado pelo Procurador-Geral de Justiça, Márcio Fernando Elias Rosa. “O trabalho institucional realizado pelo Ministério Público e a Prefeitura permite a atuação permanente de controle, como demonstra essa operação, desenvolvida pelos Promotores com enorme competência e emprego da melhor técnica”, disse.
O GEDEC também contou com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) na operação.
Fonte M. P. E. - S. P.
Fotos: Google.

Em tom de brincadeira, o governador de São Paulo Geraldo Alckmin afirmou nesta quinta-feira, 31, que teve uma 'telepatia' com o prefeito da capital, Fernando Haddad, por conta do projeto de criação de uma empresa voltada para o setor audiovisual de São Paulo. "Haddad nós temos uma telepatia, porque há uns meses o Marcelo Araújo (secretário Estadual de Cultura) me chamou com uma proposta para cinema. Poucos dias depois veio a entrevista do Juca Ferreira (secretário municipal de Cultura) falando da SPCine", afirmou, durante a apresentação do projeto de lei que cria a Empresa de Cinema e Audiovisual de São Paulo - a SPCine, na Praça das Artes, no centro da capital paulista. 

O evento, que contou também com a presença da ministra da Cultura, Marta Suplicy, foi marcado por troca de elogios entres os três políticos. "Este projeto celebra a união de esforços. Estamos por terra, mar e ar", afirmou Alckmin, em referência as três esferas de governo envolvidas no projeto. "Estamos imitando o cinema, que sempre trabalha em equipe, pois esse projeto não é trabalho isolado", completou.

A SPCine terá como objetivo financiar ações e implementar políticas públicas voltadas do desenvolvimento do cinema paulista. As três esferas de governo deverão investir cerca de R$ 25 milhões por ano no projeto. 

Apesar de o projeto ainda precisar ser encaminhando à aprovação da Câmara Municipal, prefeito Fernando Haddad afirmou que o recurso municipal para a SPCine em 2014 já está garantido e previsto no Orçamento. Ele aproveitou a presença do presidente da Câmara Municipal de São Paulo, vereador José Américo (PT-SP), para pedir por uma rápida tramitação do projeto na Casa. "Queria manifestar o desejo de que esse projeto seja o mais célere possível. Acelerem a tramitação", apelou. 

Haddad também teceu elogios ao governador pela parceria e disse ainda que as divergências políticas não podem pautar os governos. "A disputa política fica restrita aos 60 dias de eleição", afirmou. 

A ministra da cultura, Marta Suplicy, disse que iniciativa da SPCine é "importantíssima não só para os paulistas, mas também para o Brasil".
Por Carla Araújo

Rodovia Domingos Sartori recebe radar

Rodovia Domingos Sartori recebe radar

por Flávio Fogueral
Uma das primeiras medidas adotadas pela Rodovias do Tietê, empresa concessionária pela gestão e manutenção da Rodovia Domingos Sartori, de melhorias na via após reivindicação de servidores da Unesp e do Poder Público local,  foi a instalação de um radar no quilômetro 2 mais 750 metros no sentido Rubião Júnior/ Botucatu (norte).
A velocidade permitida no trecho é de 60 quilômetros por hora, sendo que o local ainda vai receber reforço na sinalização. O dispositivo será acionado o mais breve possível, informa a concessionária.
radar2
Dispositivo vai multar velocidades superiores a 60 km/h (Foto: Flávio Fogueral)
A instalação de um radar foi solicitação apresentada após abaixo-assinado promovido por servidores da Unesp e populares. O documento veio após acidente que matou a servidora do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu, Marly Batista Ribeiro Giudice, de 44 anos. A colisão foi no dia 17 de setembro na altura do quilômetro 2 da rodovia Domingos Sartori, onde a moto conduzida pela funcionária do HCFMB foi atingida por um Honda Fit. O impacto fez com que a vítima viesse a falecer dois dias após o acidente.
Uma reunião na Prefeitura de Botucatu, dia 10 de outubro, apresentou o requerimento dos populares à concessionária. Entre os pedidos estão ainda a instalação de outro radar no sentido Botucatu/Rubião Júnior, além da reconfiguração de rotatórias, reavaliação do local de um ponto de ônibus, ambos dispositivos instalados em frente ao Parque das Cascatas. A concessionária, na ocasião, havia se comprometido a estudar as propostas.
A rodovia Domingos Sartori concentra alto fluxo de veículos devido à expansão urbana com novos bairros na região, além de ser um dos principais meios de ligação ao Distrito de Rubião Júnior e ao câmpus da Unesp. Após a ampliação do sistema de concessão, a vicinal recebeu nova pavimentação asfáltica, além do reforço na sinalização.
No entanto, o aumento no fluxo de veículos tem feito com que a rodovia registrasse, de janeiro a agosto deste ano, 27 acidentes. Desse total, foram 39 vítimas e duas mortes.

Atendimento é a maior reclamação de usuários do Centro-Oeste Paulista. 
Pesquisa revela que 81% tiveram problemas com o plano de saúde.

Do G1 Bauru e Marília 
Idosa passou mal em espera por atendimento (Foto: Reprodução/TV Tem)Idosa passou mal em espera por atendimento (Foto: Reprodução/TV Tem)
Ter um plano de saúde nem sempre é sinal de tranquilidade e de atendimento satisfatório. Uma pesquisa da Associação Paulista de Medicina revelou que os usuários estão insatisfeitos e a maioria das reclamações envolve a demora para marcar consultas e exames. Segundo o levantamento, 81% dos usuários tiveram problemas nos últimos dois anos. Em cidades da região Centro-Oeste Paulista, a maior reclamação é em relação ao pronto-atendimento.
Imagens gravadas na sala de espera de uma operadora de plano de saúde em Bauru (SP) mostram o desespero de uma paciente por atendimento. Depois de esperar mais de uma hora para ser atendida, uma idosa que tinha senha preferencial cobrava mais agilidade. Sem conseguir ser atendida, a mulher perde o controle emocional e começa a discutir com funcionários.
Em seguida, a idosa passa mal e cai no chão, sendo socorrida pelos outros pacientes. “A idosa disse várias vezes e todos que estavam na sala ouviram que ela tinha hipoglicemia e depressão. Além disso, a idosa estava com uma senha preferencial e eles não estavam respeitando esse benefício. Foi quando ela começou a passar mal por ter ficado muito nervosa”, diz uma das usuárias que estava na sala e prefere não se identificar.
Preocupação
A pensionista Jussara Pereira Nunes também diz estar insatisfeita com o atendimento do seu plano de saúde. Após seis meses de espera, a filha de 12 anos foi consultada por um oftalmologista. Já o exame de detecção de glaucoma, uma doença que atinge a visão, ainda não foi feito. “O médico fez a consulta, os pedidos de exame e a secretaria informou que me liga a partir de novembro para me dizer quando a minha filha terá vaga para fazer o exame”, diz a pensionista que perdeu a visão de um dos olhos devido à doença e teme pela filha.
Entre as outras reclamações, Adenice dos Santos Prado também tem plano de saúde e a demora ao telefone na marcação das consultas é o que mais incomoda a dona de casa, que já gastou quase R$ 6 em uma única chamada para o plano de saúde. “Temos que ter paciência porque sempre a ligação é repassada e isso demora quase 20 minutos parados ao telefone”, conta.
Dificuldades e fiscalização
Segundo o diretor de plano de saúde, Fábio Moura, a operadora conta com 85 mil beneficiários na região e uma das dificuldades é encontrar médicos de especialidades como pediatria, endocrinologia, neurocirurgia e geriatria. “As operadoras estão oferecendo para profissionais de outras regiões virem trabalhar na empresa. Oferecem diversos benefícios e jornada de trabalho com 40 horas para atrair médicos a fixar residência na cidade”, diz.
“Temos visto algumas ações da OMS em suspender a venda de alguns palnos de saúde após a operadora atingir um número de reclamações muito grande. Então, é preciso um papel realmente fiscalizador de saúde”, ressalta Carlos Alberto Gobbo. Os usuários de planos de saúde que tiverem reclamações sobre o serviço prestado pelas operadoras podem procurar a Agência Nacional de Saúde suplementar ou o Procon.Para o representante do Conselho Regional de Medicina, é preciso que a Agência Nacional de Saúde, responsável por fiscalizar as operadoras de planos de saúde, seja mais eficiente no combate a quem não cumpre o contrato com os usuários.


As Nações Unidas manifestaram nesta quarta-feira sua preocupação com o destino de mais de sete milhões de adolescentes que todos os anos se tornam mãe, principalmente nos países em desenvolvimento.
Todos os dias, 20.000 jovens menores de 18 anos trazem um filho ao mundo por dia nos países em desenvolvimento, o que representa 95% dos casos, segundo um relatório sobre a população mundial 2013 realizado pelo Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA).
Em comparação, nos países industrializados são registrados apenas 680.000 nascimentos de filhos de mães adolescentes por ano, mais da metade nos Estados Unidos.
Uma menor de idade em cada cinco vira mãe nos países em desenvolvimento. No Níger, esse índice chega a uma em cada duas meninas (51%).
Das 7,3 milhões de jovens menores que viram mãe a cada ano, dois milhões têm menos de 15 anos, segundo o relatório.
"Em países como Bangladesh, Guiné, Mali, Moçambique, Níger e Chade, uma jovem em cada dez é mãe antes dos 15 anos".
Segundo as pesquisas que a UNFPA realizou para elaborar este relatório, 19% das mulheres entre 20 e 24 anos nos países em desenvolvimento tiveram seu primeiro filho antes dos 18 anos.
Na amostra pesquisada neste estudo, que representa 36,4 milhões das mulheres, cerca da metade (17,4 milhões) vive no sudeste asiático; 10,1 milhões, na África Subsaariana; e 4,5 milhões, na América Latina e Caribe.
"O principal fator determinante das gestações precoces é o baixo nível educacional, assim como o casamento de meninas", afirma o estudo.
O relatório mostra, no entanto, que diminuiu a frequência das gestações nos países em desenvolvimento, principalmente entre as meninas com menos de 15 anos, o que é atribuído em grande parte "à diminuição dos casamentos arranjados com meninas muito jovens".
No entanto, a tendência se mantém na África Subsaariana e "espera-se que o número de meninas com menos de 15 anos que serão mães passe dos dois milhões atuais a 3,3 milhões em 2030".
Essas gestações precoces duplicam o risco de morte ou de fístulas vaginais (lesões internas que levam à incontinência) entre as menores de 15 anos.
A cada ano, 70.000 adolescentes morrem por complicações na gravidez e no parto e 3,2 milhões têm abortos perigosos.
"Geralmente, a sociedade joga a culpa nas adolescentes pela gravidez, mas, na maioria dos casos, essa gravidez não é o resultado de uma escolha deliberada e sim a ausência de escolha e circunstâncias alheias a sua vontade", afirmou o dr. Babatunde Osotimehin, supervisor do informe.
"Devemos refletir sobre as mudanças que devem ser introduzidas nas políticas e nas normas aplicadas pelas famílias, as comunidades e os poderes públicos", recomendou.
Para tentar melhorar esta situação, o relatório pede "um impulso à escolarização das meninas, o fim aos casamentos arranjados, a modificação das atitudes relativas aos papéis atribuídos aos homens e às mulheres, um acesso maior das adolescentes aos serviços de saúde sexual e reprodutiva, e uma ajuda maior às mães adolescentes.
Fonte Terra

MINISTRO RELATOR, MARCO AURÉLIO, DECIDIU QUE A LIMITAÇÃO CONTINUA VALENDO ATÉ QUE O CASO SEJA APRECIADO PELO PLENÁRIO DO SUPREMO.

Salário Dinheiro Câmbio (Foto: Reprodução)
O Sindicato dos Trabalhadores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União (Sindilegis) "perdeu um round" na tentativa de garantir o pagamento de salários acima do teto constitucional para servidores da Câmara dos Deputados. O corte foi determinado por um ato do Tribunal de Contas da União (TCU) e o Sindilegis questionou essa decisão no STF. Nesta quarta-feira (30/10), porém, o Supremo informou que o limite está mantido, pelo menos por enquanto. O ministro relator, Marco Aurélio, decidiu que a limitação continua valendo até que o caso seja apreciado pelo plenário do Supremo.
Em nota, o STF informa que o Marco Aurélio negou pedido do pedido de liminar no Mandado de Segurança do sindicato, argumentando que "a adequada interpretação da cláusula constitucional limitativa da remuneração de servidores e empregados" é matéria que "possui envergadura maior" e deve ser analisada pelo Plenário do Supremo. Ou seja, por ora o teto constitucional deve ser respeitado no pagamento dos supersalários da Câmara.
Diante do atual cenário, o ministro avaliou que não cabe "implementar ato precário e efêmero, antecipando-se à visão do colegiado, não bastasse o envolvimento de valores a serem apreciados". Para Marco Aurélio "tudo recomenda que, emprestada celeridade à tramitação do processo, aguarde-se o julgamento definitivo" do mandado de segurança.
Segundo Marco Aurélio, cumpre ao Supremo "definir a amplitude da incidência do teto constitucional no tocante às verbas citadas pelo Sindilegis como legalmente devidas". O Sindilegis argumenta que as verbas oriundas de funções comissionadas, referentes ao pagamento por trabalhos extraordinários e também as incorporadas aos vencimentos dos servidores antes da Emenda Constitucional 41/2003 são devidas, "sob pena de enriquecimento ilícito do Estado e prestação de serviço sem a correspondente remuneração".
No dia 15 de outubro, a Mesa Diretora da Câmara anunciou o corte nos salários de 1.371 funcionários, entre ativos e aposentados, que recebiam mais de R$ 28.059,29, valor do teto constitucional. O anúncio acata determinação TCU, com efeitos sobre a folha de pagamento de outubro. Com o fim dos supersalários, calcula-se uma economia acima de R$ 70 milhões por ano.
O presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), já afirmou que na Casa não haverá devolução de recursos dos servidores atingidos pela medida. "Aqui não houve essa recomendação do TCU", disse. Não há previsão, portanto, de ressarcir valores pagos acima do teto constitucional antes da decisão pela limitação. Na metade do mês, quando foi confirmado o corte, Alves alertou que a medida deveria provocar ações judiciais.

Morte de Douglas Rodrigues, 17, gera onda de protestos na Zona Norte.
Policial afirma que tiro foi acidental e está preso por homicídio culposo.


Rosanne D'AgostinoDo G1 São Paulo

Amigos do adolescente Douglas Rodrigues, estudante de 17 anos que morreu após ser baleado por um policial militar na tarde de domingo (27) perto da rua onde morava, na Zona Norte da capital paulista, afirmaram aoG1 que  presenciaram o PM Luciano Pinheiro, de 31 anos, fazer uma manobra com o carro, um “cavalo de pau”, antes de mirar contra o adolescente pela janela da viatura na frente do irmão, de 13 anos.
Até o parceiro dele falou: que que cê fez? Aí ele [policial que atirou] pediu desculpa. Foi fazer cena, olha no que deu"
Amigo de adolescente que diz ter presenciado disparo
O policial militar, que está no Presídio Romão Gomes e foi autuado em flagrante por homicídio culposo (sem intenção), afirma que o disparo foi acidental. A família afirma que o adolescente estava conversando com amigos na rua. A morte motivou duas noites seguidas de protestos na região da Vila Medeiros, Jaçanã e Tremembé.
“Eu estava com ele na hora. O policial veio dando cavalinho de pau na rua. Quando chegou na frente dele [Douglas], colocou o braço para fora do vidro do carro com a arma e atirou”, afirma um dos amigos. “Até o parceiro dele falou: que que cê fez? Aí ele [policial que atirou] pediu desculpa. Foi fazer cena, olha no que deu.”
O adolescente Douglas Rodrigues, 17 anos, estudante, morreu no domingo (27) com um tiro no peito. O policial afirma que o tiro foi acidental. (Foto: Rosanne D'Agostino/G1)O adolescente Douglas Rodrigues, 17 anos,
estudante, morreu no domingo (27) com um tiro
no peito. O policial afirma que o tiro foi acidental.
(Foto: Rosanne D'Agostino/G1)
Testemunhas do crime e os amigos do adolescente se reuniram nesta terça em frente à casa do pai de Douglas, onde a família concedia entrevistas, mas, com medo, preferiram não dar os nomes.
O colega de trabalho de Douglas diz que ouviu suas últimas palavras, a caminho do hospital: “Não tô conseguindo”. Douglas foi atingido ao lado do irmão mais novo, de 13 anos, que preferiu não falar.
“Ele não tinha inimigos”, diz o amigo Leonardo, de 16 anos, que estudou com Douglas. “Fazia brincadeiras, ficava na dele. Era amigo de todos”, afirma.A mãe do adolescente, Rosana Martins de Souza, 44 anos, que trabalha com costura no bairro, criticou a ação da polícia. "O único defeito da gente era ser pobre", afirmou aoG1.
Adolescente mostra projétil encontrado próximo à Boca da Mata, zona rural do Jaçanã, onde houve ataques a ônibus e confronto com a polícia na noite desta segunda (Foto: Rosanne D'Agostino/G1)Adolescente mostra projétil encontrado próximo à
Rua Boca da Mata, no Jardim Brasil, onde houve
ataques a ônibus e confronto com a polícia na noite
desta segunda (Foto: Rosanne D'Agostino/G1)
A última notícia que a mãe recebeu do filho veio do irmão menor: "Ô mãe, o Douglas tomou um tiro". "Ele chegou apavorado", relata.
Abordagens
A morte não é a primeira do bairro, à beira da Rodovia Fernão Dias. O 73º DP do Jaçanã registrou 25 vítimas de homicídios dolosos apenas em 2013. Em meio às casas simples e comércios locais, os moradores afirmam que é rotina ser abordado por policiais sacando armas.
“Seu jeito de andar, seu cabelo, a roupa que você veste, tudo é motivo. Naquele momento com o Douglas ali, caído, todo mundo queria bater na polícia. Eles abordam o tempo todo. Ontem, na hora de ir para o enterro, os policiais passaram botando arma na nossa cara”, diz um dos amigos de Douglas.
Outro conta, mostrando o projétil que diz ter encontrado próximo à Rua Boca da Mata, que já foi parado por um policial, que apontou o revólver para sua cara.
"Ele perguntou se eu tinha RG. Como eu estava sem, ele pediu meu nome completo. Eu dei. Daí ele me deixou ir. Mas vai que essa arma dispara", diz. "Ontem era tanto tiro que deu muito medo. A gente passou mal dentro de casa por causa desse gás."
Os moradores afirmam que, durante a noite de protestos, com ao menos três ônibus e sete caminhões incendiados na rodovia ou em ruas próximas, policiais “chegavam atirando sem dó”.
“Foi muito tiro. Podia ter matado mais alguém. Estavam atirando para matar mesmo”, diz um dos adolescentes.
Outros veículos foram depredados, além de três agências bancárias. O comércio, que já tinha fechado as portas no meio da tarde, teve lojas saqueadas.
A PM disse ter prendido 77 pessoas, das quais apenas um continuava detida até as 17h desta terça. A polícia diz também que precisou usar balas de borracha e gás lacrimogêneo para conter os protestos.
Na noite desta terça, mais um protesto acontecia na região do Parque Novo Mundo em razão da morte de outro adolescente de 17 anos.
De acordo com a versão apresentada pelo policial, ele estava de folga e passava em seu veículo pela região quando se perdeu e foi abordado por um criminoso na avenida. O jovem estaria armado com um revólver calibre 32.
O policial afirma que reagiu ao roubo, deu voz de prisão, mas houve reação. O policial diz que, então, atirou no suspeito. Ele não soube informar à Polícia Civil quantos tiros disparou.
Um grupo de 150 pessoas, de acordo com a PM, ocupava a Avenida Tenente Amaro Felicíssimo da Silveira por volta das 18h.
No Jardim Brasil, o comércio fechou mais cedo. Os comerciantes afirmaram que o medo de vandalismo e novos saques motivou a decisão de baixar as portas.
A mãe de Douglas afirma não ter medo da polícia. "Estão dizendo que ele estava no baile funk. Acha que um menino desse vai ficar em baile funk? Ele saiu num domingo à tarde para buscar um miolo de chave. Muita gente agora vai me criticar: cadê a mãe? Mas eu ralo, o pai dele rala. E ele também era assim."
fogo em caminhão na fernão dias 28/10 (Foto: Reprodução)Caminhões são incendiados na Zona Norte nesta segunda (28) (Foto: Reprodução)

Avenida no Parque Novo Mundo, em São Paulo, foi bloqueada.
Policial estava de folga e disse que foi abordado por jovem de 17 anos.

Do G1 São Paulo

Moradores da região do Pq. Novo Mundo fecharam a avenida Tenente Amaro Felicissimo da Silveira durante protesto no começo da tarde desta terça-feira (29). (Foto: Nelson Antoine/Fotoarena/Estadão Conteúdo)Moradores da região do Pq. Novo Mundo fecharam a avenida Tenente Amaro Felicissimo da Silveira durante protesto no começo da tarde desta terça-feira (29). (Foto: Nelson Antoine/Fotoarena/Estadão Conteúdo)
De acordo com a versão apresentada pelo policial envolvido na ocorrência, ele estava de folga e passava em seu veículo pela região quando se perdeu e foi abordado por um criminoso na avenida. O jovem de 17 anos estava armado com um revólver calibre 32, segundo o policial. Ele reagiu ao roubo, deu voz de prisão, mas houve reação. O policial diz que, então, atirou no suspeito. Ele não soube informar à Polícia Civil quantos tiros disparou.A Polícia Militar afirma que aproximadamente 150 pessoas protestavam na tarde desta terça-feira (29) na Avenida Tenente Amaro Felicíssimo da Silveira, no Parque Novo Mundo, na Zona Norte de São Paulo. O ato ocorre após a morte de um adolescente de 17 anos suspeito de roubo durante a manhã, segundo a Polícia Militar.
O adolescente ficou caído e o policial conta que decidiu sair do local, mas uma segunda pessoa apareceu e tentou impedir. Ele atirou contra essa outra pessoa, segundo relato no boletim de ocorrência, mas não sabe se a acertou. Depois, o policial ligou para o 190, telefone da Polícia Militar, e relatou o ocorrido.
Até as 18h, não havia confirmação se há outro ferido. O caso foi registrado no 90º Distrito Policial, mas será investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) por envolver um policial. De acordo com a sala de imprensa da PM, os moradores da região atearam fogo em pneus, mas começaram a se dispersar depois da chegada da Rota e do Águia
.

A partir de 2014, manutenção da iluminação passará a ser dos municípios.
Cidades como Marília e Agudos já conseguiram a medida na Justiça Federal.

Do G1 Bauru e Marília 
Novo valor do Custo de Iluminação Pública começou a valer em setembro (Foto: Reprodução/TV Tem)Em Botucatu, alguns moradores ficaram
assustados com o valor (Foto: Reprodução/TV Tem)
Mais um município da região conseguiu na Justiça o direito de não assumir os serviços de iluminação pública a partir de 2014. Além deMarília e Agudos, agora a prefeitura deBotucatu (SP) conseguiu a liminar.
Para a Justiça Federal, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) extrapolou ao determinar que a obrigação de custear a manutenção e expansão da rede fosse transferida às prefeituras.
Em setembro, a Justiça Federal havia negado o pedido de liminar em ação coletiva movida por várias prefeituras da região, entre elas Bauru, que tenta suspender decisão da Aneel. A partir de fevereiro de 2014, a responsabilidade pela instalação e manutenção da iluminação pública nas cidades passará a ser dos municípios. As prefeituras alegam que não têm condições de assumir o serviço.
Na época, as prefeituras garantiram que iam recorrer na tentativa de derrubar a liminar que favorece a Aneel. Ainda em setembro, a prefeitura de Ourinhos anunciou que também entrou com pedido de liminar e que para bancar a contratação de uma empresa terceirizada irá criar a  Contribuição de  Iluminação Pública (CIP). Os custos serão repassados para os moradores
.

Ministro da Justiça quer ação conjunta das esferas federal e estadual.
Governo autorizou ida de homens da PRF do Rio para reforçar Fernão Dias.

Priscilla MendesDo G1, em Brasília
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou nesta terça-feira (29) que irá se reunir na próxima quinta (31), em Brasília, com os secretários de Segurança Pública de São Paulo e Rio de Janeiro para discutir ações conjuntas para evitar atos de vandalismo em manifestações públicas. Segundo Cardozo, o governo federal quer encontrar uma alternativa para inibir os atos de violência sem “reprimir” a liberdade de expressão.
Mapa do protesto em SP (Foto: Arte/G1)
“Discutiremos medidas de segurança pública que devem ser tomadas para evitar esses atos. O que não significa que devamos reprimir a liberdade de expressão", disse o titular da Justiça durante entrevista coletiva na sede do ministério.
Cardozo também informou que homens da Polícia Rodoviária Federal do Rio de Janeiro serão deslocados para ajudar na ação conjunta que será executada na rodovia Fernão Dias, que nesta segunda-feira (28) foi bloqueada por manifestantes durante protesto.
Na manhã desta terça, em entrevista à rádio CBN , Cardozo relatou que conversou com o secretário de segurança pública de São Paulo, Fernando Grella, e que governo federal e estadual combinaram a ação da PRF na rodovia.
O ministro, contudo, não detalhou o tamanho do contingente que será deslocado para o estado vizinho nem em que localidade os policiais ficarão. A ida dos policiais do Rio para São Paulo foi acertada na manhã desta terça, durante reunião entre a Secretaria de Segurança Pública paulista e a Polícia Rodoviária Federal.
“A Polícia Rodoviária Federal deve atuar também com reforço da sua tropa. Estamos deslocando efetivo do Rio de Janeiro para São Paulo para fazer uma melhor cobertura daquele trecho. Isso foi objeto da reunião de hoje [terça] de manhã, onde a distribuição de efetivo, a alocação de situações deve ter sido planejada”, explicou o ministro.
"Análise de inteligência"
De acordo com Cardozo, no encontro desta quinta, ele e os chefes da segurança pública de São Paulo e do Rio de Janeiro – Fernando Grella e José Mariano Beltrame, respectivamente – irão fazer uma “análise de inteligência" sobre os incidentes que têm se repetido durante os protestos. O ministro ressaltou que o objetivo da administração pública tem de ser investigar e punir as pessoas que aproveitam as manifestações para cometer crimes.
Para o auxiliar da presidente Dilma Rousseff, a situação vai "além” do episódio ocorrido nesta semana na rodovia Fernão Dias, na capital paulista. Para ele, São Paulo e Rio registram as maiores recorrências desses crimes. “É necessário garantia de liberdade de expressão que não permita vandalismo”, declarou.
José Eduardo Cardozo disse que também pretende marcar uma reunião ainda mais ampla para debater o assunto, que envolva Ministério da Justiça, Conselho Nacional de Justiça, Conselho Nacional do Ministério Público e Ordem dos Advogados do Brasil.
Conforme o ministro, o problema do vandalismo e das depredações “não passa apenas pelas polícias”.
“A política em relação a atos de vandalismo é maior que isso, envolve todos os órgãos. Com essa reunião, a ideia é trocarmos estratégias para que esse tipo de ação seja não só investigada, mas também coibida”, destacou.
Força Nacional
Em meio à entrevista, o ministro da Justiça assegurou que, até o momento, o governo de São Paulo não solicitou o reforço da Força Nacional para auxiliar no policiamento dos protestos locais. Cardozo destacou que, caso o Palácio dos Bandeirantes solicite tropas da Força Nacional para ajudar na operação, o governo federal poderá enviá-las. Ele, no entanto, disse acreditar que São Paulo não irá precisar recorrer ao socorro do efetivo que reúne policiais de todo o país.
“Acredito que os homens que têm a Polícia Militar e a Polícia Civil do estado de São Paulo são suficientes para que possamos atender a essa situação”, enfatizou.
Adolescente morto
José Eduardo Cardozo lamentou a morte do estudante Douglas Rodrigues, de 17 anos, que foi baleado por um policial militar de São Paulo no último domingo (27). O assassinato deflagrou a onda de protestos nas regiões da Vila Medeiros, de Jaçanã e de Tremembé ao longo de dois dias. No dia seguinte à morte de Douglas, pelo menos seis ônibus e três caminhões foram incendiados na rodovia Fernão Dias e em ruas próximas.
O ministro da Justiça defendeu uma “investigação criteriosa” sobre a morte do adolescente.
“No caso da morte do jovem em São Paulo, além da nossa solidariedade à família, temos manifestado reiteradamente a necessidade que se faça uma investigação criteriosa, uma apuração minuciosa dos fatos para que a sociedade saiba as tristes razões desse ocorrido”, destacou Cardozo.
O policial militar que disparou o tiro contra Douglas foi indiciado por homicídio culposo (sem intenção) e foi preso por determinação da PM paulista. O advogado do policial alega que o disparo foi acidental.
Nesta terça-feira, a presidente Dilma Rousseff também lamentou o assassinato por meio de seu perfil no microblog Twitter. “Foi com tristeza que soube da morte do jovem Douglas Rodrigues, de apenas 17 anos, na zona Norte de SP", escreveu a chefe do Executivo.
Ela disse ainda que, “assim como Douglas", milhares de outros jovens negros da periferia são vitimas cotidianas da violência. "A violência contra a periferia é a manifestação mais forte da desigualdade no Brasil", opinou
.
Lilian Grasiela

Ontem à tarde, foram enterrados em Botucatu (100 quilômetros de Bauru) Luan Marcos Cardoso dos Santos, 19 anos, e Elvis Garcia Alves Siqueira, 16 anos, vítimas de acidente ocorrido anteontem à tarde no bairro da Mina.

Segundo a polícia, Luan conduzia uma motocicleta Yamaha Fazer pela estrada de terra que liga o bairro rural à rodovia Geraldo Pereira de Barros (SP-191), levando o adolescente na garupa.

Por razões a serem esclarecidas, por volta das 18h30, ele colidiu de frente com um Fiat Siena conduzido por R.M.S., de 33 anos.

foto divulgação
Dois acidentes com mortes marcam o final de semana
O motociclista e o passageiro não resistiram e morreram na hora.
O motorista do carro e a passageira L.S. (idade não informada) não se feriram. Segundo testemunhas, a moto estaria em alta velocidade. A Polícia Científica foi acionada e as causas do acidente serão investigadas.

Os corpos das vítimas fatais foram velados no Complexo Funerário Orlando Panhozzi, em Botucatu. Às 16h, Elvis foi sepultado no Cemitério Jardim. Já Luan foi enterrado às 17h, no Cemitério Portal das Cruzes.

Paola Patriarca

Um homem de 48 anos foi preso após ser suspeito de estuprar um adolescente de 12 anos, em Botucatu (100 quilômetros de Bauru). O fato aconteceu neste final de semana, na rua Damião Pinheiro Machado, Jardim Bom Pastor.

Segundo a Guarda Civil Municipal (GCM), testemunhas informaram que o suspeito teria utilizado uma carabina de pressão para forçar o adolescente a entrar na residência, onde teria praticado o abuso.

A polícia foi até o local e encontrou o homem sendo linchado pelos familiares da vítima. Indagado, ele confessou que a carabina estava em cima de um guarda-roupa. A equipe localizou a arma de fogo e também vários filmes e revistas pornográficas.

O suspeito foi encaminhado ao Plantão Policial, onde a prisão temporária foi decretada. Ele foi recolhido para a Cadeia Pública de Itatinga, onde está à disposição da Justiça. O caso será investigado.

Ampolas estavam no porta-malas e no estepe do veículo.
Dois homens foram presos e levados para o CDP de Bauru.


Do G1 Bauru e Marília

Cerca de seis mil anabolizantes foram apreendidos neste fim de semana em um veículo na Rodovia Marechal Rondon, emAgudos (SP).
De acordo com informações da Polícia Rodoviária, os produtos eram transportados para a capital por dois homens, um de 24 e, outro, de 40 anos.
Durante vistoria do veículo, os policiais encontraram 6,7 mil ampolas e comprimidos adquiridos no Paraguai, escondidos no porta-malas e no estepe do veículo, que tinha placas de Sumaré. A mercadoria foi apreendida e encaminhada à Polícia Federal. Os ocupantes do veiculo foram levados para o Centro de Detenção Provisória de Bauru.
Ampolas foram encontradas no porta-malas e no estepe do veículo (Foto: Reprodução/TV Tem)Ampolas foram encontradas no porta-malas e no estepe do veículo (Foto: Reprodução/TV Tem)

Ultimas Notícias

Loading...