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Acusados usavam armadilha artesanais para prender os animais, que eram abatidos no pasto e tinham a carne vendida para conhecidos


Lilian Grasiela

Polícia Civil/Divulgação
Polícia Civil conseguiu recuperar cerca de 80 quilos de carne  
A Polícia Civil de Agudos (13 quilômetros de Bauru) desarticulou uma quadrilha que montou uma espécie de "açougue do crime". Usando armadilhas artesanais, três membros de uma família atraiam gado de propriedades rurais para o abate clandestino e revendiam a carne furtada para amigos e familiares por R$ 100,00 cada 15 quilos. Além do furto, os três homens, que já estão presos, responderão por associação criminosa.

Segundo o delegado titular de Agudos, Jader Biazon, os registros de furto de gado em propriedades rurais da cidade, que tiveram pequeno aumento em janeiro deste ano, começaram a se intensificar em março. Até a semana passada, Agudos contabilizava sete ocorrências de furto consumado e outras três tentativas.

"Nós passamos a observar que os furtos eram concentrados na região de Agudos que faz divisa com Borebi e Iaras e que o 'modus operandi' dos autores era sempre o mesmo", explica.
O delegado conta que os criminosos chegavam de carro e moto e faziam armadilhas utilizando "laços" de arame liso com aproximadamente 1,50 metro de diâmetro presos a árvores, postes e cercas. "Esse laço era usado para capturar o animal e, às vezes, o animal, com a força dele, morria estrangulado", revela.

O abate ocorria no próprio pasto, com o uso de um machado, e o gado era dividido em quatro partes. De acordo com Biazon, investigações revelaram que os crimes foram cometidos por W.J.C.S., 32 anos, líder do grupo, seu cunhado J.P.D., 33 anos, e um sobrinho da dupla, M.A.B.P., de 21 anos, todos moradores de Borebi.

Como os suspeitos não tinham nenhum meio de transporte, em cada uma das ações, eles convidavam uma pessoa com carro para ajudá-los a carregar a carne. Até o momento, segundo o delegado, quatro envolvidos nesse "rodízio" já foram identificados.

80 QUILOS

Há cerca de 15 dias, a Polícia Civil iniciou as diligências para tentar localizar a carne furtada. Em sete endereços distintos, em Agudos e Borebi, foram apreendidos cerca de 80 quilos do produto ilícito. "Eles dividiam em pacotes de 15 quilos e vendiam por R$ 100,00 cada pacote para amigos e parentes", declara.

Na segunda-feira (22), de acordo com Biazon, os três envolvidos foram presos temporariamente e levados à Cadeia de Avaí, onde estão à disposição da Justiça. Eles responderão pelos crimes de furto e associação criminosa. Já as pessoas que ajudaram no transporte da carne serão indiciadas por furto.
Ana Borges

Polícia Militar/Divulgação
Seis vasos de maconha foram apreendidos nesta quarta no Parque União
Seis vasos com plantação de maconha foram apreendidos na manhã desta quarta-feira (24), no Parque União, na região do Jardim Bela Vista, em Bauru. Uma denúncia anônima levou a Polícia Militar (PM) até a residência do acusado.

Segundo informações da PM, ao questionar o suspeito sobre a existência dos pés de maconha em seu quintal, o mesmo teria saído correndo, mas foi detido.
  
Foram localizados nos fundos da residência 6 vasos grandes, onde estavam plantados os pés de maconha, além de 170 gramas de maconha in natura, R$ 400,00 em dinheiro, R$ 574,70 em moedas, uma balança de precisão, 4 facas e uma espingarda.

Tudo foi apreendido e o dono da residência encaminhado à Central de Polícia Judiciária (CPJ), onde foi preso em flagrante por tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo. 

Polícia Militar/Divulgação
Foram  apreendidos também 170 gramas de maconha in natura, R$ 400,00 em dinheiro, R$ 574,70 em moedas, uma balança de precisão, 4 facas e uma espingarda

A Polícia Militar usou bombas de efeito moral para conter confusão


Estadão Conteúdo

Paulo Whitaker/Reuters
Grupo de 50 pessoas colocaram fogo em banheiros químicos após PM atirar gás 
Ueslei Marcelino/Reuters
Manifestantes são atingidos por balas de borracha e gás
Um grupo de cerca de 50 pessoas usando máscaras no rosto promoveu um quebra-quebra em meio à manifestação, com 25 mil pessoas, desta quarta-feira (24) contra o governo do presidente Michel Temer em Brasília após a Polícia Militar dispersar o protesto com bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral.

O grupo destruiu persianas e vidraças de pelo menos cinco ministérios, entre eles o da Integração Nacional, o do Trabalho e o da Agricultura. Este último havia sido cercado por tapumes, mas, mesmo assim, teve os vidros quebrados.

Também foram depredados paradas de ônibus, placas de trânsito, orelhões, holofotes que iluminam os letreiros dos ministérios e até banheiros químicos que haviam sido instalados para a manifestação.
Em frente ao Ministério do Planejamento, no Bloco C da Esplanada dos Ministérios, o grupo de manifestantes mascarados ateou fogo em um orelhão e em cerca de 10 bicicletas de uso compartilhado.

Do outro lado da Esplanada, um manifestante quebrou a vidraça do comitê de imprensa do Ministério da Fazenda. Os manifestantes corriam para se afastar da área em frente ao Congresso Nacional, onde as forças de segurança jogavam bombas de efeito moral. Ao passar pelo edifício do ministério, um deles atingiu a vidraça com o cabo de uma bandeira.

Mesmo com o vidro quebrado, os manifestantes não conseguiram entrar no prédio, já que há grades de segurança na janela. Na sequência da ação, membros da Força Nacional de Segurança Pública formaram um paredão e permanecem na lateral do prédio. Os funcionários do Ministério da Fazenda foram obrigados a evacuar o local.

Representantes das principais centrais sindicais protestam hoje (24) contra as reformas da Previdência e trabalhista. São cerca de 25 mil pessoal. Eles também pedem a saída do presidente da República, Michel Temer. Em razão do protesto, toda a Esplanada foi fechada para a circulação de carros. Os servidores que vieram trabalhar nesta quarta estacionaram e entraram pelos anexos dos prédios.

GÁS E BALA DE BORRACHA

Mais cedo, a Polícia Militar usou bombas de efeito moral para tentar conter uma confusão que está ocorrendo em frente ao Ministério da Justiça, em Brasília.

Um grupo pequeno de pessoas com rostos cobertos provocam os policiais, jogando garrafas de água e pedaços de madeira contra os agentes e tentando furar a barreira colocada na Avenida das Bandeiras, em frente ao Congresso Nacional. 

Em reação, os policiais têm que usar até cassetetes. O policiamento está sendo reforçado no local. Lideranças do movimento pedem calma, orientam todos a não provocar a polícia e gritam "sem violência". Mais cedo, também houve uma pequena confusão entre policiais e manifestantes que não queriam passar pela revista. 

A Avenida das Bandeiras é o limite para a chegada dos manifestantes. A Secretaria de Segurança e da Paz do Distrito Federal esclareceu que os participantes do protesto não poderão chegar até a Praça dos Três Poderes e ficará restrita ao quadrilátero da região da Esplanada dos Ministérios. 
Mais cedo, responsáveis pela segurança do Palácio do Planalto informaram que o protesto poderia chegar até a frente do Palácio do Planalto.

Segundo a Secretaria de Segurança do DF, entretanto, no mês passado 48 órgãos do Distrito Federal, Congresso e governo assinaram um protocolo para "grandes protestos" e estabeleceram a delimitação do espaço.

Paulo Whitaker/Reuters
Manifestantes pedem diretas já em Brasília
Flávia Villela – Repórter da Agência Brasil
A maioria das escolas públicas municipais brasileiras não têm estrutura para a prática de esportes, mostra o estudo Suplemento de Esporte do Perfil dos Estados e Municípios Brasileiros 2016, divulgado hoje (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE.

Até o ano passado, somente 27% dos 5.570 municípios brasileiros tinham escolas com campo de futebol, ginásio, piscina ou pista de atletismo. A Região Sul foi a única que informou ter  maior proporção de municípios com as instalações: 47,6% do total. Das 4.190 instalações em escolas da rede pública municipal, 78% (3.270) eram ginásios, 14,6% (611) campo de futebol, 6,3% (265) piscinas e 1,0% (43) pista de atletismo.

Segundo o estudo, a média nacional dos municípios que promovem eventos esportivos passou de 93,6% (5.204), em 2003, para 97,8% (5.445), em 2016.

Dos municípios que promoveram eventos com modalidades esportivas paraolímpicas, com maior destaque para futebol, voleibol, atletismo e futsal, cerca de 6,4% (279) foram de disputas escolares, 8,9% (334) de rendimento e 8,3% (398) de lazer.

Entre os estados, apenas Santa Catarina informou não ter estruturas esportivas. Juntas, as administrações estaduais são proprietárias de 1.027 instalações em todo o país. Do total, destacam-se 349 quadras (34%), 268 ginásios (26,1%) e 181 campos de futebol (17,6%). Já entre os municípios, 5.368 (96,4%) declararam ter instalações esportivas de propriedade da prefeitura, totalizando 41.641 em todo o país.

Referência

Inaugurada em 2009, como referência nacional de qualidade, a Escola Estadual Compositor Luiz Carlos da Vila, em Manguinhos, zona norte do Rio de Janeiro, foi símbolo do Plano de Aceleração de Crescimento (PAC), com ginásio esportivo e piscina olímpica. Hoje, os equipamentos estão desativados, a sala de computadores está vazia devido a saques e as janelas foram arrancadas.

O estudante Fábio Vinícius Sousa Pessanha, 18 anos, concluiu o 3º ano do ensino médio no ano passado. Para ele, este foi um ato de bravura. “Quando chovia, a casa de máquinas da piscina alagava até o teto. No ano passado ainda dava para utilizar a quadra, mas os bueiros nas laterais da quadra estavam sem tampa e estava perigoso”, afirmou.

No estado do Rio, há 1.250 escolas estaduais, sendo que 37 têm piscina e nenhuma tem outras instalações. No caso das escolas, 45 dos 92 municípios fluminenses declararam ter  escolas com equipamentos, um total de 207 unidades. O número é baixo, se levado em consideração que somente na capital fluminense há 1.537 escolas municipais.

A capital fluminense figura entre os municípios que menos desenvolveram ações, projetos ou programas na área de esporte escolar e também de esporte de rendimento, se comparada com outras capitais. Já em relação a esportes do lazer, praticado de modo voluntário, o Rio de Janeiro está entre os que mais desenvolveu ações para a população.

O estado do Rio também não avançou muito na implementação de mecanismos de participação social. De acordo com o suplemento, estava entre as seis unidades da Federação que não tinham conselhos nem fundos de esportes.

A Secretaria de Estado de Educação (Seeduc) informou que está analisando parcerias para a recuperação dos equipamentos esportivos e utilização adequada e segura da piscina do Colégio Estadual Compositor Luiz Carlos da Vila, em Manguinhos, e que a mesma é mantida com um nível mínimo de água para que sua estrutura não seja danificada, seguindo orientações técnicas de profissionais. A manutenção da estrutura  é realizada com aplicação de produtos químicos específicos para tal fim.
Daniel Mello - Repórter da Agência Brasil
A Justiça de São Paulo proibiu hoje (24) a prefeitura paulistana de continuar a fazer remoções forçadas e demolições na área da Cracolândia, na Luz, região central da capital, sem cadastramento prévio dos moradores para fornecimento de serviços sociais. A liminar faz referência ao caso ocorrido ontem (23) quando três pessoas ficam feridas pela queda de uma parede durante a derrubada de um dos imóveis.

“A demolição de algumas casas foi executada - conforme demonstrado em inúmeras reportagens e nos documentos anexados à petição inicial - apesar da presença de moradores, aos quais não foi conferida a oportunidade, conforme alegado pela autora, de retirar objetos pessoais e documentos, tampouco foram orientados ou encaminhados a programas sociais de habitação e saúde”, enfatiza o juiz Luis Manuel Fonseca Pires, da 3ª Vara de Fazenda Pública.

A partir disso, o magistrado determinou que não poderão ser feitas novas remoções sem o cadastramento prévio dos moradores “para atendimento nas áreas de saúde e habitação, disponibilizando-lhes alternativas de moradia e atendimento médico, além de permitir que retirem os seus pertences e animais de estimação dos referidos imóveis”. Foi estipulada multa de R$ 10 mil em caso de descumprimento. A decisão é resultado de ação cautelar com pedido de liminar ajuizada pela Defensoria Pública do Estado de São Paulo.

Protesto

Um grupo de manifestantes interrompeu, na manhã de hoje (24), a entrevista coletiva que era concedida pelo prefeito de São Paulo, João Doria, e o governador do estado, Geraldo Alckmin. Na ocasião era anunciada um programa de parcerias público-privadas para construção de 440 unidades habitacionais na região da Cracolândia.

Logo em seguida, Doria e Alckmin deixaram o local sem falar com os jornalistas. O secretário municipal de habitação, Julio Semeghini, chegou a discutir com os manifestantes, que logo depois saíram do local e se juntaram a uma passeata para fazer um ato em frente a na sede do comando da Guarda Civil Metropolitana (CGM), do outro lado da rua.

Participaram da manifestação contra as demolições na região, moradores, comerciantes e militantes de movimentos sociais. “A gente não tem dinheiro depositado nem nada. A gente vive do que a gente consegue todo dia. Como ele chega em cima da hora fechando os nossos comércios?”, reclamou Maria dos Santos Veloso, que mora na região, onde também tem um bar.

As remoções na região são parte de um projeto de revitalização iniciado com uma megaoperação policial feita no último domingo. A ação envolveu quase mil agentes da Polícia Civil e acabou com a prisão de 53 pessoas, sendo que 48 acusados de tráfico de drogas. Agora, o governo estadual e a prefeitura pretende derrubar as casas e estabelecimentos comerciais em dois quarteirões, em conjunto com os empreendimentos habitacionais como forma de revitalizar a região.

Moradora do bairro há sete anos, Gracione Freitas do Nascimento, reclama dos resultados da operação que dispersou os usuários de drogas em grupos menores, o que ocasiona constantes conflitos com o policiamento local. “Desde que mexeram com os usuários ali, minha filha não pode ir mais para escola. Porque eu não vou deixar minha filha ir para a escola com um monte de polícia jogando bombas”, reclamou durante o ato.

O secretário municipal de Justiça, Anderson Pomini, disse que a prefeitura pediu a Justiça autorização para abordar os usuários de drogas que estavam concentrados na Cracolândia. “Aquelas 300 ou 440 pessoas que estão transitando pelo centro de São Paulo, hoje elas não podem ser interpeladas. Então, a prefeitura foi buscar uma autorização judicial para que elas sejam interpeladas e, se for o caso, com o uso da segurança, para que os médicos tenham maiores condições de entrevistá-las”, explicou.

A prefeitura divulgou um comunicado em que diz que “nunca foi intenção da administração municipal fazer intervenções em edificações ocupadas sem que houvesse arrolamento prévio de seus habitantes”. A nota diz ainda que o cadastramento das pessoas já começou a ser feito e que a liminar será cumprida integralmente. “As pessoas que aceitarem desocupar os imóveis serão encaminhadas para opções de habitação social. Aqueles que não aceitarem deverão ser objeto de ações judiciais”.

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