Últimas Notícias

Compartilhe

Evento realizado pela TV TEM é neste domingo, a partir das 9 horas. 
Programação conta concurso, show de agillity e muito mais até às 13h.


Do G1 Bauru e Marília


Neste domingo (1) tem mais uma edição do Estimacão, evento realizado pela TV TEM, afiliada da Rede Globo no Centro-Oeste Paulista. Desta vez o evento será realizado em Botucatu (SP), no Parque Municipal, que fica na Rua Doutor José Barbosa de Barros. O evento tem o objetivo de valorizar a relação entre as pessoas e os bichos de estimação. A expectativa é receber um público de seis mil pessoas.
Várias atrações fazem parte da programação do evento, que começa às 9 horas, entre eles,  serviços de bem-estar para os bichinhos, como corte de unha; orientações veterinárias; show de agilitty; concursos de menor e maior cão, mais fashion, parecido com o dono e o mais exótico; cantinho da foto, onde donos podem registrar os momento com seu bicho de estimação; entre outras. Todas as atividades são gratuitas. 
Uma das atividades que também é oferecida no evento é o cadastro para quem deseja adotar um animal. E para quem faz essa escolha é importante saber das responsabilidades de se ter um bichinho dentro de casa.
Adotar um animal geralmente não é uma atitude comum de quem quer um bicho de estimação. Algumas pessoas ainda têm receio em levar para casa um cão ou gato retirado da rua. O medo de doenças, as características dos bichos e a personalidade deles são fatores que pesam na hora da escolha.
O gerente bancário Marcelo Silveira também teve dúvidas antes de ficar com Branquinha. "Mas, no fim nós decidimos pela adoção. Para ela nos ajudar e para que eu pudesse ajudar um animalzinho também e ela veio para alegrar a nossa vida. A gente chega em casa e é uma alegria", conta.
Carinho é sempre bom e dá para ver que Branquinha adora. E ela tem motivo para isso. Depois de tanto tempo de violência sofrida pelo antigo dono, hoje a cachorra vive paparicada por Marcelo. Há um mês ele adotou a vira lata depois de perder um cachorro. "O cachorro vem, vai dar certo? A gente vai dar carinho a ele? No fundo é bom ter um cachorro adotado. Eles retribuem o carinho. Ela pula, brinca. É como ter um filho realmente."
Foi por meio de um anúncio no jornal que Branquinha pôde ser adotada. E é exatamente este o trabalho desenvolvido pela Ong Nature Vitae em Bauru (SP). Há mais de dez anos, a entidade divulga na mídia e na internet fotografias de animais abandonos ou mal tratados. Muitas vezes, é desta maneira que eles acabam encontrando um novo lar.
Adoção de animais é um dos temas que serão abordados no evento  (Foto: reprodução/TV Tem)Marcelo adotou Branquinha após vê-la em um anúncio de adoção de animais (Foto: reprodução/TV Tem)
Vacinas
Só no centro de Controle de Zoonoses de Bauru existem 50 animais, entre cães e gatos. A maioria deles está disponível para adoção, mas o futuro dono deve saber que pra adotá-los não basta vir e escolher um. É preciso também ter algumas responsabilidades, principalmente em relação à vacinação. “A pessoa tem que ter a consciência que um animal, gato ou cachorro, vai viver de 10 a 15 anos e eles dão gastos. É a ração de boa qualidade, vermifugação a cada seis meses, as vacinas e veterinário quando necessário”, explica Fátima Schroeder, presidente da ONG.
Cuidados como manter as vacinas em dia são responsabilidades do dono  (Foto: reprodução/TV Tem)Cuidados como manter as vacinas em dia são
responsabilidades do dono (Foto:TV Tem)
O médico veterinário Germano Spósito explica que algumas vacinas são obrigatórias, como a déctupla, também conhecida como V-10 , a antirrábica e a contra a leishmaniose. A primeira dose geralmente deve ser aplicada a partir dos 45 dias de vida do animal, depois da vermifugação. “Esses cuidados são obrigatório para manter a saúde do animal e para a vida dele também, porque as doenças que são previnidas com vacinas como V-10 podem levar a óbito”.
A carteira de vacinação pode ajudar no controle das doses, mas se o dono perder a carteirinha do animal ou esquecer a sequência de vacinas, o veterinário orienta a recomeçar o esquema de vacinação. Telma Mamede também é veterinária, mas não é só por causa da profissão que ela mantém a vacinação da cachorra sempre em dia. “A gente sempre fica de olho mais u menos na data que é feita a vacina dela , quando chega a época da vacina a gente já fica mais em cima, sabe que está chegando, tem a data na carteirinha então fica mais fácil. E graças a Deus, ela nunca teve nenhuma doença”, ressalta. 
Bem Legal
No local terá também um posto de coleta da campanha "Bem Legal" da TV TEM. Quem quiser pode colaborar com a doação de alimentos, que serão entregues a entidades assistenciais da região.
Serviço
Estimacão 2013
Local: Parque Municipal – Rua Doutor José Barbosa de Barros, s/n
Data e horário: 1º de setembro, domingo, das 9 às 13 horas
Mais de sete mil pessoas e dois mil cães participaram do Estimacão 2013, em Tatuí (Foto: Rodrigo Camargo)Evento tem o objetivo de fortalecer a relação de donos e seus bichos de estimação  (Foto: Rodrigo Camargo)


WASHINGTON — O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou neste sábado que vai pedir autorização do Congresso antes de atacar a Síria, em uma aposta política que afasta a ameaça de ataques iminentes contra o regime de Bashar al-Assad.
Em um pronunciamento na Casa Branca, Obama disse que o ataque com armas químicas no subúrbio de Damasco representa uma "ameaça que deve ser enfrentada", e que decidiu responder com o poderio militar americano.

Obama afirmou que pedirá o aval do Congresso americano para um eventual ataque à Síria (AFP, Jim Watson)

Mas em uma iniciativa que pode redefinir o balanço de forças em Washington, Obama acrescentou que é importante obter o apoio do Congresso antes de dar a ordem de ataque.
"Eu vou pedir autorização para o uso da força aos representantes do povo americano no Congresso," disse Obama.
A decisão representa uma iniciativa corajosa para um presidente que tenta recompor as relações com a oposição em um Congresso dividido, e que corre o risco de enfrentar o mesmo destino do primeiro-ministro britânico, David Cameron, derrotado no Parlamento em uma votação para definir o apoio a uma intervenção militar.
Obama pode receber um voto de confiança no Senado, controlado por seu Partido Democrata, mas é impossível prever o voto da Câmara dos Representantes, controlada pela oposição do Partido Republicano.
Além disso, o Congresso americano está em recesso até 9 de setembro, e Obama não deu indicação alguma de que pretenda convocar uma sessão extraordinária para abordar a questão.
"Estamos satisfeitos que o presidente peça a autorização para uma intervenção militar na Síria", indicou o presidente da Câmara dos Representantes, o republicano John Boehner, em um comunicado, junto com outros líderes republicanos. "Em consultas com o presidente, esperamos que a Câmara examine esta medida na semana de 9 de setembro", indicaram os republicanos na nota.
Em seu discurso, Obama afirmou: "Nossas forças militares têm recursos preparados na região. Estamos prontos para atacar quando decidirmos".
Para Obama, o suposto massacre ocorrido em Damasco no dia 21 de agosto foi "o pior ataque com armas químicas do século XXI".
Na visão do presidente americano, uma resposta militar "limitada" e sem tropas terrestres é a reação adequada para um ataque que, de acordo com uma estimativa do governo americano, deixou mais de 1.400 mortos, incluindo 426 crianças, e é responsabilidade do governo sírio.
"Esse ataque foi um atentado à dignidade humana. Também representa um sério perigo para nossa segurança nacional. Corre o risco de ridicularizar a proibição global do uso de armas químicas", afirmou.
Além disso, "coloca em risco nossos amigos e associados nas fronteiras sírias, incluindo Israel, Jordânia, Turquia, Líbano e Iraque. Pode causar uma escalada no uso de armas químicas, ou sua proliferação para grupos terroristas que podem causar dano".
-- Avaliação "imparcial e crível" --
Neste sábado, as Nações Unidas prometeram fazer uma avaliação "imparcial e de credibilidade" sobre o uso de armas químicas na Síria, disse seu porta-voz, Martin Nesirky, indicando que não poderá haver conclusões até que os exames de laboratório tenham sido concluídos.
Os inspetores da ONU deixaram a Síria neste sábado rumo à Holanda, onde está a sede da Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ).
Eles aterrissaram às 17H00 locais (12H00 de Brasília) no aeroporto de Roterdã, o mais próximo de Haia.
A análise das amostras, coletadas em 21 de agosto perto de Damasco poderá levar "até três semanas", informou este sábado a organização.
"As provas reunidas pela equipe serão agora analisadas em laboratório", informou a OPAQ em um comunicado, acrescentando que as análises "podem levar até três semanas".
"Todos os esforços possíveis serão feitos para acelerar o processo", acrescentou a OPAQ.
A organização acrescentou que os investigadores entregarão seu relatório ao secretário-geral da ONU.
Os investigadores levarão depois suas conclusões ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que enviará as informações aos estados membros.
O porta-voz da OPAQ, Michael Luhan, disse à AFP que as amostras "devem ser enviadas para uma meia dúzia de laboratórios ao redor do mundo, para países que não estão politicamente envolvidos" no conflito.
-- EUA condenam "impotência" da ONU --
Os Estados Unidos asseguram que o relatório dos inspetores sobre as armas químicas não trará informações novas, e disse que já possuem todas as provas que acusam o regime sírio.
Obama, que deve participar da cúpula do G20 nos dias 4 e 5 de setembro, em São Petersburgo (Rússia), condenou inclusive "a impotência" do Conselho de Segurança da ONU, por não conseguir ter uma voz única desde o início do conflito na Síria, em março de 2011, que deixou mais de 100.000 mortos.
"Como disse em várias oportunidades Ban Ki-moon, a investigação da ONU não dirá quem utilizou essas armas químicas (...). Eles dirão se essas armas foram utilizadas", explicou o secretário de Estado americano, John Kerry, que considerou: "A missão da ONU não pode nos dizer nada (...) que já não saibamos".
O presidente russo, Vladimir Putin, aliado da Síria, considerou "completamente absurdas" as acusações de que o regime sírio usou armas químicas.
"Em uma situação em que o Exército sírio estava na ofensiva (...), afirmar que o governo sírio usou armas químicas é absurdo," disse Putin.
"Estou convencido de que se trata de uma provocação daqueles que querem envolver outros países no conflito sírio, e garantir o apoio de atores internacionais poderosos, em primeiro lugar o dos Estados Unidos", acrescentou Putin, que exortou Washington a apresentar provas que diz possuir.
-- "Mentiras e fabricações", segundo Damasco --
O regime sírio nega que tenha utilizado armas químicas e chamou de "mentiras e fabricações" o relatório dos serviços de inteligência dos Estados Unidos sobre o envolvimento de seu Exército em um ataque químico.
"Esperamos uma agressão a qualquer momento e estamos preparados para responder também a qualquer momento", afirmou neste sábado à AFP uma autoridade dos serviços de segurança sírios.
Em uma declaração por escrito divulgada pela televisão estatal síria, o primeiro-ministro do país, Wael al-Halqi afirmou: "O Exército está pronto para enfrentar todos os desafios e todos os cenários". Ele ressaltou que as forças sírias estão "com o dedo no gatilho."
Apesar da oposição do Parlamento britânico, que na quinta-feira rejeitou um ataque, e de Moscou e Pequim, Obama e seu colega francês, François Hollande, expressaram sua intenção de enviar uma "mensagem forte" ao regime de Assad.
Obama conversou com Hollande neste sábado antes de anunciar que pediria a anuência do Congresso para um ataque, que eles já haviam ressaltado que não tem como objetivo derrubar o regime sírio, e sim evitar o uso de armas químicas.
Devido ao temor de uma iminente intervenção, uma maré de famílias sírias abandonava neste sábado o país através da cidade fronteiriça libanesa de Masna.
Em um vídeo divulgado na internet, a oposição síria pediu que os sírios tomem medidas de precaução para "superar as dificuldades nos próximos dias".
-- Protestos a favor e contra --
Uma pesquisa divulgada na sexta-feira mostrou que a metade dos americanos não quer a intervenção militar do país na Síria, e que oito em cada dez consultados afirmaram que o presidente deve solicitar a aprovação do Congresso, como exige a Constituição.
Esta situação era evidente neste sábado diante da Casa Branca, onde grupos pacifistas e que defendem a oposição síria realizaram manifestações e toiveram que ser separados pela polícia depois de empurrões e insultos.
"A guerra na Síria, justificada por mentiras", gritavam os manifestantes contrários aos ataques militares, agarrando as grades que dão para os jardins da Casa Branca.
"Estamos metidos em guerras demais neste momento", disse Andre Jones, um estudante que mencionou a situação no Afeganistão. A situação na Síria "não é da nossa conta. É um país soberano, e também não nos querem lá. Além disso, os dois lados são maus", disse.
Cerca de outras cinquenta pessoas gritavam palavras de ordem em favor dos ataques e contra Assad. Um manifestante tinha um cartaz que comparava o presidente sírio a Adolf Hitler.
(AFP)
Crescimento de 1,5% no segundo trimestre é superior ao de países como Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha. Ministro vê economia mais dinâmica

por Agência Brasil
FABIO RODRIGUES POZZEBOM/ABR

Guido Mantega
Retomada do crescimento da economia internacional é motivo de otimismo para o ministro da Fazenda
São Paulo – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse ontem (30) que o Brasil tem possibilidades de voltar a ter um crescimento econômico a uma taxa média anual de 4%, a partir de 2014. Para ele, o bom desempenho previsto poderá vir de um incremento das exportações à medida que começam a surgir sinais de retomada do crescimento da economia internacional.
A economia brasileira cresceu 1,5% no segundo trimestre deste ano, em relação ao trimestre anterior. O Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, chegou a R$ 1,2 trilhão no período de abril a junho, segundo dados divulgados hoje (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Mantega citou como base para seu otimismo a retomada da economia nos Estados Unidos, União Europeia e demais mercados consumidores de produtos brasileiros como os parceiros do Brasil no Brics, como Índia, Rússia e China. “Estamos na rota da recuperação econômica, com redução da taxa de juros se traduzindo em um dinamismo melhor”, ressaltou.“Esse crescimento, anualizando, representa como se a economia estivesse crescendo a uma velocidade de 6%”, analisou Mantega, em entrevista na sede regional do Banco do Brasil, em São Paulo. Para ele, o desempenho do PIB é bom. “Nossa trajetória é de um crescimento moderado até o final do ano, mas 2014 tende a ser mais promissor.”
No primeiro trimestre, o PIB havia crescido 0,6% em relação ao trimestre anterior. Pelo lado da produção, o principal destaque foi a agropecuária, que teve alta de 3,9% no trimestre em relação ao trimestre anterior. Também registraram crescimento os setores da indústria (2%) e serviços (0,8%).
Na comparação com o segundo trimestre de 2012, o PIB cresceu 3,3%. A economia também teve expansão de 2,6% no acumulado do ano e 1,9% no acumulado de 12 meses.
As exportações tiveram alta de 6,9%, enquanto as importações subiram apenas 0,6% no período.
Mantega avaliou que a desvalorização do real em relação ao dólar está ligada à expectativa de medidas que podem ser adotadas pelo Fed, o banco central dos Estados Unidos, mas, para ele, o governo tem os instrumentos necessários para controlar a desvalorização da moeda nacional. “As mudanças do Fed causam mudanças no câmbio de diversos países. Nós temos aqui a possibilidade de influir fazendo com que a desvalorização seja menor, caso haja necessidade. Temos muita bala na agulha para moderar a mudança de câmbio”.

O ministro voltou a dizer que, no Brasil, as mudanças acontecem por influência do mercado futuro. “Não é fuga de dólares, significa que temos um país mais sólido, com mais reservas, e que todo movimento ocorre no mercado futuro. A movimentação se deve ao fato de que temos um mercado mais aberto, mais internacionalizado e com mais liquidez do que em outros mercados”, ressaltou.
O crescimento do PIB brasileiro de 1,5% no segundo trimestre é superior ao de países como Estados Unidos (0,6%), Reino Unido (0,6%), Alemanha (0,7%) e França (0,5%). É maior também do que economias menos expressivas como de Portugal (1,1%), Coreia do Sul (1,1%), Japão (0,6%). A expansão da economia é superior à da União Europeia (0,3%). Já Espanha (-0,1%), Itália (-0,2%), Holanda (-0,2%) e México (-0,7%) tiveram queda no PIB no período.
Na comparação com os países do Brics – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul –, o crescimento brasileiro de 3,3% do segundo trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado foi maior do que o da África do Sul (1,2%) e Rússia (2%). A China teve crescimento de 7,5% e a Índia, de 4,4%.
O resultado do PIB do trimestre mostra que o indicador deve ficar próximo a 2% em 2013, segundo Dércio Munhoz, economista e professor aposentado da Universidade de Brasília. Em sua análise, ele se baseia nos últimos quatro trimestres ante o mesmo período imediatamente anterior, quando o resultado foi 1,9%.
Segundo Munhoz, é preciso cuidado ao usar apenas o resultado do segundo trimestre, pois indicadores econômicos de curto prazo têm validade “muito relativa” e não devem mostrar uma tendência. “Até porque estamos no terceiro trimestre, que tem expectativa de que seja muito fraco, o que poderá puxar o indicador do ano para baixo.”
Para o economista, quando é utilizado na avaliação do crescimento da economia o período de quatro trimestres anteriores e não o ano civil [365 dias contados a partir de 1º de janeiro] incorpora-se sazonalidades no cálculo. “Precisamos observar que estão sendo incorporados períodos de safra, períodos de Natal etc. Precisamos fazer uma comparação que amorteça questões sazonais. Este, sim, é um bom indicador”, disse Munhoz à Agência Brasil.

“Então, a tendência é de que o PIB deve ficar em 2% em 2013. Evidentemente, poderemos ter surpresas. Mas se você usar esse indicador, que amortece efeitos sazonais, a tendência é 2%, o que é um bom resultado”, acrescentou Munhoz.
por Michel 
Brasília – O empresário Wagner Canhedo, de 77 anos, dono da extinta Vasp, foi detido neste sábado em Brasília e deverá cumprir pena em regime semiaberto por evasão de impostos no estado de Santa Catarina, informou a polícia civil. A Justiça calcula que Canhedo sonegou impostos e deve em sentenças trabalhistas um valor entre R$ 3,5 bilhões e R$ 5 bilhões.
ALAN MARQUES/FOLHAPRESS
canhedo.jpg
Wagner Canhedo, quando ainda comandava a Vasp: impostos e direitos a trabalhadores levam à prisão
Canhedo foi detido na manhã de hoje e levado à Delegacia de Captura Policial Interestadual (DCPI), de onde será enviado à prisão na qual cumprirá uma sentença de quatro anos e meio de prisão, com direito a sair durante o dia e retornar à penitenciária para dormir. A Polícia Civil afirmou que, por já ser idoso, o empresário não deverá conviver com muitos presos durante o cumprimento da sentença.


Em 1990, Canhedo comprou a companhia aérea, leiloada pelo governo do estado de São Paulo, e ampliou sua presença no setor de transporte aéreo e terrestre, onde já atuava desde a década de 60. A Vasp, após 72 anos de operações, deixou de funcionar em 2005 e sua falência foi decretada pela Justiça em 2008.
Ivan Richard
Repórter da Agência Brasil
Brasília - A corregedora-geral eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Laurita Vaz, negou pedido de liminar feito pela ex-senadora Marina Silva para obrigar os cartórios eleitorais a publicarem, em 24 horas, a lista das assinaturas em apoio ao partido Rede Sustentabilidade que não foram validadas dentro o prazo.
Marina Silva, que tenta criar o Rede, alega que os cartórios estão descumprindo o prazo legal de 15 dias para validar as assinaturas. No entanto, no entendimento da ministra do TSE, o pedido não tem amparo legal.
“Não vislumbro, desse modo, em exame de cognição sumária, próprio desta fase processual, a presença dos requisitos legais suficientes a autorizar a extensão pugnada pela requerente, no sentido de presumir como válidas todas as assinaturas não impugnadas tempestivamente e de forma fundamentada, pretensão que considero não se ajustar à moldura legal”, justificou a ministra no despacho.
Laurita Vaz determinou aos tribunais regionais eleitorais (TREs) que ordenem os cartórios a publicar imediatamente os editais que dão publicidade às listas ou formulários de apoiamento apresentados pelo Rede Sustentabilidade. Na última segunda-feira (26), Marina Silva protocolou no TSE o pedido de registro do partido, mesmo sem conseguir certificar todas as assinaturas necessárias.
No documento, o Rede informa que 867 mil assinaturas de apoiadores foram colhidas em todo o país. No entanto, das 640 mil entregues à Justiça Eleitoral, 304 mil foram certificadas pelos cartórios eleitorais e cerca de 220 mil ainda precisam ser analisadas.
Para obter registro, o partido político deve validar cerca de 500 mil assinaturas, o que corresponde a 0,5% dos votos registrados na última eleição para a Câmara dos Deputados. Também é exigido que as assinaturas tenham sido colhidas em pelo menos nove estados brasileiros.
Em seu parecer, Laurita Vaz determinou que os cartórios eleitorais do Acre, de Alagoas, do  Amazonas, do Amapá, de Goiás, de Mato Grosso do Sul, de Mato Grosso, do Piauí, de Rondônia, de Santa Catarina, de Sergipe, de São Paulo, do Tocantins, do Paraná e do Distrito Federal concluam, em 48 horas, as providências indispensáveis à retomada da regularidade do trâmite processual, especialmente com relação aos prazos.
O plenário da Câmara livrou da caçassão o deputado Natan Donadon (sem partido-RO). Donadon foi condenado por peculato e formação de quadrilha - Foto : Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
O plenário da Câmara livrou da caçassão o deputado Natan Donadon (sem partido-RO). Donadon foi condenado por peculato e formação de quadrilha – Foto : Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
O plenário da Câmara acaba de absolver o deputado Natan Donadon do processo de cassação de mandato. Foram 233 votos a favor do parecer do relator, Sergio Sveiter (PSD-RJ), 131 votos contra e 41 abstenções.
Para que Donandon perdesse o mandato, o parecer de Sveiter precisaria de, no mínimo, 257 votos. Faltaram 24 votos para que o deputado fosse cassado e perdesse o mandato parlamentar.
deputado Henrique Eduardo Alves
deputado Henrique Eduardo Alves
Em função do resultado da votação, o presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), anunciou que, enquanto estiver na presidência da Casa, nenhum processo de cassação será em votação secreta. Prometeu trabalhar para aprovar o mais rápido a proposta de emenda à Constituição (PEC), que institui o voto aberto nos processos de cassação de mandato.
Alves disse que tendo vista a rejeição do parecer de Sveiter, a presidência da Câmara acatava a decisão do plenário. “Todavia, uma vez que, em razão do cumprimento de pena em regime fechado, o deputado Natan Donadon encontra-se impossibilitado de desempenhar suas funções, considero-o afastado do exercício do mandato e determino a convocação do suplente imediato, em caráter de substituição, pelo tempo que durar o impedimento do titular”.
Segundo Henrique Alves, enquanto Donadon estiver preso ele não terá direito a salário e nem a moradia funcional. O suplente é o ex-senador Amir Lando, que deverá assumir o mandato enquanto o titular estiver preso.
No final da tarde, Natan Donadon deixou o Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, para fazer a propria defesa no plenário da Câmara. Por mais de 30 minutos, ele tentou convencer os deputados de sua inocência e das perseguições do Ministério Público (MP) de Rondônia, que fez as denúncias contra ele de desvio de dinheiro público da Assembleia Legislativa do Estado, onde exerceu o cargo de diretor financeiro.
Donadon também falou que está passando por serias dificuldades, inclusive financeiras, pois está há mais de dois meses sem receber salário da Câmara. Citou, inclusive, as dificuldades que sua família está encontrando para alugar uma casa em Brasília. Ele criticou o parecer do relator do processo, deputado Sergio Sveiter (PSD-RJ). Segundo Donandon, o parecer está repleto de “absurdos e asneiras”.
Por diversas vezes, disse que é inocente e que nunca fez nada de ilícito. “Nunca desviei um centavo da Assembleia Legislativa”. Declarou que todos os pagamentos feitos por ele na diretoria financeira foram atestados pelo controle interno da instituição e feitos de acordo com os parâmetros legais. Donadon disse ainda que assumiu a diretoria financeira com contratos já feitos.
Natan Donadon acompanhou toda a votação do processo sentado no plenário ao lado dos parentes. Ao ser proclamado o resultado da votação, Henrique Alves determinou a retirada do parlamentar do plenário. Durante a votação, Donadon pediu que as autoridades melhorem a qualidade da alimentação do presídio da Papuda. “A gente tem dificuldade na alimentação. Eu tenho síndrome do estômago irritável”, disse.
Com informações da Agência Brasil
O mal-estar criado com a preservação do mandato do deputado Natan Donadon (sem partido-RO) pelo plenário da Câmara dos Deputados, em processo de cassação votado na noite de ontem (28), pode acelerar a tramitação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com o voto secreto nos processos de cassação.
Mesmo com Donadon condenado a mais de 13 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal por formação de quadrilha e peculato, pena que cumpre desde julho na Penitenciária da Papuda em regime fechado, a Câmara manteve o mandato do parlamentar.
Para o coordenador da Frente Parlamentar em Defesa do Voto Aberto, deputado Ivan Valente (PSOL-SP), o constrangimento ante a opinião pública pela absolvição de um “deputado presidiário” pode impulsionar a tramitação da chamada PEC do Voto Aberto.
Já aprovada pelo Senado, a PEC 196, de autoria do senador Alvaro Dias (PSDB-PR), está sendo analisada por uma comissão especial que tem até 40 sessões para aprovar um parecer. Depois de aprovada pelo colegiado, a PEC tem que passar por duas votações no plenário da Casa.
“Acho que podemos votar em 15 dias. O relator da PEC 196 na comissão especial já fez um planejamento para realizar uma audiência pública e, passado o prazo [mínimo de 10 sessões], ela vai a voto na comissão especial”, disse Valente. Ele acredita que o presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), vai atuar para que a proposta seja votada.
Ontem, depois da votação que manteve o mandato de Donadon, o presidente da Câmara prometeu não colocar em votação nenhum processo de cassação de mandato em processo secreto.
Para o líder do DEM, a Câmara “cavou a sepultura” do Congresso Nacional com a manutenção do mandato do deputado Donadon. “A atitude de ontem foi irresponsável, inconsequente, que trará grave sequelas a esta instituição. A partir de agora, como cobrarmos da sociedade o cumprimento de normas e julgamentos, sendo que esta Casa deu um atestado de idoneidade a um cidadão que foi julgado e condenado por corrupção?”, questionou Caiado.
Durante reunião do grupo de trabalho criado para apresentar propostas para uma reforma política, vários deputados falaram em “clima de ressaca”. Os discursos sobre a decisão da Câmara acabaram inviabilizando a primeira etapa de votações no grupo, que estava programada para hoje.
Para o coordenador do grupo, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), o resultado de ontem certamente vai influenciar nas decisões do grupo. “Hoje diversos parlamentares se manifestaram em clima de ressaca e contrariedade pela votação de ontem. Alguns, inclusive, favoráveis a acelerar a votação do voto aberto, mas isso não é mérito do grupo”, pontuou o petista.
Agência Brasil

Há oportunidades para mecânicos, frentistas e eletricistas.
Inscrições podem ser feitas até o dia 30 de agosto, na Sebes.

Do G1 Bauru e Marília

Vereador mecânico (Foto: Yuri Maciel/G1)Entre as oportunidades, estão abertas vagas para
cursos de mecânico (Foto: Yuri Maciel/G1)
Ainda restam vagas para os cursos do Programa Nacional de Promoção do Acesso ao Mundo do Trabalho (Pronatec), em Bauru(SP). As inscrições devem ser feitas até o dia 30 de agosto, na Secretaria do Bem-Estar Social (Sebes).
Entre os cursos que ainda restam vagas estão instalador de acessórios automotivos, mecânico de motocicletas, mecânico de sistemas de freios, suspensão e direção de veículos leves, ajustador mecânico, pintor de automóveis, eletricista instalador predial de baixa tensão e frentista.
Poderão participar dos cursos, pessoas com idade entre 16 e 59 anos, com prioridade para usuários de serviços, projetos, programas de transferência de renda e benefícios socioassistenciais e escolaridade a partir do ensino fundamental incompleto, de acordo com os requisitos em cada curso.
A Sebes informa ainda que a desistência do candidato no curso no qual foi inscrito implica não poder se inscrever para o Pronatec por um período de 2 anos. A secretaria está localizada na Avenida Alfredo maia, q.1. Mais informações pelo telefone (14) 3214-4806.Todos interessados deverão ter cadastro ou processo de cadastramento no Cadastro Único mesmo que a pessoa não seja beneficiária do Programa Bolsa Família ou do Benefício de Prestação Continuada (BPC). A Sebes esclarece que qualquer membro da família poderá participar desta modalidade do Pronatec, não havendo limite por família.

O projeto foi apresentado formalmente perante o Congresso e depois detalhado em uma audiência com a presidente por legisladores de quatro partidos


Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
Sessão conjunta do Congresso Nacional que aprovou urgência para análise dos vetos presidenciais à lei que redistribui os recursos dos royalties do petróleo
Congresso Nacional: com o apoio de 188 deputados, pouco mais dos 177 necessários, o projeto começou a tramitar no Congresso nesta quarta-feira

Brasília - Um grupo de parlamentares apresentou nesta quarta-feira no Congresso um projeto de lei que prevê a convocação de um plebiscito para realizar uma reforma política, uma das promessas da presidente Dilma Rousseff após os protestos que sacudiram o Brasil em junho.
O projeto foi apresentado formalmente perante o Congresso e depois detalhado em uma audiência com a presidente por legisladores de quatro partidos.
A iniciativa pede que os eleitores se pronunciem sobre três assuntos específicos: o financiamento das campanhas eleitorais (público ou privado), a realização conjunta de eleições presidenciais, regionais, parlamentares e municipais, e a possibilidade de os cidadãos recolherem assinaturas pela internet para apresentar ao Congresso projetos de lei de iniciativa popular.
Com o apoio de 188 deputados, pouco mais dos 177 necessários, o projeto começou a tramitar no Congresso nesta quarta-feira, pouco mais de um mês antes do fim do prazo para a aprovação de leis eleitorais que possam vigorar nas próximas eleições, em outubro de 2014.
Segundo a legislação, reformas eleitorais têm que ser aprovadas um ano antes do pleito, por isso o prazo para realizar o plebiscito e o posterior debate parlamentar vence em outubro.
O porta-voz do PT na Câmara dos Deputados, José Guimarães, afirmou que o projeto prevê uma profunda reforma nos sistemas eleitoral e político do Brasil.

Sem acordo, Senado adia votação de minirreforma eleitoral

Planejada para valer já nas eleições de 2014, a proposta de minirreforma eleitoral elaborada pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR) começou a ser discutida, nesta quarta-feira (28), pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Pedido de vista coletiva adiou sua votação para a próxima semana, mas um dos pontos polêmicos já foi eliminado pelo substitutivo do relator, senador Valdir Raupp (PMDB-RO): a redução em um mês na duração da campanha.
Jucá pretendia transferir tanto o início da campanha quanto o da propaganda eleitoral de 5 de julho - prazo fixado pela Lei Eleitoral (Lei 9.504/1997) - para 5 de agosto. Raupp não julgou "conveniente" reduzir o tempo de campanha "sem um debate mais aprofundado sobre o tema" e propôs 7 de julho como data alternativa. A perspectiva de corte de 30 dias foi motivo de protestos na reunião da CCJ.
Os senadores Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e Aécio Neves (PSDB-MG) estavam entre os que rejeitaram a medida. Rollemberg considerou qualquer redução no prazo de campanha "uma restrição ao livre exercício de manifestação de ideias dos candidatos". Aécio avaliou que uma eventual diminuição neste tempo favoreceria "detentores de mandato eletivo, independentemente de utilizarem ou não seu mandato para fins eleitorais".
Placas, faixas e cartazes
Superada a primeira divergência, os senadores se debruçaram sobre a proibição de propaganda eleitoral por meio de faixas, placas, cartazes, pinturas ou inscrições veiculadas em bens particulares, como muros de residências. O PLS 441/2012 também vetou o "envelopamento" de carros, reduzindo o tamanho dos adesivos que podem ser utilizados como material de campanha.
O argumento de Jucá para derrubar esse tipo de divulgação foi coibir a realização de "verdadeiros leilões" em torno de paredes, muros, fachadas e até telhados de imóveis particulares com localização estratégica. O senador Sérgio Souza (PMDB-PR) disse acreditar que a medida impõe uma restrição ao direito de o cidadão dispor de seu bem. Já o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) louvou a iniciativa, comentando que a pintura de muro impõe, inclusive, um custo extra ao candidato, por obrigá-lo a retirar a propaganda após o pleito.
Em meio à revisão do tamanho dos adesivos em veículos, o senador Eduardo Lopes (PRB-RJ) conseguiu emplacar uma emenda que deve estipular sua dimensão máxima em 15 centímetros por 40 centímetros. A alteração também inclui a liberação de uso de adesivos microperfurados - que não atrapalhariam a visibilidade do motorista, segundo Lopes - em toda a extensão do vidro traseiro.
Perfumaria
Os senadores petistas Humberto Costa (PE) e Lindbergh Farias (RJ) sugeriram ainda que a proibição de propaganda eleitoral em imóveis particulares se estendesse a bens públicos, como calçadas e ruas. Por fim, ambos - com o respaldo do senador José Agripino (DEM-RN) - defenderam a inclusão no PLS 441/2012 de dispositivo para inibir o "assalariamento" na campanha eleitoral.
"Já houve caso de eleição para vereador em que um candidato contratou um número de pessoas suficiente para ser eleito", comentou Humberto, considerando como ideal a campanha feita apenas por militantes sem remuneração.
Ao justificar sua proposta de minirreforma eleitoral, o próprio Jucá reconheceu o alcance limitado das medidas. A meta não seria "equacionar a questão do abuso do poder econômico nas eleições, mas reduzir os vultosos gastos das campanhas e contribuir para maior isonomia nas eleições".
O senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) adiantou que votaria a favor do PLS 441/2012 com a certeza de que as mudanças aprovadas não resultariam no aperfeiçoamento eleitoral do país. Em linha de argumentação similar, o senador Pedro Taques classificou de "perfumaria" as medidas empreendidas por Jucá.
Informações da Agência Senado

O presidente da Bolívia disse que espera uma resposta oficial do governo brasileiro à nota oficial enviada pela chancelaria boliviana


Agência Brasil

Senador boliviano Roger Pinto Molina
O presidente boliviano, Evo Morales, disse nestab quarta-feira (28), em entrevista coletiva no palácio do governo, que o Brasil precisa explicar a fuga do senador Roger Pinto Molina, que estava asilado, por vontade própria, na embaixada brasileira em La Paz, e deveria mandá-lo de volta a seu país para responder na Justiça a várias acusações de corrupção.
Na entrevista, Morales ratificou a decisão de lutar contra a corrupção pública e ressaltou que, conforme acordos internacionais, "devolver" o senador à Bolívia "seria a melhor forma de contribuir com esta luta".
Morales disse que espera uma resposta oficial do governo brasileiro à nota oficial enviada pela chancelaria boliviana. Ele também denunciou a ação de grupos conservadores do Brasil, que, segundo ele, querem o enfrentamento entre os governos boliviano e brasileiro. “Querem criar desconfiança”, disse.
De acordo com o presidente, a vida do senador nunca esteve em perigo na Bolívia. Se quisesse, Pinto Molina poderia, inclusive, se deslocar por qualquer região boliviana, embora estivesse proibido de viajar ao exterior, ressaltou Morales.
 
O senador deixou a embaixada brasileira, onde passou cerca de um ano e meio, na última sexta-feira (23), com o apoio do encarregado de Negócios (equivalente a embaixador provisório) do Brasil na Bolívia, Eduardo Saboia, que assumiu a responsabilidade pela operação.



Em Bauru, SP, gerente do Trabalho explica como procedimento é feito.

Motoristas se sentem intimidados com 'flanelinhas' em alguns pontos.

Do G1 Bauru e Marília

Registro em carteira é melhor forma de regularizar situação (Foto: Reprodução TV TEM)Registro em carteira é melhor forma de regularizar situação (Foto: Reprodução TV TEM
)

O registro da profissão de guardador e lavador de automotivos existe há 40 anos no Brasil por meio de uma lei federal. No entanto, poucos são os cadastrados e a maioria não sabe que existe essa possibilidade, e o que é necessário para se regularizar. Além disso, alguns motoristas se sentem intimidados com a abordagem de alguns "flanelinhas" nas ruas de Bauru (SP).
“Hoje, apesar de muitos trabalhadores que se valem dessa atividade diminuiu muito. Até o objetivo dessas pessoas é outro hoje em dia. A lei que regulamenta a profissão tem que ser revista de acordo com as necessidades atuais. Enquanto isso não acontece, o trabalhador tem que se adequar ao que a lei pede. É preciso que esse trabalhador tenha residência fixa, tenha bons antecedentes e que ele tenha documentação em dia de identificação. Além de ter o registro dessa atividade na carteira de trabalho”, explica o gerente regional do Trabalho de Bauru (SP), José Eduardo Rubo.

Silvia Moraes é uma exceção à regra em Bauru. As atividades vão além do que se espera de uma "flanelinha". A guardadora de carros se registrou há vários anos e, atualmente, tem uma equipe que trabalha com ela em eventos. “Eu tenho guarda de veículos em via pública, manobrista, motorista particular, motorista para casamento, baby-sitter, baby dog e segurança em residência. Eu já fiz eventos em que já fui motorista e que eu tive que buscar o cachorrinho que fazia parte desde o começo do namoro da pessoa”, lembra a guardadora de carros, Silvia Moraes.
Durante o expediente, todos usam camisa social e gravata como uniforme. “Eu gosto do trabalho e já faz um ano. Eu também não fico sem ele. Eu tenho outra profissão: sou porteiro também. E na noite, conversando com as pessoas, já faz parte da minha vida. Soma uma renda e melhora muito bem”, diz o manobrista, Paulo Silas.
E eles são organizados, anotam as placas, marcam os carros e conhecem cada proprietário. “Acho importante porque a gente se sente coagida na rua, quando eles obrigam a gente, falam valores e, às vezes, a gente volta para pegar alguma coisa no carro e não tem nem ninguém para dar o dinheiro porque não está perto. A gente se sente coagido mesmo com essas pessoas que não são totalmente organizadas”, avisa a fonoaudióloga, Juliana Castro.
Tem motorista que se sente intimado em alguns locais (Foto: Reprodução TV TEM)Tem motorista que se sente intimado em
alguns locais (Foto: Reprodução TV TEM)
Uma realidade bem diferente da que a maioria dos motoristas vive em outros pontos da cidade quando quer estacionar. Uma mulher, que teve medo de se identificar, recentemente parou o carro próximo a uma agência bancária e não pagou nada para o “flanelinha”.  “Ele me ameaçou dizendo que eu não deveria parar mais o carro no território dele, que eu deveria parar em outro lugar porque se parasse ali ia ter algumas complicações. Me senti muito ameaçada por essa situação porque é um lugar público e tenho o direito de parar onde eu quiser. Não onde ele determina”. 
Apesar de haver a profissão de guardador de carro, o motorista não é obrigado a pagar, muito menos pode ser coagido. “Nós não temos muitas solicitações a respeito. Mas, normalmente, durante o patrulhamento, o policial avistando ele faz a abordagem e a qualificação. A grande maioria das vezes, eles têm passagem criminal, porém, não são procurados pela Justiça. A gente orienta esse pessoal para que não faça extorsão e ameaça porque consequências serão tomadas”, alerta o tenente da Polícia Militar, Michel Prieto.
A secretária de Bem Estar Social, Darlene Tendolo, informa que o município já tentou diversas vezes incentivar o cadastro dos “flanelinhas”. Há inclusive o incentivo de uma capacitação profissional. “Já fomos, inclusive, coibindo outras práticas que não condizem com a legislação, como intimidar as pessoas. Nós oferecemos cursos do Pronatec, que são vários, inúmeros e diversos, encaminhamento para os postos de serviço. Porque tem bastante emprego em outras áreas de Bauru e, a gente, sempre tem tentado conquistar as pessoas por esse sentido. Mas essas pessoas que tivemos contato não aceitaram”.
Mulher tem profissão registrada e equipe de funcionários (Foto: Reprodução TV TEM)Mulher tem profissão registrada e equipe de funcionários (Foto: Reprodução TV TEM)

Ultimas Notícias

Loading...